Movimento de Cidadãos pela Palestina Livre protesta hoje em Lisboa contra a cobertura mediática do conflito em Gaza

Esta quinta-feira está marcada uma manifestação de protesto em frente à Agência Lusa, em Lisboa, convocada pelo Movimento de Cidadãos pela Palestina Livre. O objetivo do protesto é denunciar a forma como os órgãos de comunicação social, especialmente os noticiários de serviço público como a RTP e a Lusa, têm reportado o que o movimento considera um “genocídio” na Palestina.

Executive Digest

Esta quinta-feira está marcada uma manifestação de protesto em frente à Agência Lusa, em Lisboa, convocada pelo Movimento de Cidadãos pela Palestina Livre. O objetivo do protesto é denunciar a forma como os órgãos de comunicação social, especialmente os noticiários de serviço público como a RTP e a Lusa, têm reportado o que o movimento considera um “genocídio” na Palestina. A manifestação surge como uma reação à cobertura mediática que, segundo os organizadores, falha em atribuir responsabilidades claras pelos atos de violência e perpetua uma narrativa que favorece os agressores.

O Movimento de Cidadãos pela Palestina Livre argumenta que os órgãos de comunicação social em Portugal, nomeadamente a RTP e a Lusa, estão a “engendrar o consentimento ao genocídio”. Segundo os manifestantes, a forma como as notícias sobre a guerra na Palestina são apresentadas contribui para desinformação e minimiza a gravidade do conflito, ao usar uma linguagem considerada “higienizada”. Esta linguagem, denunciam os organizadores, esconde a identidade dos responsáveis pela agressão e impede o público de perceber claramente quem está a perpetrar os atos de violência.



A crítica central do movimento está na utilização de eufemismos e na falta de clareza na atribuição de responsabilidades, especialmente ao não identificar Israel como o principal responsável pelas operações militares em Gaza e outras regiões palestinas. O movimento alega que essa omissão nas reportagens cria uma narrativa imprecisa, que obscurece os crimes cometidos e dificulta a consciencialização pública sobre a situação real na Palestina.

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