Mulher ou homem? E com que idade? Conheça o perfil de quem vive com Covid-19 há mais de seis meses

A conclusão foi tirada a partir de um estudo da Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), que analisou um conjunto de pacientes com Covid-19 de longo prazo.

Simone Silva

Na maioria são mulheres, com cerca de 43 anos, e sofrem há mais de seis meses com sintomas da Covid-19, nomeadamente, fadiga, dores de cabeça e musculares, mau humor ou falta de ar. Este é o perfil de um infetado com a doença de longo prazo, de acordo com o ‘La Vanguardia’.

A conclusão foi tirada a partir de um estudo da Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), que analisou um conjunto de pacientes com Covid-19 a longo prazo, afetados no período compreendido entre os dias 13 de julho e 14 de outubro.

O organismo estudou a doença em 2.210 pacientes infetados na primeira vaga, metade homens e metade mulheres e concluiu que deste total, 1.843 dos doentes apresentam sintomas compatíveis com a Covid-19 a longo prazo, ou ‘Long Covid’, como é conhecida, com uma média de 36 sintomas por pessoa. Quase oito em cada dez, ou seja 79%, correspondem a mulheres com uma idade média de 43 anos.

O estudo revela ainda que 78,3% dos doentes analisados, isto é 1.437, ​​realizaram o teste de diagnóstico, sendo o PCR o método mais utilizado por 65,81% dos pacientes, contra o seguinte, o teste serológico para detetar anticorpos, efetuado por 36,37% das pessoas.

Como explicou em conferência de imprensa, Pilar Rodríguez Ledo, diretora de pesquisa da SEGM, os resultados refletem a situação vivida durante a primeira vaga da doença. «Há uma percentagem muito significativa de pessoas que não tiveram acesso para realizar os testes», afirmou.

Continue a ler após a publicidade

Para além disso a responsável destacou que, devido à saturação vivida em abril e maio, muitos dos pacientes não realizaram os exames adequados ou não o fizeram na altura certa, o que fez com que em muitos casos o resultado fosse erradamente negativo.

Até 14 de outubro, a média de persistência dos sintomas era de 185,75 dias, ou seja, mais de seis meses, no entanto hoje em dia ainda existem muitos pacientes que continuam com patologias associadas, segundo Rodríguez Ledo.

A pesquisa conseguiu recolher até 200 sintomas persistentes diferentes, embora 87 sejam os mais reportados pelos pacientes. Destes, os mais frequentes são fadiga (95,91%); sensação de mau estar (95,47%); dores de cabeça (86,53%); mau humor (86,21%); dor muscular (82,77%); falta de ar (79,28%); dor nas articulações (79%) e falta de concentração ou défice de atenção (78,24%).

Continue a ler após a publicidade

A especialista sublinhou que esta lista não significa que os doentes tenham sofrido todos estes sintomas em simultâneo, mas antes que durante o tempo em que estiveram com o vírus os mesmos puderam aparecer e desaparecer, sendo os mais incapacitantes.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.