Municípios pedem nomes de funcionários escolares em greve

Mais de uma dezena de autarquias de todo o país pediram aos agrupamentos escolares, na passada sexta-feira, o nome dos assistentes operacionais que estavam em  greve, adianta esta segunda-feira o “Jornal de Notícias” (JN).

Esta situação chegou ao conhecimento da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), que já anunciou que irá pedir esclarecimentos à Associação Nacional de Municípios e denunciar o caso à Inspeção-Geral da Educação. Por lei, os grevistas têm cinco dias para justificar a ausência. «É uma clara violação da Lei da Greve querer saber, no próprio dia, o nome de quem está em greve e pode ser entendido como uma forma de pressionar e incutir medo de represálias junto dos grevistas», disse ao “JN” Artur Sequeira, líder da FNSTFPS.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, corrobora. «Os directores não podem ceder a pressões ou chantagens das autarquias. Se há greve e não há assistentes operacionais, as escolas têm de encerrar para mostrar ao Governo que as coisas estão mal.»

Recorde-se que, as escolas particulares de ensino especial em Lisboa convocaram uma greve de dois dias, entre 2 e 3 de Dezembro, alegando que o Estado lhes deve mais de 500 mil euros.

«Os docentes dos colégios de Educação  Especial estão a trabalhar sem receber [desde Setembro] e, por isso, estarão em greve nos próximos dias 2 e 3 de Dezembro (segunda e terça-feira da próxima semana). Este atraso tem sido justificado pelas direcções dos colégios com facto de o Ministério da Educação ainda não ter transferido qualquer verba, como era sua obrigação e preveem os contratos estabelecidos com estes colégios», pode ler-se num comunicado emitido na passada sexta-feira, 29 de Novembro, pela Federação nacional dos Professores.

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