2022 será um importante ano eleitoral em vários países da Europa e com resultados que poderão influenciar de forma relevante a dinâmica de todo o Continente.
Se para os portugueses as eleições legislativas de 30 de janeiro serão as mais importantes, os olhos da Europa estarão certamente mais atentos ao que se irá passar nas eleições presidenciais francesas, a 10 e 24 de abril, nas quais o reformador e defensor da UE Emmanuel Macron procura nova vitória, e no que se passará nas eleições parlamentares na Hungria, também em abril, com o líder populista de direita da Hungria, Viktor Orbán à procura da reeleição como Primeiro-Ministro.
Conheça o calendário das eleições que se vão realizar na Europa em 2022:
Portugal – Eleições legislativas a 30 de janeiro
Depois do chumbo do orçamento e da consequente queda do Governo, as legislativas deverão conduzir de novo António Costa ao cargo de Primeiro-Ministro e a grande questão será saber se com ou sem maioria absoluta. Por outro lado, talvez mais do que os números do PSD de Rui Rio, as atenções estejam voltadas para o que vai conseguir o Chega de André Ventura.
Sérvia – Eleições gerais a 3 de abril
Figura relevante na última década, o presidente sérvio Aleksandar Vučić procura nova vitória, mas agora num cenário bastante mais hostil. Com muitos críticos dentro e fora do país, a oposição responsabiliza-o pelo retrocesso do país e que este é o momento de virar a página.
França – Eleições presidenciais a 10 e 24 de abril
Emmanuel Macron, que ainda não anunciou oficialmente a sua candidatura procura um novo mandato à frente dos destinos de França. À espreita a socialista Anne Hidalgo, Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional de extrema direita, o jornalista, escritor e antigo comentador de TV Eric Zemmour, também de extrema dirreita, e ainda a conservadora candidata de Os Republicanos, Valérie Pécresse.
Hungria – Eleições parlamentares em abril
Aos 58 anos, o líder populista de direita da Hungria, Viktor Orbán procura o seu terceiro mandato como Primeiro-Ministro. Estas eleições serão certamente as mais difíceis, fruto das críticas crescentes e da união da oposição para lhe roubar a liderança. Uma vitória da Oposição Unida, liderada por Péter Márki-Zay, poderia ser bastante significativa nas relações com a UE, com quem a Hungria de Orbán tem tido uma relação conflituosa e tempestiva.
Outras datas:
Eslovénia – eleições parlamentares a 24 de abril e presidenciais em outubro;
Irlanda do Norte – Eleições 5 de maio ou antes;
Suécia – Eleições gerais – 11 de setembro;
Letónia – Eleições parlamentares a 1 de outubro;
Bósnia – Eleições gerais a 2 de outubro.





