O movimento Porta a Porta entrega esta quarta-feira de manhã (a partir das 11 horas) a petição Pelo Direito à Habitação em Portugal, ao qual se segue uma reunião com os grupos parlamentares.
Na petição, pode ler-se que “a maioria daqueles que cá vivem e trabalham veem a sua habitação ameaçada, ou pelo valor da renda ou do crédito, ou pela curta duração do contrato”. “Os salários já não chegam sequer para pagar a casa e, enquanto isso, crescem os lucros da banca e da especulação”, refere o movimento.
“Muitos são os que já perderam as suas casas. Muitos são aqueles que adiam a autonomia ou regressam a casa de familiares para enfrentar a situação. Muitos são os que vivem em casas partilhadas, em quartos, em situações verdadeiramente indignas, sem qualquer tipo de privacidade e salubridade”, indicou, salientando que “esta situação tem de ser revertida”.
Assim, entre as exigências do grupo, estão casas “a preços regulados e suportáveis pelas famílias, nas rendas e nos créditos”, casas “com contratos de maior duração”, o fim dos despejos sem alternativa de habitação digna e, por último, um parque público que responda às necessidades do país, nunca inferior à média da União Europeia.













