Movimento climático sai à rua. Organizações defendem menos aviação e mais ferrovia

Mais de uma dezena de organizações climáticas saem hoje à rua, para se manifestarem contra a aviação e exigirem mais investimento na ferrovia em Portugal. A manifestação, que dá pelo nome “Em Chamas”, vai sair esta segunda-feira da rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, até ao Largo do Rato, com uma concentração já agendada frente à sede do PS,  no dia do aniversário do partido.

O movimento climático reivindica menos aviação e, pelo contrário, mais investimento na ferrovia. As organizações sublinham que a gestão da crise sanitária “fragilizou ainda mais os trabalhadores no sector a custo dos resgates às empresas, e que uma transição justa deve garantir melhorar a vida de quem trabalha”.

Inês Teles, porta-voz da manifestação, afirma que “o colapso da aviação civil por causa da pandemia cria uma oportunidade única para uma transição justa no sector”, acrescentando que “o Governo e as empresas aéreas continuam a insistir numa volta à normalidade, quando a normalidade já era um problema, porque estávamos e estamos ainda mais a caminho do caos climático”.

O papel do Governo, liderado pelo PS, é criticado por estar, de acordo com a porta-voz, “proactivamente a contornar o cancelamento do novo aeroporto no Montijo, ignorando a vontade das populações, expressa tanto através da consulta pública à avaliação de impacto ambiental, como também pelo direito de veto exercido pelas Câmaras Municipais das zonas afectadas pelo aeroporto”.

O protesto, que tem como lema “Fim do mês. Fim do mundo. A mesma luta”, terá início pelas 19 horas.


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