Mulheres sauditas vão poder alistar-se no exército pela primeira vez

FILE - In this March 29, 2010 file photo, Saudi women visit the Saudi Travel and Tourism Investment Market (STTIM) fair in Riyadh, Saudi Arabia. Saudi King Abdullah has given the kingdom's women the right to vote for first time in nationwide local elections, due in 2015. The king said in an annual speech on Sunday, Sept. 25, 2011 before his advisory assembly, or Shura Council, that Saudi women will be able to run and cast ballots in the 2015 municipal elections. (AP Photo/Hassan Ammar, File)

Riade aumentou recentemente o número de decisões a favor das mulheres num país que aplica uma versão rigorosa do Islão, mas as organizações de defesa dos direitos humanos acusam a Arábia Saudita de reprimir simultaneamente mulheres ativistas.

Pela primeira vez, as mulheres sauditas podem juntar-se às forças armadas do reino, ultraconservador, depois de ter sido lançado um vasto programa de reformas económicas e sociais, anunciou esta quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Riade aumentou recentemente o número de decisões a favor das mulheres num país que aplica uma versão rigorosa do Islão, mas as organizações de defesa dos direitos humanos acusam a Arábia Saudita de reprimir simultaneamente mulheres ativistas.

“É um novo passo em direção à emancipação”, referiu, através de uma mensagem no Twitter o ministério, acrescentando que as mulheres só poderão tornar-se soldados de primeira classe, cabos ou sargentos. A Arábia Saudita já havia autorizado as mulheres a juntarem-se às forças de segurança no ano passado.

Sob a liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, foram iniciadas várias reformas para conceder direitos às mulheres nos últimos anos, tais como a permissão para conduzir ou viajar para o exterior sem o consentimento prévio do “guardião” (pai, marido, filho ou outro parente masculino).

Durante o mesmo período, uma onda de repressão atingiu vários ativistas de direitos humanos, continuando alguns deles detidos, como é o caso do ativista Loujain al-Hathloul. Desde a queda nos preços de petróleo nos últimos cinco anos, a Arábia Saudita, o maior exportador, tem tentado melhorar a imagem no exterior para atrair investidores e turistas.

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