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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Incêndios: Força Aérea pela primeira vez, no combate direto dos fogos florestais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:28:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro da Defesa disse hoje que há dois helicópteros da Força Aérea envolvidos no combate aos incêndios que lavram no país, e que é a primeira vez que aquele ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate às chamas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Defesa disse hoje que há dois helicópteros da Força Aérea envolvidos no combate aos incêndios que lavram no país, e que é a primeira vez que aquele ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate às chamas.</P><br />
<P>&#8220;Estão empenhados nessa missão dois helicópteros, cumprindo uma resolução que tem prazos entre a entrega e a operacionalidade. Cada capacidade nova que se adquire implica a aquisição de componentes, peças, adaptação de infraestruturas, treino de pilotos e, por isso, não basta adquirir para colocar ao serviço&#8221;.</P><br />
<P>Segundo Nuno Melo, atualmente, &#8220;em Vila Real, a Força Aérea destacou aeronaves P3 Orion C295, que estão a fazer deteções precoces de incêndios, estando também baseado um helicóptero Black Hawk que, na deteção precoce do fogo, pode já atuar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A Força Aérea Portuguesa, este ano, pela primeira vez, está envolvida no combate direto aos incêndios&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Nuno Melo revelou que &#8220;os bombardeiros Canadair que foram adquiridos chegam em 2029 e 2030&#8221;, mas também, &#8220;na consequência de uma avaliação feita pela Força Aérea&#8221;, também será feita &#8220;a aquisição de &#8216;kits&#8217; de incêndios que estão a ser produzidos nos Estados Unidos e que a partir de 2027 serão utilizados em aviões C130 para combate direto aos incêndios&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta foi uma capacidade que Portugal também já teve e que perdeu, ou seja, nós estamos a investir para que as Forças Armadas, numa base complementar, ajudem naquilo que são operações de apoio às populações civis e cada vez que passamos por esta época de incêndios percebemos bem a diferença que isso faz e, portanto, este ano serão dois helicópteros no combate direto aos incêndios&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Nuno Melo acrescentou &#8220;que presentemente está a terminar uma fase contratual do chamado SAFE que permitirá investir 5,8 mil milhões de euros em equipamentos que vão de satélites a fragatas, a sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, munições, drones, outros veículos, com uma transversalidade que tem em vista precisamente esta necessidade de assegurar que as Forças Armadas são capazes de cumprir todas as missões, dentro e fora de fronteiras, militares e ao serviço da população civil&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A Força Aérea é talvez um dos maiores vetores deste investimento. Há poucos meses, no Parlamento Europeu, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou como paradigma do bom investimento europeu a chamada constelação de satélites. Estamos a falar da construção de uma constelação pelo domínio do espaço na Europa e o exemplo que é dado é de Portugal&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Para Nuno Melo, &#8220;o principal vetor da construção e impulso da constelação do Atlântico é precisamente a Força Aérea Portuguesa, o que equivale a dizer que, pela Força Aérea Portuguesa, [se define] o domínio do espaço na União Europeia, à frente dos outros, mesmo muitas nações mais poderosas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Passou já por mim a resolução que levou à aquisição das aeronaves Super Tucano. Passaram aqui cinco em exibição. Foi a primeira vez que as vi. Passou já por mim a resolução que levou à aquisição de bombardeiros pesados Canadair, que estarão ao serviço da Força Aérea para combate aos incêndios, com o primeiro a ser entregue em 2029 e [depois] em 2030. Passou já por mim a aquisição de helicópteros Black Hawk, que serão utilizados na emergência médica com recurso ao Plano de Recuperação e Resiliência [PRR]. Passou já por mim a assinatura para a opção por mais uma aeronave KPC 390. Passará também certamente por mim, espero, a assinatura de outras aeronaves e equipamentos, que no seu tempo, quando for considerado oportuno, a Força Aérea terá também ao seu serviço. Isso para dizer que a Força Aérea é uma componente fundamental e estratégica da nação&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785554]]></sapo:autor>
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		<title>OPEP+ admite aumentar oferta de petróleo bruto em agosto pelo quinto mês consecutivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:20:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, estuda a possibilidade de aumentar a produção de petróleo em agosto, pelo quinto mês consecutivo, uma decisão que será debatida no domingo, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, estuda a possibilidade de aumentar a produção de petróleo em agosto, pelo quinto mês consecutivo, uma decisão que será debatida no domingo, foi hoje anunciado. </P><br />
<P>A decisão baseia-se na expectativa de normalização do mercado após a reabertura parcial do Estreito de Ormuz e deverá ser tomada em teleconferência pelos ministros do setor da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, segundo informou a sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em Viena.</P><br />
<P>Trata-se de sete dos 21 &#8220;países petrolíferos&#8221; da aliança que, há mais de um ano, têm devolvido gradualmente ao mercado parte dos barris que retiraram em 2023.</P><br />
<P>Em cima da mesa de negociações está um aumento moderado da sua produção conjunta, semelhante ao dos meses anteriores, de 188.000 barris por dia (bpd).</P><br />
<P>O grupo retomou em abril os seus aumentos mensais da produção após uma pausa de três meses, mas os acordos celebrados desde então têm, na prática, permanecido no papel, uma vez que foram amplamente anulados pela queda drástica e involuntária da produção de vários membros, principalmente o Iraque, o Irão, a Arábia Saudita e o Kuwait, devido ao conflito no Médio Oriente.</P><br />
<P>De acordo com as estimativas publicadas pela OPEP, a perda acumulada rondava os 10 milhões de barris por dia (mbd) em abril, sem contar com a redução da produção russa causada pelos ataques </P><br />
<P>Após a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, que prolonga o cessar-fogo em vigor na guerra do Irão enquanto prosseguem as negociações de um acordo global para pôr fim ao conflito, os preços do &#8220;ouro negro&#8221; voltaram aos níveis anteriores à guerra.</P><br />
<P>O barril de Brent fechou a semana nos 62,74 euros, 42 % abaixo do pico de 109,62 euros atingido em 30 de abril, enquanto o petróleo de referência da OPEP caiu dos 127,02 euros de 19 de março para os 60,31 euros na passada quinta-feira, de acordo com a última notificação oficial.</P><br />
<P>A retoma do tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz também contribuiu para a descida dos preços, embora esteja ainda longe de recuperar o nível anterior ao conflito, quando por ele transitava cerca de 20 % do petróleo comercializado no planeta.</P><br />
<P>Nestas circunstâncias, pela primeira vez desde o início da guerra, no final de fevereiro, espera-se que os aumentos acordados este ano comecem a ser efetivamente aplicados.</P><br />
<P>Embora os especialistas alertem que a normalização total dos fluxos de petróleo provenientes do Golfo Pérsico ainda demore meses, a perspetiva de um aumento da produção da OPEP+ soma-se ao crescimento da oferta proveniente dos Estados Unidos, Brasil, Venezuela, Argentina, Guiana e do Canadá, o que está a suscitar receios de um excesso de oferta.</P><br />
<P>A consequente pressão descendente sobre os preços poderá acentuar-se com a decisão dos Emirados Árabes Unidos de produzirem ao máximo da sua capacidade (cerca de 5 mbd), após terem abandonado a OPEP a 01 de maio, ficando assim livres de limitar a sua produção, uma vez que não estão sujeitos às quotas da organização.</P><br />
<P>Também o Iraque, que com uma produção entre 3 e 3,4 mbd é o segundo maior produtor da OPEP, atrás apenas da Arábia Saudita, pretende aumentar a produção e solicitou formalmente que lhe seja permitido alargar a sua quota de produção, conforme o anunciou em comunicado, no dia 25, o Ministério do Petróleo.</P><br />
<P>Neste contexto, o aumento que se prevê ratificar no domingo suscita &#8220;preocupação&#8221; entre os investidores face à possibilidade de o mercado petrolífero &#8220;passar de uma escassez temporária (&#8230;) para um excesso de oferta&#8221;, salientou o analista de mercado da XS.com, Linh Tran, numa análise enviada à EFE.</P><br />
<P>Fundada em 1960, em Bagdade, pela Arábia Saudita, Venezuela, Irão, Iraque e Kuwait, a OPEP é hoje composta por onze países. Em 2016, o grupo acordou cooperar com outras dez nações produtoras &#8212; entre elas a Rússia, o México, o Cazaquistão e o Azerbaijão &#8212;, o que deu origem à aliança OPEP+.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785553]]></sapo:autor>
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		<title>Carneiro quer PS preparado para regionalização e critica &#8220;insensibilidade&#8221; do Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:06:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, disse hoje que o PS deve estar preparado para "perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização", criticando a "insensibilidade" do Governo da economia à habitação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, disse hoje que o PS deve estar preparado para &#8220;perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização&#8221;, criticando a &#8220;insensibilidade&#8221; do Governo da economia à habitação.</P><br />
<P>&#8220;Temos um compromisso que temos de assumir hoje: perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização, e tudo fazer para avançar com essa reforma, para que os poderes regionais tenham legitimidade direta e democrática para responder às necessidades de desenvolvimento económico, social e territorial&#8221;, declarou o secretário-geral dos socialistas, em discurso do congresso da Federação Distrital do Porto do partido.</P><br />
<P>Em Vila do Conde, exortou os militantes a estarem preparados para olharem &#8220;para o esforço e percurso da descentralização&#8221;.</P><br />
<P>Esse era, de resto, o compromisso &#8220;prioritário&#8221; para o distrito assumido neste congresso, parte de uma ronda por vários, indo hoje também a Setúbal, que encerra um processo de eleições internas no partido.</P><br />
<P>Na sessão figuraram vários nomes de proa do partido a Norte, a começar pelo autarca de Vila do Conde, Vítor Costa, mas também a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, assim como o antigo presidente em Vila do Conde e no Porto, Fernando Gomes, entre outros.</P><br />
<P>Carneiro voltou a criticar o Governo pelo &#8220;caos instalado nas escolas&#8221;, com os atrasos na avaliação dos exames nacionais, como já tinha dito aos jornalistas à chegada ao congresso, e lamentou que &#8220;este Governo nunca assuma a sua responsabilidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro-ministro que explique ao país o que se está a passar, o que está a falhar, e como o Governo vai resolver com credibilidade e confiança a avaliação dos nossos jovens que querem concorrer ao ensino superior&#8221;, criticou.</P><br />
<P>Nessa senda, referiu-se várias vezes, ao longo do discurso, à &#8220;insensibilidade&#8221; do Governo liderado por Luís Montenegro, do PSD e do CDS-PP, como na &#8220;desumanidade e insensibilidade&#8221; da reforma laboral.</P><br />
<P>&#8220;Eles vieram para tirar direitos aos trabalhadores, entre eles as mulheres e os mais jovens. Conseguimos dar um contributo decisivo, com mais de cinco milhões e 300 mil trabalhadores, para travar esta ofensiva. Contámos com os trabalhadores e as centrais sindicais&#8221;, celebrou.</P><br />
<P>A Prestação Social Única também mereceu críticas, assim como as questões da habitação e das emergências hospitalares, lamentando que não tenham sido acolhidas propostas socialistas nem tidas posições que defendam os cidadãos portugueses.</P><br />
<P>Por outro lado, José Luís Carneiro propõe a partir do PS uma alternativa &#8220;séria e sólida&#8221;, com a prioridade numa &#8220;construção de matriz de desenvolvimento da economia&#8221;, com mais tecnologia, o aproveitamento do interior e a valorização do percurso dos jovens em Portugal, a começar pelos &#8220;100 mil no ensino profissional e 140 mil que não estudam nem trabalham&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos áreas vitais às quais temos de responder. A economia é uma delas. Tem de ser mais produtiva, criar mais riqueza, ser mais competitiva. O que vemos do Governo é o contrário disto&#8221;, lamentou.</P><br />
<P>Com militantes do Porto, entre os quais se inclui, Carneiro lembrou Antero de Quental e José Régio, comparou a política à confeção de renda de bilros, numa das cidades mais representativas deste artesanato, e pediu que o Porto &#8220;ganhe força&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Se formos uma força que faz da sua pluralidade, diversidade, uma unidade que inova, fortalece, defende e afirma os valores, estou convencido que essa unidade formará um autêntico quadrado que, na nossa história, tem um significado muito especial&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na habitação, pediu à presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, para liderar uma equipa no secretariado nacional para encontrar uma solução para o problema.</P><br />
<P>Para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), prometeu &#8220;várias soluções para responder de forma mais eficaz&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785552]]></sapo:autor>
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		<title>Zuckerberg quer criar um “sistema imunitário virtual”: a IA que testa doenças antes de chegarem ao corpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Chan Zuckerberg Biohub]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Zuckerberg]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagine poder testar, num computador, como o seu sistema imunitário reagiria a uma infeção, a uma inflamação ou até a uma futura terapia — antes de o corpo passar por isso]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine poder testar, num computador, como o seu sistema imunitário reagiria a uma infeção, a uma inflamação ou até a uma futura terapia — antes de o corpo passar por isso. É essa a ambição do novo projeto do Chan Zuckerberg Biohub, a organização científica ligada a Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, que quer construir uma espécie de “sistema imunitário virtual” com recurso a inteligência artificial.</p>
<p><strong>Um corpo simulado antes da doença chegar</strong></p>
<p>A ideia, destacada pelo &#8216;El Economista&#8217; a partir da comunicação do Biohub, parte de uma pergunta simples e quase futurista: e se fosse possível modelar o sistema imunitário humano para prever, simular ou até ajudar a prevenir doenças? A resposta está num projeto que pretende usar modelos de IA capazes de representar a forma como células, moléculas e tecidos interagem ao longo do tempo.</p>
<p>Na prática, o objetivo não é criar uma cópia perfeita de uma pessoa, mas um modelo suficientemente avançado para ajudar cientistas a compreender como as defesas do corpo reagem em diferentes cenários. O Biohub descreve o Sistema Imunitário Virtual como um esforço para simular inflamações, testar hipóteses e orientar intervenções reais, ligando dados biológicos de grande escala a modelos computacionais.</p>
<p><strong>A promessa: testar terapias sem começar pelo doente</strong></p>
<p>Priscilla Chan apresentou a ambição em termos diretos: construir modelos de IA que consigam raciocinar sobre a forma como as células interagem e respondem, com o objetivo de simular terapias imunitárias, reprogramar células e, a longo prazo, ajudar a prevenir doenças antes de surgirem. A própria organização sublinha, porém, que este é um caminho científico em desenvolvimento, não uma solução clínica pronta a aplicar.</p>
<p>O projeto insere-se numa aposta mais ampla do Biohub na chamada biologia virtual. Em abril, a organização anunciou uma iniciativa de 500 milhões de dólares, cerca de 465 milhões de euros, para criar conjuntos de dados abertos e modelos preditivos da célula, capazes de acelerar a investigação sobre doenças e potenciais tratamentos.</p>
<p>A promessa é sedutora: se a IA conseguir simular partes da biologia humana com precisão, os investigadores poderão testar digitalmente hipóteses que hoje exigem anos de trabalho laboratorial. Em vez de observar apenas o que aconteceu numa célula ou num tecido, os cientistas poderiam perguntar ao modelo o que poderá acontecer a seguir.</p>
<p><strong>A “terceira revolução” da imunologia</strong></p>
<p>É por isso que Aly Khan, especialista em imunologia computacional e inteligência artificial no Biohub Chicago, fala numa “terceira revolução” da imunologia. A primeira terá permitido identificar os componentes fundamentais do sistema imunitário; a segunda, impulsionada pela imunologia de sistemas, ajudou a criar atlas detalhados de células e moléculas. A terceira pretende transformar esse conhecimento numa ciência preditiva.</p>
<p>Num artigo científico assinado por Aly A. Khan e outros investigadores, publicado em pré-impressão no arXiv, os autores defendem que a imunologia está pronta para passar de uma disciplina sobretudo descritiva para uma área capaz de prever trajetórias biológicas. A proposta assenta num ciclo: gerar dados causais em grande escala, treinar modelos de IA, fazer previsões e usar essas previsões para desenhar novas experiências.</p>
<p><strong>Mais do que dados: perceber causa e efeito</strong></p>
<p>A diferença entre “mais dados” e “bons dados” é central. O sistema imunitário não é apenas uma lista de células: é uma rede dinâmica que muda consoante genética, infeções, inflamação, idade, ambiente, tecidos e tratamentos. Para que a IA seja útil, precisa de dados que ajudem a perceber causas e efeitos, não apenas fotografias estáticas do que está a acontecer num dado momento.</p>
<p>O Biohub defende precisamente essa mudança. A organização quer combinar plataformas de imagem, engenharia celular, bioengenharia e análise molecular para produzir dados que possam alimentar modelos mais robustos. A ambição é que esses modelos não se limitem a descrever o sistema imunitário, mas ajudem a prever como este poderá comportar-se em situações concretas.</p>
<p><strong>O exemplo AlphaFold e o desafio seguinte</strong></p>
<p>O exemplo mais citado neste campo é o AlphaFold, o sistema de IA que transformou a previsão da estrutura das proteínas. Para os defensores do Sistema Imunitário Virtual, a imunologia pode estar perante uma oportunidade semelhante: encontrar problemas biológicos bem definidos, reunir dados de qualidade e criar modelos capazes de acelerar descobertas.</p>
<p>Mas o desafio é muito maior. Uma proteína já é complexa; um sistema imunitário inteiro é uma coreografia de milhões de interações. O artigo de Aly Khan e colegas identifica várias escalas de dificuldade, da genética às interações moleculares, da decisão celular à organização dos tecidos e à dinâmica global do sistema.</p>
<p><strong>O lado humano: antecipar antes de tratar</strong></p>
<p>É aqui que entra o lado mais humano da história. Se funcionar, este tipo de modelo poderá ajudar a perceber por que razão uma pessoa desenvolve inflamação crónica, por que motivo uma terapia resulta num doente e falha noutro, ou como reverter uma célula de um estado inflamatório para um estado saudável. Ainda não é medicina personalizada plena, mas aponta nessa direção.</p>
<p>A organização fala também em doenças associadas ao envelhecimento, como cancro, Alzheimer e Parkinson, áreas em que pretende desenvolver modelos de IA e células programadas para detetar sinais precoces de doença e, no futuro, intervir de forma direcionada.</p>
<p><strong>Ainda longe da consulta médica</strong></p>
<p>Há, no entanto, um ponto essencial: a promessa ainda está longe da consulta médica. Criar modelos fiáveis da biologia humana exige dados em quantidade, qualidade e diversidade suficientes, além de validação experimental rigorosa. A própria aposta do Biohub em dados abertos e colaboração internacional mostra que nenhum laboratório conseguirá resolver sozinho um problema desta escala.</p>
<p>Também há questões de confiança. Quanto mais a biologia entra no território dos grandes modelos de IA, mais importantes se tornam a privacidade dos dados, a governação científica, a transparência e o acesso aos benefícios. Um “gémeo digital” das defesas do corpo pode ser uma ferramenta poderosa, mas só será útil se for construído com dados fiáveis e regras claras.</p>
<p>Para já, o Sistema Imunitário Virtual é sobretudo um mapa para o futuro: uma tentativa de transformar o sistema de defesa do corpo numa realidade que possa ser simulada, interrogada e compreendida antes de a doença avançar. A ambição é enorme. A medicina, se este caminho resultar, poderá deixar de reagir apenas ao que já aconteceu e começar a antecipar aquilo que o corpo ainda está prestes a fazer.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784912]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Itália envia dois aviões para apoiar combate aos fogos em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:58:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo italiano enviou hoje dois aviões anfíbios Canadair do Corpo Nacional de Bombeiros para apoiar Portugal no combate aos incêndios florestais, informou o Departamento de Proteção Civil de Itália num comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O governo italiano enviou hoje dois aviões anfíbios Canadair do Corpo Nacional de Bombeiros para apoiar Portugal no combate aos incêndios florestais, informou o Departamento de Proteção Civil de Itália num comunicado.</P><br />
<P>As aeronaves italianas, que descolaram do aeroporto de Roma-Ciampino, terão a sua base operacional em Beja e irão intervir no incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu, que é atualmente o foco mais preocupante e que já consumiu cerca de 10.000 hectares.</P><br />
<P>A iniciativa surge em resposta ao pedido das autoridades portuguesas ao Centro de Coordenação de Resposta a Emergências de Bruxelas.</P><br />
<P>Os Canadair, aviões anfíbios especializados na extinção de incêndios florestais através do carregamento e descarregamento de grandes quantidades de água, foram mobilizados como recursos rescEU-IT, no âmbito do mecanismo europeu de proteção civil.</P><br />
<P>Esta ajuda vem somar-se ao contingente militar especializado anunciado pelo Governo português que a Espanha irá enviar, bem como ao apoio solicitado a Marrocos.</P><br />
<P>Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.</P><br />
<P>&#8220;Para ajudar o país a enfrentar os incêndios florestais de grandes proporções, três aeronaves de combate a incêndios da rede rescEU, provenientes de Itália e de Espanha, já estão a caminho&#8221; de Portugal, estando a chegada prevista para hoje, disse à Lusa fonte oficial da Comissão Europeia.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, &#8220;118 bombeiros e 45 veículos provenientes de Espanha chegaram ao local ontem à noite, apenas algumas horas após a ativação do mecanismo&#8221;, referiu.</P><br />
<P>A rede rescEU faz parte do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), funcionando como uma reserva estratégica de meios para dar resposta a situações de emergência que são coordenadas pelo instrumento europeu quando um país faz um pedido de ajuda.</P><br />
<P>Espanha disponibilizou na sexta-feira um de dois aviões Canadair solicitados por Portugal no âmbito do acordo de assistência existente entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o mecanismo da UE.</P><br />
<P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.</P><br />
<P>O mecanismo europeu ajuda os Estados-membros e países terceiros à UE a dar resposta a emergências, como incêndios, crises sanitárias ou conflitos.</P><br />
<P>Quando um país faz um pedido de assistência, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência mobiliza o destacamento de apoio através de uma ligação direta com as autoridades nacionais de proteção civil.</P><br />
<P>&#8220;A solidariedade da UE encontra-se em curso e continuará presente durante todo o verão&#8221;, reforçou fonte da Comissão Europeia.</P><br />
<P></P><br />
<P>EYC/(PCT/TA/MCA)// MAG</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785551]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Em La Guaira persiste a esperança de resgatar os corpos dos escombros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:52:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Em La Guaira, no meio de queixas da falta de ajuda estatal, persiste a esperança de resgatar pessoas, com a população a usar inclusive as mãos para remover os escombros de prédios que ruíram durante os recentes sismos.</P><br />
<P>&#8220;Temos fé e esperança [de que continuam vivos], mas partimos do princípio de que já não estão neste mundo. De qualquer forma queremos recuperá-los e, por isso, estamos aqui todos os dias à procura da nossa família&#8221;, disse Yelitza Noriega à Agência Lusa.</P><br />
<P>Há mais de uma semana que esta venezuelana passa a maior parte do dia remexendo nos escombros do edifício &#8220;Mi Club Playa Grande&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vim buscar a minha família e dar por concluída esta situação. E, depois, pensaremos no amanhã. Temos de viver o dia de hoje: Este terramoto ensinou-nos isso, [a pensar] apenas no dia de hoje&#8221;, disse.</P><br />
<P>Explicou ainda que nos restos do prédio estão &#8220;cinco pessoas soterradas&#8221;, quatro delas da sua família, duas tias, um primo e o marido de uma das tias.</P><br />
<P>&#8220;Estamos aqui desde quinta-feira, a trabalhar manualmente porque não temos maquinaria e não há forma de chegar aos apartamentos, pois as lajes são demasiado grandes e pesadas. Precisamos de maquinaria pesada para os conseguir retirar de lá&#8221;, desabafou.</P><br />
<P>Explicou que os irmãos e filhos dos quatro parentes soterrados estão emigrados e que dessa família é a única que está viva.</P><br />
<P>&#8220;Nenhuma ajuda. Alguns voluntários vêm aqui escavam, metem-se [nos escombros] e tentam ajudar. Ali está o meu marido e um voluntário que vem ajudar, mas da parte do Estado ou de maquinaria de empresas privadas, nada, nada, nada, nada, tudo é feito com as mãos&#8221;, disse.</P><br />
<P>E insistiu: &#8220;não temos ferramentas para remover esses pavimentos tão grossos, por isso não conseguimos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No sábado conseguimos salvar o marido da minha tia. Ele foi o único, e tiveram de escavar pelo &#8216;penthouse&#8217; até chegar ao quarto andar. Tiveram que ir pelo telhado, porque não havia maneira de aceder pelos lados, devido à espessura das lajes. Demoraram nove horas para romper o teto e resgatá-lo&#8221;, disse, precisando que o edifício tinha quatro pisos, três apartamentos por cada um, mais um &#8220;penthouse&#8221;.</P><br />
<P>Yelitza Noriega tem falado com muitas pessoas a pedir ajuda, mas a resposta é sempre a mesma: &#8220;dizem-nos que não têm maquinarias. É essa a resposta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os centros de recolha disponibilizam-nos ferramentas, picaretas e pás, mas é só isso, fazemos tudo com as mãos, nada mais&#8221;, disse, sublinhando que &#8220;já passaram nove dias&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mas a fé é a última coisa que se perde e, até os ver, não a perco. Mas, claro, também é preciso estar ciente de que já passaram demasiados dias&#8221;, disse Yelitza que jamais esquecerá que estava no seu quarto com o marido quando o telefone deu o alarme de que havia um sismo.</P><br />
<P>&#8220;A casa começou a balançar em ziguezague. Vi as paredes a balançarem em ziguezague e, quando tentava sair do quarto, a situação mudou, era como uma onda que me atirou para o chão e não havia maneira de me levantar, era como aquela sensação de que uma onda [do mar] te empurra e levanta-te. Não conseguíamos sair do quarto. Graças a Deus, a minha casa não sofreu grandes danos, apenas algumas fissuras&#8221;, disse.</P><br />
<P>Explicou ainda que só pensou na sua filha, Patrícia, que vive em Caracas, precisando que a sua descendente &#8220;fisicamente está bem, mas emocionalmente ainda a recuperar-se&#8221;.</P><br />
<P>Por outro lado, o voluntário Ernesto Perdón viajou desde El Zúlia (830 quilómetros a oeste da capital) até Playa Grande &#8220;para apoiar os irmãos de La Guaira com a maquinaria&#8221;, à espera que alguém seja resgatado com vida e pedindo a Deus que ajude, que dê muita força aos venezuelanos.</P><br />
<P>Outro voluntário, Gilberto Valessilo, também de Zúlia, descreve o que já viu como &#8220;uma catástrofe de grande magnitude&#8221; que deixou muitos afetados.</P><br />
<P>&#8220;Temos o apoio de brigadas do Irão, do México e da Espanha. Os iranianos introduziram máquinas especiais que indicam que há pessoas vivas. Estão a escavar até à cave, até dois andares abaixo do nível do solo, onde se presume que as estruturas não estão tão danificadas, onde se presume que estejam entre 25 e 35 pessoas com vida&#8221;, disse.</P><br />
<P>Outro voluntário, José Gregório Franco Nieves, viajou quilómetros até às residências Playa Grande, onde decorrem as buscas com a ajuda de chineses.</P><br />
<P>&#8220;Eu tinha família aqui e temos esperança que continuem vivos. A China nos está a ajudar com detetores de sinais de vida. Há aproximadamente 40 pessoas e 4 delas estariam vivas, entre eles um menino&#8221;, disse.</P><br />
<P>Explicou ainda que entre os sobreviventes presos nos escombros estaria um militar que se comunicou pela rádio com os companheiros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785550]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo em Setúbal está em fase de conclusão &#8211; câmara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O incêndio que desde sexta-feira à tarde consumiu uma área assinalável de terreno junto de Vale de Cobro, onde eclodiu, e nas zonas do Faralhão, Santo Ovídeo e Mourisca, em Setúbal, está em fase de conclusão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O incêndio que desde sexta-feira à tarde consumiu uma área assinalável de terreno junto de Vale de Cobro, onde eclodiu, e nas zonas do Faralhão, Santo Ovídeo e Mourisca, em Setúbal, está em fase de conclusão.</P><br />
<P>A Câmara de Setúbal, em comunicado, revelou que o incêndio entrou às 08:00 de hoje em fase de conclusão.</P><br />
<P>&#8220;Os meios operacionais mantêm-se no local a proceder à consolidação da orla do incêndio e ao rescaldo, com a preocupação de avaliar pontos quentes para prevenir reacendimentos, em face da subida da temperatura prevista para esta tarde&#8221;, adiantou o município.</P><br />
<P>Segundo a autarquia, o fogo, com início registado às 14:14 de sexta-feira, na Rua Cascalheira, zona de Vale de Cobro, &#8220;devido ao incêndio de uma viatura particular, progrediu rapidamente para as áreas do Faralhão e da Mourisca, devido às elevadas temperaturas e ao vento, consumindo vegetação arbustiva e arbórea.&#8221;</P><br />
<P>&#8220;A existência de habitações em zona periurbana, algumas confluindo com a orla do incêndio, obrigou a evacuar algumas casas como medida de prevenção, em ações que contaram com o apoio das forças de segurança, igualmente envolvidas na criação de um perímetro de segurança, com a necessidade de encerramento de vias&#8221;, lê-se no comunicado.</P><br />
<P>O vereador da Segurança, Proteção Civil e Bombeiros da Câmara Municipal de Setúbal, Paulo Maia, &#8220;acompanhou a situação no terreno desde a primeira hora do fogo, que entrou em fase de resolução à 01:00&#8221; de hoje, de acordo com a autarquia.</P><br />
<P>Há a registar dez vítimas ligeiras, oito delas bombeiros, por exaustão devido às temperaturas elevadas e à carga de trabalho, que necessitaram de apoio hospitalar, e duas civis, por inalação de fumos e pânico, assistidas no local, adiantou a câmara.</P><br />
<P>Segundo o município, perto de 400 operacionais, da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e dos Bombeiros Voluntários de Setubal, assim como das corporações do distrito e de dois grupos do distrito de Lisboa, estiveram envolvidos no combate às chamas.</P><br />
<P>Para o combate ao incêndio, adiantou a autarquia, &#8220;em face das dificuldades resultantes das condições climatéricas e do tipo de terreno, com muita vegetação e proximidade de casas, chegaram a estar envolvidos 86 veículos e, na fase mais crítica, dois aviões e um helicóptero&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785549]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Morreu o antigo autarca de Portel José Manuel Grilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:15:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo presidente da Câmara de Portel José Manuel Grilo morreu na sexta-feira à noite, aos 65 anos, revelou hoje este município do distrito e Évora, que decretou três dias de luto municipal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O antigo presidente da Câmara de Portel José Manuel Grilo morreu na sexta-feira à noite, aos 65 anos, revelou hoje este município do distrito e Évora, que decretou três dias de luto municipal.</P><br />
<P>Fonte familiar indicou à agência Lusa que José Manuel Grilo sofreu uma paragem cardiorrespiratória na noite do dia 24 de junho e encontrava-se, desde então, nos cuidados intensivos do Hospital do Espírito Santo de Évora</P><br />
<P>Numa nota de pesar publicada na sua página de Internet, consultada pela Lusa, a autarquia indicou que &#8220;é com o mais profundo sentimento de pesar que o Município de Portel comunica o falecimento&#8221; do antigo presidente do município José Manuel Clemente Grilo.</P><br />
<P>Economista de profissão e com &#8220;profunda vocação para o serviço público, o Dr. José Manuel Clemente Grilo dedicou a sua vida ao desenvolvimento e bem-estar do concelho de Portel&#8221;, realçou a câmara.</P><br />
<P>Serviu o município &#8220;de forma exemplar ao longo de quase três décadas, tendo liderado com distinção os destinos do concelho como presidente da Câmara Municipal de Portel nos últimos 12 anos, depois de ter desempenhado as funções de vice-presidente durante quatro mandatos. Atualmente mantinha o seu compromisso cívico e político como membro em funções da Assembleia Municipal de Portel&#8221;, lê-se na nota de pesar.</P><br />
<P>&#8220;A sua integridade, capacidade de liderança, dedicação e proximidade com as populações deixam uma marca indelével na história e no coração de todos os portelenses. O seu legado continuará a ser uma referência de nobreza no exercício da causa pública&#8221;, adiantou a autarquia.</P><br />
<P>A Câmara de Portel, &#8220;nesta hora de imensa dor, endereça as mais sentidas condolências à família e amigos, associando-se ao luto de todo o concelho&#8221;.</P><br />
<P>O corpo fica em câmara ardente na igreja Matriz, em Portel, durante o dia de hoje, e as cerimónias fúnebres realizam-se no domingo, a partir das 10:00, seguindo para o cemitério local onde será sepultado.</P><br />
<P>&#8220;Como justa homenagem à sua memória e ao inestimável serviço prestado à nossa comunidade, o Município decreta tês dias de Luto Municipal, com a bandeira do Município hasteada a meia haste nos edifícios públicos do concelho&#8221;.</P><br />
<P>Também o Partido Socialista de Portel manifestou o seu &#8220;profundo pesar&#8221; pela morte de José Manuel Grilo, que &#8220;ao longo de várias décadas exerceu com muita dedicação, empenho e determinação, as funções de presidente de Câmara Municipal de Portel, vice-presidente e membro da Assembleia Municipal, tendo sempre representado o Partido Socialista neste período de tempo, dedicando grande parte da sua vida ao serviço público e ao concelho de Portel&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PS de Portel e todos os seus militantes apresentam as sentidas condolências à sua família e aos amigos, manifestando-lhes a sua solidariedade neste momento de dor e de perda&#8221;, adiantou.</P><br />
<P></P><br />
<P>TCA/SM // MAG</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785548]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: mais de 100 bombeiros e 45 veículos de Espanha no apoio aos fogos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:08:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da UE, disse hoje a Comissão Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da UE, disse hoje a Comissão Europeia.</P><br />
<P>&#8220;Para ajudar o país a enfrentar os incêndios florestais de grandes proporções, três aeronaves de combate a incêndios da rede rescEU, provenientes de Itália e de Espanha, já estão a caminho&#8221; de Portugal, estando a chegada prevista para hoje, disse à Lusa fonte oficial da Comissão Europeia.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, &#8220;118 bombeiros e 45 veículos provenientes de Espanha chegaram ao local ontem à noite, apenas algumas horas após a ativação do mecanismo&#8221;, referiu.</P><br />
<P>A rede rescEU faz parte do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), funcionando como uma reserva estratégica de meios para dar resposta a situações de emergência que são coordenadas pelo instrumento europeu quando um país faz um pedido de ajuda.</P><br />
<P>Espanha disponibilizou na sexta-feira um de dois aviões Canadair solicitados por Portugal no âmbito do acordo de assistência existente entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o mecanismo da UE.</P><br />
<P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.</P><br />
<P>O mecanismo europeu ajuda os Estados-membros e países terceiros à UE a dar resposta a emergências, como incêndios, crises sanitárias ou conflitos.</P><br />
<P>Quando um país faz um pedido de assistência, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência mobiliza o destacamento de apoio através de uma ligação direta com as autoridades nacionais de proteção civil.</P><br />
<P>&#8220;A solidariedade da UE encontra-se em curso e continuará presente durante todo o verão&#8221;, reforçou fonte da Comissão Europeia.</P><br />
<P></P><br />
<P>PCT/TA (MCA) // MAG</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785547]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Moçambique recebe mais 65 nacionais vítimas de xenofobia na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:08:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Moçambique recebe hoje mais 65 cidadãos nacionais repatriados da vizinha África do Sul, vítimas de ataques xenófobos, anunciou o Governo que tem registo de mais 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique recebe hoje mais 65 cidadãos nacionais repatriados da vizinha África do Sul, vítimas de ataques xenófobos, anunciou o Governo que tem registo de mais 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país. </P><br />
<P>Num comunicado do Gabinete de Informação de Moçambique (Gabingo), divulgado hoje, refere-se que mais cidadãos moçambicanos regressam ao país na sequência da violência anti-imigrantes na África do Sul, estando prevista a chegada, na tarde de hoje, de mais 65 cidadãos, incluindo 14 provenientes de Witbank, na província de Mpumalanga, &#8220;no quadro das ações de apoio e repatriamento em curso&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Na província do Cabo Ocidental, as autoridades locais notificaram a missão consular de Moçambique na cidade do Cabo sobre a presença de 48 cidadãos moçambicanos, incluindo quatro crianças, que manifestaram intenção de regressar ao país&#8221;, avança o órgão.</P><br />
<P>O Gabinfo afirma que os cidadãos continuam a ser acolhidos no Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, incluindo os provenientes de Joanesburgo, Pretória, Gauteng e outras localidades.</P><br />
<P>&#8220;Prossegue o processo de assistência e repatriamento de cidadãos moçambicanos afetados pelos atos de intimidação e violência contra imigrantes em várias províncias da República da África do Sul&#8221;, refere o Gabinfo. </P><br />
<P>Em Gauteng, a cidadã moçambicana que deu à luz nas instalações do Alto Comissariado, na quarta-feira, teve alta hospitalar e encontra-se, com o recém-nascido, &#8220;em boas condições de saúde&#8221;, com as autoridades a acompanharem o caso e a prestar a assistência necessária à mãe e ao bebé, conforme indica o Gabinfo.</P><br />
<P>&#8220;Continuam, igualmente, a ser registadas situações de vulnerabilidade envolvendo cidadãos moçambicanos que perderam abrigo ou foram retirados dos seus locais de trabalho, em consequência do agravamento das ações de perseguição e das operações de controlo migratório&#8221;, avança a instituição.</P><br />
<P>Os episódios de violência contra estrangeiros levaram o Governo moçambicano a reforçar a assistência consular e as operações de repatriamento dos cidadãos afetados, mantendo o acompanhamento da situação através das representações diplomáticas e consulares na África do Sul.</P><br />
<P>Manifestantes anti-imigração sul-africanos fizeram um ultimato até 30 de junho, terça-feira, para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo da África do Sul anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias e o reforço da segurança.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu na quarta-feira o agravamento da xenofobia na África do Sul, na sequência de incidentes violentos envolvendo cidadãos moçambicanos, e garantiu existirem condições logísticas para o repatriamento e acolhimento das vítimas.</P><br />
<P>Pelo menos 283 moçambicanos foram agredidos, viram as suas casas incendiadas e bens vandalizados na última vaga de ataques xenófobos na África do Sul, avançou no mesmo dia o Governo de Moçambique, que tenta assegurar assistência e o repatriamento.</P><br />
<P>No dia seguinte, o Presidente moçambicano disse que 38 cidadãos moçambicanos residentes legalmente na África do Sul foram agredidos e expulsos das suas casas em ataques xenófobos.</P><br />
<P>Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que &#8220;milhares&#8221; já regressaram ao país face à violência.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785546]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Teerão nomeia novo chefe da Marinha da Guarda Revolucionária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:02:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão nomeou hoje o almirante Ali Ozmaei como novo comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, força de elite que procura manter o controlo do estreito de Ormuz, num contexto de tensão com os Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Irão nomeou hoje o almirante Ali Ozmaei como novo comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, força de elite que procura manter o controlo do estreito de Ormuz, num contexto de tensão com os Estados Unidos.</P><br />
<P>Segundo a agência iraniana DefaPress, ligada a organizações de defesa do país, Ozmaei foi nomeado para o cargo depois de ter comandado a Quinta Região Naval da Guarda Revolucionária, que abrange as ilhas iranianas de Qeshm e Kish, no golfo Pérsico.</P><br />
<P>O almirante sucede a Alireza Tangsiri, anterior comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, que morreu num ataque aéreo norte-americano-israelita durante a guerra, em março, e a quem Telavive atribuiu a responsabilidade pelo encerramento, por parte de Teerão, do estratégico estreito de Ormuz durante o conflito.</P><br />
<P>Na sua primeira mensagem como comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, e por ocasião do segundo dia das cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano Ali Khamenei, descrito no texto como tendo sido assassinado, Ozmaei afirmou que a &#8220;vingança divina&#8221; contra os Estados Unidos e Israel &#8220;não está longe&#8221;.</P><br />
<P>Acrescentou que os membros da força naval e os &#8220;guardiões do estratégico estreito de Ormuz&#8221; continuarão &#8220;com firmeza e determinação&#8221; o caminho de Khamenei, que, segundo o texto, morreu no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.</P><br />
<P>O Irão anunciou a reabertura da navegação no estratégico estreito de Ormuz no âmbito do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos para pôr termo à guerra, mas continua a defender que os navios que pretendam atravessar aquela via marítima devem fazê-lo mediante autorização de Teerão e pelas rotas por este definidas.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, as tensões entre Teerão e Washington voltaram a intensificar-se, com ataques iranianos contra vários navios e bombardeamentos norte-americanos contra alvos militares na costa sul do Irão, no quadro da disputa pelo controlo do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Na sequência desses confrontos, as duas partes realizaram esta semana negociações indiretas no Qatar para discutir o memorando de entendimento assinado em 17 de junho com vista ao fim da guerra.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785545]]></sapo:autor>
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		<title>Usa protetor solar? Há uma zona que quase toda a gente esquece — e pode fazer diferença durante décadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
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					<description><![CDATA[A recomendação é simples, mas muitas vezes ignorada. A pele do pescoço está regularmente exposta ao sol, tal como o rosto, as orelhas, o decote, os braços e as mãos. Ainda assim, é comum que a aplicação de protetor solar termine no queixo, deixando de fora uma área particularmente vulnerável ao fotoenvelhecimento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O protetor solar costuma entrar na rotina pelo rosto. É aí que muitas pessoas o aplicam de manhã, antes de sair de casa, ou reforçam durante os dias de praia. Mas há uma zona que fica frequentemente esquecida e que também está exposta aos mesmos raios ultravioleta: o pescoço.</p>
<p>A recomendação é simples, mas muitas vezes ignorada. A pele do pescoço está regularmente exposta ao sol, tal como o rosto, as orelhas, o decote, os braços e as mãos. Ainda assim, é comum que a aplicação de protetor solar termine no queixo, deixando de fora uma área particularmente vulnerável ao fotoenvelhecimento.</p>
<p>Segundo a &#8216;IFLScience&#8217;, a exposição solar pode ter um efeito profundo na pele porque os raios ultravioleta conseguem penetrar nas suas camadas e danificar as células. O envelhecimento natural, provocado apenas pela passagem do tempo, é conhecido como envelhecimento cronológico. Já o envelhecimento associado à exposição solar chama-se fotoenvelhecimento.</p>
<p><strong>Envelhecer pelo tempo não é o mesmo que envelhecer pelo sol</strong></p>
<p>A diferença é importante. Todos envelhecemos com a idade, mas a pele exposta ao sol tende a envelhecer de forma mais marcada. Por isso, zonas como rosto, pescoço, braços e mãos podem apresentar sinais diferentes das áreas que passam a maior parte do tempo protegidas pela roupa.</p>
<p>O problema não é apenas estético. O sol pode contribuir para manchas, rugas, perda de elasticidade e alterações visíveis da pele, mas também pode provocar danos no ADN das células cutâneas. Com o tempo, esses danos podem acumular-se e aumentar o risco de mutações associadas a alguns cancros da pele.</p>
<p><strong>Quando envelhecimento e cancro andam lado a lado</strong></p>
<p>Num comentário publicado em 2021 no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, o dermatologista Christian Posch, especialista em investigação sobre cancro da pele, defendeu que há uma ligação relevante entre os mecanismos do envelhecimento e os mecanismos que favorecem o desenvolvimento de cancro.</p>
<p>A ideia não significa que seja possível eliminar o risco apenas com protetor solar. Mas reforça um ponto essencial: reduzir o dano solar não é só uma questão de aparência. Pode também ser uma forma de diminuir a exposição a um fator de risco conhecido.</p>
<p><strong>A zona esquecida da rotina diária</strong></p>
<p>O pescoço é um dos exemplos mais claros deste esquecimento. Está exposto durante grande parte do ano, sobretudo em dias de calor, roupa aberta ou caminhadas ao ar livre, mas raramente recebe a mesma atenção que o rosto. O mesmo acontece com o decote, as orelhas e a parte superior das mãos.</p>
<p>A recomendação prática é prolongar a aplicação. Em vez de parar no rosto, o protetor deve descer até ao pescoço e, sempre que necessário, ao decote. Em dias de exposição prolongada, a reaplicação também é importante, sobretudo depois de transpirar, nadar ou permanecer várias horas ao ar livre.</p>
<p><strong>Não é apenas um cuidado de verão</strong></p>
<p>Outro erro comum é associar protetor solar apenas à praia ou às férias. A radiação ultravioleta não desaparece nos dias menos quentes e pode acumular danos ao longo de anos. Por isso, os dermatologistas insistem cada vez mais numa proteção diária, sobretudo nas zonas que ficam habitualmente descobertas.</p>
<p>A mensagem é menos dramática do que parece: não é preciso transformar a rotina num ritual complexo. Basta lembrar que a pele não termina no rosto. Se o pescoço fica ao sol, também deve ser protegido.</p>
<p>No fim, a lição é direta. Usar protetor solar no rosto é importante, mas pode não chegar. O pescoço, tantas vezes esquecido, também envelhece, também acumula danos e também precisa de defesa. Da próxima vez que aplicar protetor, a regra é simples: não pare no queixo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784933]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro felicita EUA e destaca &#8220;fortes laços humanos, culturais e económicos&#8221; com Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:56:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou hoje os Estados Unidos da América por ocasião do 250.º aniversário da independência daquele país, destacando os "fortes laços humanos, culturais e económicos" que unem "as duas margens do Atlântico".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou hoje os Estados Unidos da América por ocasião do 250.º aniversário da independência daquele país, destacando os &#8220;fortes laços humanos, culturais e económicos&#8221; que unem &#8220;as duas margens do Atlântico&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Felicito vivamente os EUA pelos seus 250 anos de independência. Ao longo de uma História comum, que foi também construída com o contributo da numerosa comunidade portuguesa e lusodescendente, os EUA desempenharam um papel fundamental no mundo e na defesa dos valores que continuam a unir-nos, como a liberdade, a democracia e a prosperidade&#8221;, lê-se numa publicação na conta oficial do chefe do executivo português na rede social &#8216;X&#8217;.</P><br />
<P>No texto, Luís Montenegro destaca que Portugal foi um dos primeiros países a reconhecer a independência dos EUA e, juntamente com os norte-americanos, é um dos membros fundadores da NATO &#8212; que realiza a sua próxima cimeira terça e quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia.</P><br />
<P>&#8220;Firme defensor da comunidade transatlântica&#8221;, escreveu Montenegro, &#8220;Portugal celebra assim estes dois séculos e meio de história comum com uma perspetiva de futuro alicerçada nos fortes laços humanos, culturais e económicos que unem as nossas duas margens do Atlântico&#8221;.</P><br />
<P>O primeiro-ministro finaliza a mensagem desejando &#8220;ao povo amigo norte-americano&#8221;, ao Presidente Donald Trump e &#8220;a todos os portugueses e lusodescendentes que vivem nos EUA&#8221;, um &#8220;feliz Dia da Independência&#8221;. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785544]]></sapo:autor>
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		<title>Calor: Bastonário da Ordem dos Médicos diz que a mensagem é de tranquilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:50:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ordem dos Médicos (OM) reuniu-se na sexta-feira com todos os diretores clínicos do país devido à onda de calor que está a afetar Portugal Continental e a mensagem que foi transmitida é de tranquilidade.</P><br />
<P>&#8220;As várias instituições nomeadamente as de saúde têm os seus planos de contingência, têm reforço, tem previsibilidade para este período e, nomeadamente aqui [Castelo Branco] e também de outros locais do país foi-nos reportado que estão preparados. E estão preparados não propriamente este ano e neste momento. Já conhecem o impacto do calor neste período do ano&#8221;, afirmou o bastonário da OM.</P><br />
<P>Carlos Cortes falava hoje em conferência de imprensa, após visitar o Centro de Atendimento Complementar de Proença-a-Nova e o Hospital Amato Lusitano (HAL) de Castelo Branco para apurar no terreno o impacto da onda de calor na atividade clínica e avaliar a resposta e as necessidades e medidas prioritárias para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</P><br />
<P>Este responsável informou que se reuniu na sexta-feira com todos os diretores clínicos do país para abordar a questão da onda de calor e os cuidados a desenvolver: &#8220;A mensagem que me foi transmitida é uma mensagem de tranquilidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Aqui na urgência [do Hospital Amato Lusitano], até este momento, não há propriamente um aumento de episódios de urgência relacionados com o calor&#8221;, disse.</P><br />
<P>O bastonário deixou alguns alertas, sobretudo relacionados com os lares de idosos e pessoas que se encontram isoladas.</P><br />
<P>&#8220;As pessoas isoladas, sobretudo idosos, não só nas aldeias mas também nas grandes cidades e muitas vezes essas pessoas, não tem rede de apoio. Muitas vezes, só tardiamente em situações graves de descompensação é que recorrem aos cuidados de saúde&#8221;.</P><br />
<P>A segunda mensagem que também preocupa a OM está relacionada com os lares.</P><br />
<P>&#8220;Os lares têm de ter refrigeração, ar condicionado e cuidados adicionais e sabemos que, infelizmente, muitos não têm enfermeiros e médicos em permanência e tem de haver aqui uma atenção especial e redobrada&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Carlos Cortes deixou ainda uma mensagem de reconhecimento e de gratidão a todos os profissionais nomeadamente os de saúde, sobretudo dirigida à área da saúde pública, &#8220;onde tem sido feito um extraordinário trabalho&#8221;. &#8220;Tem sido extremamente ativa e determinante para o êxito da resposta que estamos a dar&#8221;.</P><br />
<P>Questionado sobre o número de mortes anuais devido ao calor, o bastonário foi taxativo em afirmar que se a OM percebesse que as coisas não eram feitas de forma adequada ele próprio estaria a apontar as falhas.</P><br />
<P>&#8220;Mas também entendemos que é o momento de estarmos unidos e no final a OM fará um balanço&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Este responsável disse ainda que é necessário parar de fazer planos de contingência e sazonais diferentes todos os anos.</P><br />
<P>&#8220;Obviamente, perante as mudanças que existem podem ser atualizados num ou outro ponto, mas temos de ter aqui uma base constante e permanente&#8221;, disse.</P><br />
<P>Carlos Cortes deixou ainda uma sugestão de antecipação.</P><br />
<P>&#8220;Não podemos estar no início de julho a elaborar um plano sazonal. O plano já deveria ter sido preparado há mais tempo para que as Unidades Locais de Saúde (ULS), com tempo, pudessem adquirir os recursos de que necessitam para cumprir esse plano. Felizmente muitas ULS e esta [Castelo Branco] é um exemplo, anteciparam-se e programaram&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Relativamente aos recursos humanos, considerou que é o &#8220;grande problema&#8221; do SNS e não só nesta altura do ano, em que a falta de recursos se intensifica devido ao período de férias.</P><br />
<P>&#8220;Cabe ao Ministério da Saúde, anual e permanentemente, construir os mecanismos adequados para o SNS. A OM entregou um documento de 25 medidas para a atratividade do SNS. Enquanto isso não for levado a sério e não houver medidas concretas para atrair os médicos e outros profissionais de saúde para o SNS vamos ter sempre estas dificuldades&#8221;, vincou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785543]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>José Luís Carneiro exige que Montenegro peça desculpa por situação dos exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:32:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu hoje um pedido de desculpas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, pela &#8220;situação absolutamente grave&#8221; relacionada com as falhas na segunda fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>&#8220;Quero referir-me à situação absolutamente grave que tem a ver com os exames dos alunos que querem concorrer ao ensino superior. O Ministro da Educação e o Governo permitiram que se instalasse o caos nas escolas e, mais grave do que isso, o ministro faltou à sua responsabilidade na Assembleia da República, porque procurou esconder a gravidade do que estava a passar&#8221;, criticou José Luís Carneiro.</P><br />
<P>O secretário-geral dos socialistas falava à chegada ao 22.º Congresso da Federação Distrital do Porto do PS, comentando a decisão anunciada sexta-feira pelo Ministério da Educação de que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.</P><br />
<P>No final do mês, Carneiro já havia exigido explicações e, hoje, subiu de tom nas críticas ao Governo, que acredita ter procurado &#8220;culpar os diretores das escolas e os professores, mostrando total insensibilidade com o que se está a passar com os jovens e com as famílias&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu, se fosse primeiro-ministro, nesta altura já tinha vindo pedir desculpa às famílias portuguesas&#8221;, sentenciou.</P><br />
<P>Criticando o &#8220;caos instalado num dos momentos mais vitais da vida das famílias&#8221;, Carneiro criticou a &#8220;declaração de gravidade imensa&#8221; do ministro da Educação, Fernando Alexandre, ouvido sexta-feira no Parlamento, que no seu entender &#8220;culpou os pais pelo facto de terem programado as suas férias&#8221;, quando estes o fazem &#8220;contando que o Governo cumpra o seu dever&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isto é de uma grande gravidade e eu exijo ao primeiro-ministro que peça desculpa às famílias, que peça desculpa aos professores e que peça desculpa às escolas deste país&#8221;, reforçou.</P><br />
<P>Numa curta declaração à chegada ao congresso, que decorre em Vila do Conde, manifestou ainda &#8220;solidariedade e apoio a todos os esforços que estão a ser feitos por parte das forças e serviços de segurança, os bombeiros portugueses, às populações&#8221;, dada a situação de calor extremo e de incêndios no país.</P><br />
<P>Sem se alongar no tema, e entrando rapidamente após uma declaração quase totalmente focada na questão dos exames, posicionou o PS &#8220;ao lado daqueles que estão a passar por momentos muito difíceis&#8221;, dos incêndios à situação dos exames, à qual voltou.</P><br />
<P>&#8220;É importante que o primeiro-ministro explique que empresa é que assumiu estas responsabilidades, que está a falhar tanto em momentos tão cruciais da vida coletiva&#8221;, atirou.</P><br />
<P>O ministro da Educação, Ciência e Inovação justificou, na sexta-feira, as alterações ao calendário de exames com as falhas no processo informático que levou a que alguns docentes não tivessem ainda recebido as provas para avaliar, esperando não ser preciso voltar a fazer ajustes.</P><br />
<P>&#8220;Ainda falta uma parte do processo que está a ser robustecido, mas há sempre alguma incerteza. Mas o foco é cumprir o calendário, que foi concertado com o EDUQA e o Júri Nacional de Exames (JNE), que ontem [quinta-feira] nos enviou uma proposta por escrito. Discutimos com essas entidades e parece-nos que esta é a melhor forma de garantir o tal rigor num processo de avaliação&#8221;, disse Fernando Alexandre, à margem de um encontro em Guimarães.</P><br />
<P>Segundo a tutela, as candidaturas ao ensino superior deverão manter-se inalteradas, ou seja, arrancam a 20 de julho.</P><br />
<P>Em comunicado, o Ministério da Educação, Ciência e Educação lamentava já &#8220;eventuais transtornos&#8221; na vida dos alunos, das suas famílias, dos professores classificadores e das escolas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785542]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Segunda fase dos exames arranca em 20 de julho e resultados saem a 07 de agosto</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:30:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A segunda fase dos exames do 9.º ano e do ensino secundário começa no dia 20 de julho, com as primeiras provas no dia 21, e os resultados serão divulgados em 07 de agosto, anunciou o Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A segunda fase dos exames do 9.º ano e do ensino secundário começa no dia 20 de julho, com as primeiras provas no dia 21, e os resultados serão divulgados em 07 de agosto, anunciou o Ministério da Educação.</P><br />
<P>De acordo com o novo calendário publicado pelo EduQA (entidade responsável pelos exames), divulgado em comunicado pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI), a segunda fase da avaliação externa arranca no dia 20 de julho, estando esse dia reservado para a preparação e organização das escolas.</P><br />
<P>Assim, as provas finais de ciclo do ensino básico (do 9.º ano) vão decorrer no dia 21, de Português, e no dia 23, de Matemática.</P><br />
<P>Quanto aos exames nacionais do ensino secundário, os alunos do 11.º ano fazem exames de Literatura Portuguesa, Economia A, História da Cultura e das Artes e de Latim no dia 21; de Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais, bem como Filosofia, no dia 22; de Biologia e Geologia, História B, Geometria Descritiva A, e segundas línguas que não Inglês nem Português, no dia 23; e Física e Química A, Geografia e Inglês, no dia 24.</P><br />
<P>Relativamente aos alunos do 12.º ano, realizam os exames de Português no dia 21, o de Matemática, no dia 22, o de História A, no dia 23 e o de Desenho A no dia 24.</P><br />
<P>As pautas com os resultados da avaliação da segunda fase serão afixadas no dia 07 de agosto, a mesma data em que serão divulgados os resultados dos processos de reapreciação das provas da primeira fase.</P><br />
<P>Por seu lado, segundo o calendário, os resultados dos pedidos de reapreciação dos exames da segunda fase serão conhecidos em 28 de agosto.</P><br />
<P>As provas de equivalência à frequência do ensino básico e as provas de equivalência à frequência do ensino secundário seguem exatamente o mesmo calendário.</P><br />
<P>Na sexta-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou o adiamento da divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, inicialmente prevista para 14 de julho, para 17 de julho, fixando o dia 14 como data limite para a classificação das provas.</P><br />
<P>Na mesma altura foi anunciado também o adiamento da segunda fase dos exames, que começa na tarde de 20 de julho, em vez de 16 de julho, e termina no dia 24, em vez de dia 22, como inicialmente previsto.</P><br />
<P>A tutela justificou a decisão com as dificuldades informáticas registadas no processo de classificação eletrónica das provas, reconhecendo que ainda não estava concluída a distribuição de todos os itens pelos professores classificadores.</P><br />
<P>Segundo o MECI, o ajustamento do calendário era necessário para salvaguardar &#8220;o rigor e a qualidade do processo de classificação&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Há um vulcão na Antártida que cospe cristais de ouro — e os cientistas ainda não sabem bem porquê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:00:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lava, cinza, gases tóxicos e destruição fazem parte do imaginário de qualquer vulcão ativo. Mas há um, perdido no frio extremo da Antártida, que acrescenta um detalhe quase impossível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lava, cinza, gases tóxicos e destruição fazem parte do imaginário de qualquer vulcão ativo. Mas há um, perdido no frio extremo da Antártida, que acrescenta um detalhe quase impossível à lista: partículas microscópicas de ouro.</p>
<p>O protagonista desta história é o monte Erebus, na ilha de Ross, no mar de Ross, a cerca de 1.350 quilómetros do Polo Sul geográfico. É considerado o vulcão ativo mais austral do planeta e tem uma característica rara: um lago de lava permanente no interior da cratera. Segundo a &#8216;ScienceAlert&#8217;, é precisamente nos gases que escapam continuamente deste vulcão que os cientistas encontraram partículas microscópicas de ouro cristalino.</p>
<p>A descoberta não é nova, mas continua a soar a ficção científica. Um estudo publicado em 1991 na revista &#8216;Geophysical Research Letters&#8217; estimou que o Erebus liberta cerca de 80 gramas de ouro por dia, sob a forma de partículas minúsculas, capazes de se dispersar pela atmosfera e pelo gelo antártico.</p>
<p><strong>Ouro, sim — mas não uma fortuna à espera de ser apanhada</strong></p>
<p>Antes que a imaginação avance para expedições milionárias, convém travar. Não se trata de pepitas espalhadas na neve, nem de ouro recuperável de forma prática. As partículas são microscópicas, algumas com dimensão até cerca de 60 micrómetros, e foram detetadas no penacho do vulcão, no ar ambiente a grande distância e em amostras próximas da superfície.</p>
<p>A quantidade também é enganadora. O valor diário pode parecer curioso, mas está pulverizado por uma área enorme e em partículas demasiado pequenas para qualquer “caça ao tesouro” realista. O encanto da história não está na riqueza que promete, mas na estranheza geológica que revela.</p>
<p><strong>O único vulcão conhecido a fazer isto desta forma</strong></p>
<p>Traços de ouro em emissões vulcânicas não são inéditos. A &#8216;ScienceAlert&#8217; recorda que já foram detetados vestígios químicos em vulcões como o Kīlauea, no Havai, o Etna, em Itália, o Augustine, no Alasca, e o El Chichón, no México. O que torna o Erebus especial é a forma: partículas de ouro elementar, cristalino, libertadas pelo vulcão e encontradas a grande distância.</p>
<p>O artigo científico de 1991 descreve precisamente essa singularidade: apesar de o fluxo de ouro ser baixo em comparação com outros vulcões, o Erebus apresentou partículas cristalinas de ouro no penacho junto à cratera, no ar até 1.000 quilómetros do vulcão e em amostras próximas do solo.</p>
<p><strong>Como é que o ouro sai da lava?</strong></p>
<p>Essa é a pergunta que continua a intrigar os investigadores. O ouro puro não evapora como água numa chaleira: o seu ponto de ebulição é muito superior às temperaturas vulcânicas habituais. A hipótese mais provável é que o ouro viaje “à boleia” de compostos voláteis, sobretudo ligados ao cloro ou ao enxofre, presentes nos gases quentes do vulcão.</p>
<p>À medida que esses gases arrefecem, o ouro poderá separar-se dos compostos que o transportam e cristalizar, formando partículas microscópicas antes de cair sobre o gelo antártico. O próprio estudo de 1991 admite que o transporte em fase vapor, possivelmente como espécie clorada, pode ser um mecanismo relevante para explicar o fenómeno.</p>
<p><strong>Cristais quase perfeitos no gelo</strong></p>
<p>Quando os cientistas observaram as partículas ao microscópio eletrónico, não encontraram simples grãos irregulares. Segundo a &#8216;ScienceAlert&#8217;, as partículas surgiam como cristais facetados, geométricos, quase perfeitos, alguns recolhidos na neve perto do vulcão e outros no próprio penacho de gases.</p>
<p>É esta geometria que torna o Erebus tão estranho. Se o ouro está presente em quantidades tão pequenas nos gases vulcânicos, como é que consegue formar cristais tão definidos? A nucleação espontânea de cristais tão bem formados no ar não é uma explicação simples.</p>
<p><strong>Uma crosta dourada sobre o lago de lava?</strong></p>
<p>Uma hipótese alternativa, associada ao vulcanólogo Philip Kyle, do New Mexico Institute of Mining and Technology, sugere que o ouro pode formar-se de modo mais gradual numa crosta à superfície do lago de lava, sendo depois arrancado e transportado pelos gases ascendentes. A &#8216;ScienceAlert&#8217; nota que, mais de três décadas depois da descoberta, ainda não existe uma resposta fechada.</p>
<p>Pode ser a química do magma, a temperatura ambiente extrema, a configuração geológica do Erebus, a dinâmica do lago de lava ou uma combinação de todos estes fatores. Algo naquele vulcão antártico permite que o ouro se separe e viaje de uma forma que não foi documentada noutros vulcões.</p>
<p><strong>Um lago de lava que respira</strong></p>
<p>O Erebus é também um laboratório natural raro porque mantém atividade persistente e um lago de lava de longa duração. Estudos sobre o lago de lava Ray, no monte Erebus, descrevem um sistema em desgaseificação quase contínua, com pulsos periódicos e pequenas erupções estrombolianas ocasionais.</p>
<p>Essa atividade constante ajuda a explicar por que razão o vulcão é tão estudado. Não é apenas uma montanha de fogo no meio do gelo; é um sistema aberto, ativo, capaz de libertar gases e partículas de forma contínua para uma das regiões mais remotas do planeta.</p>
<p><strong>Uma história pequena, literalmente microscópica</strong></p>
<p>O paradoxo é esse: a história parece grandiosa, mas o ouro é quase invisível. O monte Erebus não está a cuspir barras douradas, nem a transformar a Antártida numa mina. Está a libertar partículas minúsculas, arrastadas pelo vento, pousadas no gelo e recolhidas por cientistas com instrumentos especializados.</p>
<p>Ainda assim, há algo irresistível nesta imagem: no lugar mais frio e remoto da Terra, um vulcão ativo ferve com lava incandescente e espalha poeira de ouro pelo ar. Não chega para enriquecer ninguém. Mas chega para lembrar que a geologia, quando quer, consegue parecer mitologia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784920]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Encosta da serra do Caramulo em Tondela com várias frentes &#8211; autarca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O incêndio que iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O incêndio que iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara local.</P><br />
<P>&#8220;Os meios estão posicionados para tentar controlar as frentes, que são várias. O incêndio não está controlado, o objetivo agora é tentar controlar as frentes, mas estamos sempre dependentes dos ventos&#8221;, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges.</P><br />
<P>Segundo a presidente de Tondela, no distrito de Viseu, &#8220;o incêndio evoluiu&#8221; na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, virada ao concelho de Vouzela, onde entrou nesta sexta-feira.</P><br />
<P>&#8220;Evolui na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo, a direção é o Caramulo&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Segundo disse, &#8220;neste momento, há várias equipas no terreno, e meios aéreos, que são fundamentais e é bom que continuem a fazer combate&#8221; ao incêndio, &#8220;mas vai depender muito do vento, nas próximas horas, seja pela intensidade ou direção&#8221; que tomar.</P><br />
<P>&#8220;Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Ao longo de sexta-feira, habitantes de mobilidade reduzida e mais vulneráveis de Matadegas e Mansores foram retirados de suas casas e a aldeia de Belazeima do Monte, foi evacuada, tudo localidades da freguesia de São João do Monte.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, há já alguma normalidade e as pessoas mais vulneráveis estão devidamente acompanhadas por a nossa equipa de intervenção social e psicológica&#8221;, disse.</P><br />
<P>Carla Antunes Borges adiantou ainda que &#8220;não há indicação de feridos nem de casas de primeira habitação ardidas&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.</P><br />
<P>Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.</P><br />
<P>Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.</P><br />
<P>De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), ao início do dia de hoje, este incêndio contabilizava uma área ardida de 12.160 hectares, estando em expansão, já que permanece ativo há mais de 48 horas.</P><br />
<P>Os mais de 12.000 hectares contabilizados nos dias 02 e 03 de julho, correspondem a cerca de 17.000 campos relvados de futebol de 11.</P><br />
<P>Pelas 12:30, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.161 operacionais no terreno, apoiados por 382 veículos e 12 meios aéreos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785540]]></sapo:autor>
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		<title>O Koenigsegg de milhões que parecia ter sido roubado por mercenários&#8230; vai afinal a leilão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:30:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um ex-piloto de Fórmula 1, um dos Koenigsegg mais raros do planeta, rumores sobre mercenários russos, alegações de roubo, Interpol e um valor acima dos 10 milhões de dólares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tinha todos os ingredientes de uma história demasiado perfeita para ficar confinada ao mundo dos automóveis: um ex-piloto de Fórmula 1, um dos Koenigsegg mais raros do planeta, rumores sobre mercenários russos, alegações de roubo, Interpol e um valor acima dos 10 milhões de dólares. Mas, como tantas vezes acontece com histórias boas demais, a versão mais espetacular não era exatamente a verdadeira.</p>
<p>O carro no centro da novela é um Koenigsegg One:1, um hipercarro sueco produzido em números mínimos e conhecido pela relação peso-potência que lhe deu o nome: um cavalo por cada quilo. A &#8216;Carscoops&#8217; noticiou que o exemplar associado durante meses a rumores de roubo e desaparecimento afinal não terá sido roubado, estando agora a caminho de leilão.</p>
<p>O caso ganhou dimensão internacional quando surgiram relatos de que um Koenigsegg One:1 ligado ao antigo piloto Adrian Sutil teria desaparecido no Mónaco, no meio de uma disputa envolvendo vários carros de luxo. A história chegou a incluir referências a mercenários russos e a uma investigação internacional, o tipo de enredo que parece feito para alimentar fóruns de supercarros e contas de Instagram.</p>
<p>Mas a versão entretanto apurada é menos cinematográfica. Segundo a &#8216;Carscoops&#8217;, o jornal alemão &#8216;Bild&#8217; localizou o carro em Munique em março e concluiu que o One:1 não estava desaparecido: tinha sido apreendido pela polícia criminal do estado alemão de Baden-Württemberg e depois libertado para a empresa de leasing AIL Leasing.</p>
<p>A &#8216;Autoevolution&#8217; avançou uma leitura semelhante, referindo que o automóvel não teria pertencido diretamente a Adrian Sutil, o que tornaria incorreta a narrativa de que lhe teria sido roubado. O resultado foi uma espécie de desmontagem pública de uma história que circulou durante semanas com contornos de thriller automóvel.</p>
<p>Ainda assim, o carro continua a ser suficientemente extraordinário para dispensar qualquer intriga. O Koenigsegg One:1 é uma das máquinas mais exclusivas da marca sueca, com produção extremamente limitada e estatuto quase mítico entre colecionadores. Estimativas recentes colocavam o valor do exemplar entre 9 e 11 milhões de dólares, ou cerca de 7,9 a 9,7 milhões de euros.</p>
<p>O nome One:1 nasceu da promessa técnica que definia o modelo: 1.360 cv para cerca de 1.360 quilos. Na prática, era um carro pensado para empurrar os limites do que se podia matricular e conduzir fora de uma pista, embora o seu valor atual o coloque mais perto de uma obra de coleção do que de uma máquina para usar ao fim de semana.</p>
<p>O mais curioso é que a história do carro parece ter seguido o caminho inverso ao habitual. Muitos hipercarros vão a leilão acompanhados por números de produção, detalhes de carbono, quilómetros percorridos e histórico de manutenção. Este chega rodeado por uma nuvem de rumores, desmentidos e versões contraditórias que podem, paradoxalmente, aumentar ainda mais o interesse à sua volta.</p>
<p>Para um comprador, a pergunta deixará de ser apenas quanto vale um Koenigsegg One:1. Será também quanto vale o exemplar que, durante algum tempo, pareceu ter entrado numa história com mercenários, polícia alemã e manchetes internacionais.</p>
<p>No fim, talvez seja essa a verdadeira força deste carro. Não precisava de uma novela para ser raro. Já era um dos Koenigsegg mais extremos alguma vez construídos. Mas agora tem também uma narrativa própria, mesmo que parte dela tenha sido desfeita. E, no mercado dos colecionáveis, uma boa história — mesmo quando afinal era menos dramática do que parecia — também se paga.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784893]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Mais de 1.200 operacionais combatem fogos ativos em Vouzela e Mangualde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:18:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dois incêndios ativos, o de Vouzela e um mais recente em Mangualde, ambos no distrito de Viseu, mobilizavam no combate, pelas 11:30 de hoje, cerca de 1.270 operacionais, com 410 veículos e 14 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Dois incêndios ativos, o de Vouzela e um mais recente em Mangualde, ambos no distrito de Viseu, mobilizavam no combate, pelas 11:30 de hoje, cerca de 1.270 operacionais, com 410 veículos e 14 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.</P><br />
<P>Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) destacou dois incêndios rurais ativos, em particular o fogo em Vouzela, que deflagrou na madrugada de quinta-feira na localidade de Tourelhe, e que continua a ser o que tem mais meios empenhados no combate.</P><br />
<P>Cerca das 11:30, o incêndio em Vouzela estava a ser combatido por 1.174 operacionais, apoiados por 390 meios terrestres e 10 meios aéreos, indicou o oficial de operações da ANEPC José Rodrigues.</P><br />
<P>&#8220;É um incêndio que durante a noite teve uma evolução muito favorável em termos daquilo que é o combate, dado a redução da temperatura, a entrada de humidade, e o vento não foi tão forte como nas outras duas noites anteriores. Isso permitiu que os operacionais conseguissem debelar algumas das frentes de incêndio e reduzir substancialmente o tamanho de outras&#8221;, afirmou à Lusa o oficial de operações da ANEPC.</P><br />
<P>José Rodrigues reforçou que o combate ao incêndio em Vouzela &#8220;está a decorrer favoravelmente&#8221;, no entanto &#8220;ainda com alguma apreensão&#8221; relativamente às próximas horas.</P><br />
<P>Sobre o número de pessoas deslocadas das habitações por precaução, devido à proximidade do incêndio, o responsável da Proteção Civil remeteu essa informação para o posto de comando ou o comando sub-regional.</P><br />
<P>Além deste fogo que lavra há mais de dois dias, existe também um outro incêndio ativo, que teve início hoje, pelas 10:00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu, adiantou o responsável da Proteção Civil, referindo que, cerca das 11:30, estavam mobilizados no combate 100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos.</P><br />
<P>&#8220;Portanto, é um incêndio nascente, mas que obriga, obviamente, a que outros meios que podiam ser empenhados, principalmente os meios aéreos, que estariam a ser empenhados noutros teatros de operação, tivessem de ser deslocados para um incêndio novo&#8221;, declarou.</P><br />
<P>Além destes dois incêndios ativos, o oficial da ANEPC disse que os fogos em Barcelos, distrito de Braga, que se iniciou pelas 15:07 de quinta-feira, e em Setúbal, que deflagrou pelas 14:14, entraram &#8220;em resolução&#8221; durante a madrugada de hoje, após os trabalhos de combate terem decorrido &#8220;de forma favorável&#8221;, pelo que estão, neste momento, &#8220;em fase de rescaldo e consolidação&#8221;.</P><br />
<P>Devido à previsão de altas temperaturas e ao &#8220;significativo agravamento do risco de incêndios rurais&#8221;, o Governo declarou situação de alerta, das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira.</P><br />
<P>Para hoje (sábado), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 13 dos 18 distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.</P><br />
<P>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo em Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Setúbal e Castelo Branco, enquanto os restantes cinco distritos do continente estão sob aviso laranja (o segundo mais grave).</P><br />
<P>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</P></p>
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