Eduardo Cabrita, antigo ministro da Administração Interna, deverá ser constituído arguido por suspeita do crime de homicídio negligente por omissão, revelou esta quinta-feira a ‘CNN Portugal’.
A Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados, assistente no processo do acidente na A6, alegou que os autos têm matéria suficiente para acusar criminalmente o ex-ministro da Administração Interna e o seu motorista Nuno Dias, responsável pela segurança do então governante, e o diretor do DIAP de Évora deu-lhes agora razão, em despacho assinado na passada 4ª feira pelo DIAP de Évora. A denúncia da associação prende-se pelo facto de a acusação ter visado apenas o motorista do ministro e ter sido omissa em relação à conduta de Eduardo Cabrita.
O Ministério Público determinou a reabertura do inquérito no caso do acidente mortal da A6, que envolveu o antigo ministro da Administração Interna, precisamente para investigar a conduta de Eduardo Cabrita.
Esta decisão deverá ser agora formalmente comunicada aos intervenientes nos próximos 45 dias.
Recorde-se que no passado dia 3 de dezembro, o motorista do antigo ministro foi acusado pelo Ministério Público de homicídio por negligência, após o acidente a 18 de julho último, que provocou uma vítima mortal, na A6, a autoestrada Marateca-Caia, no Alentejo, que tirou a vida a Nuno Santos, que realizava trabalhos de limpeza na via.



