Multimilionário francês torna-se o maior acionista da Vodafone após investir mais de 5 mil milhões de euros

O empresário francês Xavier Niel passou a ser o maior acionista da Vodafone depois de adquirir uma participação de 16% na operadora britânica.

André Manuel Mendes

O empresário francês Xavier Niel passou a ser o maior acionista da Vodafone depois de adquirir uma participação de 16% na operadora britânica por 5,1 mil milhões de euros. A compra foi realizada através da sociedade de investimento Vega, criada exclusivamente para deter esta participação.

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A operação acontece após a venda da totalidade da posição detida pela empresa de telecomunicações dos Emirados Árabes Unidos e&, que era acionista da Vodafone desde 2022.

Xavier Niel classificou a Vodafone como uma “oportunidade de investimento atrativa”, considerando que a empresa está preparada para entrar numa nova fase de crescimento após os últimos anos de reestruturação. O empresário afirmou ainda que pretende assumir um papel de acionista minoritário de longo prazo, colocando ao serviço da operadora a experiência acumulada no setor das telecomunicações.

Nos últimos anos, a Vodafone simplificou a sua estrutura através da venda das operações em Espanha e Itália, da alienação da participação na empresa conjunta nos Países Baixos e da fusão com a Three no Reino Unido, que deu origem ao maior operador móvel britânico. Em maio, a empresa anunciou também a intenção de adquirir os restantes 49% da VodafoneThree, atualmente detidos pela CK Hutchison, passando a controlar integralmente o negócio.

Fundador da operadora francesa Iliad, Xavier Niel construiu um império nas telecomunicações com investimentos em países como França, Itália, Polónia e Islândia. Segundo a Forbes, o empresário tem uma fortuna estimada em 15,5 mil milhões de dólares.

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Apesar de passar a ser o principal acionista da Vodafone, Niel não terá, para já, representação no conselho de administração. Um porta-voz do empresário esclareceu que a operação se limitou à compra das ações e que não existe qualquer acordo de governação associado, embora admita que, após as aprovações regulatórias, seja natural existir um maior envolvimento com a gestão da empresa.

Os investidores receberam positivamente a notícia. As ações da Vodafone dispararam cerca de 12% na bolsa após o anúncio da operação.

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