Esta quinta-feira o Movimento Civil de Agricultores (MCA), um dos organizadores dos protestos de profissionais do setor que se têm sentido desde a semana passada, e que chegaram a cortar estradas e acessos às fronteiras, é recebido pela ministra da Agricultura Maria do Céu Antunes, num encontro que tem em vista responder às reivindicações dos agricultores e pôr fim às manifestações de descontentamento.
O MCA admite, em declarações à Renascença, provocar dificuldades na produção e distribuição, se o Governo não pagar apoios até ao final de fevereiro. Já na semana passada foi anunciado um pacote de ajuda de 400 milhões de euros, segundo a ministra da Agricultura, e esta quinta-feira são aprovadas outras medidas em Conselho de Ministros, pelos menos duas que terão ainda de ter ‘luz verde’ de Bruxelas.
António Saldanha, porta-voz do Movimento Civil dos Agricultores, acusou que a redução de impostos sobre o gasóleo agrícola ainda não tinha entrado em vigor na segunda-feira, como prometido pela ministra, mas a tutela explicou que a redução entrou, de facto, em vigor, mas com impacto inferior ao esperado.
No arranque desta semana, o desconto foi de 2,6 cêntimos, mas, com a subida de dois cêntimos no preço do gasóleo, o preço final desceu apenas 0,6 cêntimos.
“Em função do que ficar assente em Conselho de Ministros, nós tomaremos uma atitude. Uma forma de protesto que consideramos efetiva é fazer sentir que, nas grandes cidades, os supermercados não funcionam da mesma forma nem o cabaz das famílias tem a mesma diversidade sem os agricultores”, ameaça.
O responsável considera que o pacote de ajudas de mais de 400 milhões de euros “não parece ser insuficiente”, mas espera que os apoios se materializem, uma vez que ainda são em grande parte “virtuais”.






