Mulher burlada em 47 mil euros por cibercriminosos que se fizeram passar por Elon Musk através da IA e uma identidade… em Marte

Graças à Inteligência Artificial (IA), os cibercriminosos estão a conseguir criar boatos muito realistas que, para pessoas com menos conhecimento tecnológicos, são muito difíceis de detetar, por mais inconcebíveis que sejam

Francisco Laranjeira

Há cada vez mais golpes extravagantes por parte dos cibercriminosos: para espanto de muitas pessoas, conseguem mesmo assim enganar os utilizadores e tirar o seu dinheiro.

Graças à Inteligência Artificial (IA), os cibercriminosos estão a conseguir criar boatos muito realistas que, para pessoas com menos conhecimento tecnológicos, são muito difíceis de detetar, por mais inconcebíveis que sejam.

O exemplo mais recente tornou-se viral nas redes sociais: uma mulher coreana perdeu cerca de 47 mil euros depois de ter sido enganada por uma pessoa que ela acreditava ser o magnata multimilionário Elon Musk – embora essa nem seja a ‘pior’ parte da história.

Conforme noticiado pelo ‘South China Morning Post’, uma mulher da Coreia do Sul sofreu um golpe ‘deepfake’ (vídeos, imagens e fotos geradas com IA) em que os cibercriminosos começaram por se fazer passar por Musk, tendo iniciado uma espécie de relacionamento com a mulher, na qual o ‘magnata’ lhe contava o que fazia através de mensagens privadas num aplicação asiática.

Embora seja verdade que a princípio a vítima desconfiou da veracidade deste perfil, graças às fotos, vídeos e até uma cópia de um documento de identidade de Marte em que dizia ser o primeiro cidadão do planeta, conseguiu convencê-la.

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A partir daqui, o cibercriminoso começou a enviar mensagens nas quais afirmou que poderia ajudá-la a enriquecer, garantindo “ter um projeto muito importante nas mãos” e que precisava de ajuda financeira para o realizar. De acordo com a denúncia apresentada, a mulher investiu cerca de 70 milhões de won (quase 47 mil euros), um negócio que deveria fazê-la duplicar rapidamente o investimento.

Naturalmente, o cibercriminoso deu uma conta coreana para ser depositado o dinheiro – claro que no momento em que foi enviada a quantia, a vítima nunca mais ouviu falar do ‘Elon Musk’ ou do dinheiro investido.

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