O secretariado nacional das Mulheres Socialistas escreveu uma carta a António Costa, na qual pede que seja aprofundada “a paridade nos cargos de decisão política” e que seja conferida “centralidade à temática da igualdade na orgânica” do futuro executivo.
Segundo o ‘Diário de Notícias’, que teve acesso ao documento, é também pedido à “futura liderança da bancada parlamentar, que proponha presidências paritárias para as comissões atribuídas ao PS”.
“Como somos uma sociedade paritária, 52% até são mulheres, não faz sentido que sendo as mulheres altamente qualificadas – 60% dos licenciados são mulheres, 60% dos doutorados são mulheres – não haja o equivalente nos órgãos de representação política”, defende Elza Pais, presidente das Mulheres Socialistas.
Segundo a responsável, “enquanto não atingirmos a proporção absoluta de 50/50 e a alternância de género nos dois primeiros lugares nas listas, a justiça ainda está por cumprir”, lamenta, sugerindo por isso, na mesma carta, uma alteração das leis que consagrem esta “igualdade” e que “os orçamentos” tenham “impacto de género”.
Ou seja, esclarece o ‘DN’, as mulheres socialistas pedem no documento que sejam restruturadas as receitas e despesas com o “objetivo de promover a igualdade entre mulheres e homens”.
Assim, são exigidas “lideranças 50/50 a todos os níveis da decisão política, social e económica”, destacando-se várias medidas a serem concretizadas, nomeadamente o reforço do combate à discriminação salarial de género, o aumento do salário mínimo e do subsídio de desemprego, entre outras.






