Motins em Belfast: família da vítima de ataque à faca tenta travar escalada de tensão e apela a calma

O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.

Executive Digest

A família da vítima do ataque à faca em Belfast apelou à calma e pediu que o caso não seja usado para dividir a comunidade ou alimentar hostilidade contra migrantes. A declaração foi divulgada através de Phillip Brett, deputado do DUP na Assembleia Legislativa.

Na mensagem, a família pede privacidade e afirma estar “completamente devastada pelo ataque horrível” contra o seu familiar. Ao mesmo tempo, agradece às pessoas que intervieram no momento da agressão e ajudaram a salvar a vida da vítima.

“Queremos agradecer profundamente às pessoas locais que corajosamente intervieram durante o ataque. A vossa ação rápida salvou-lhe absolutamente a vida, e nunca esqueceremos o que fizeram por ele naquele momento. Queremos também agradecer aos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros que estão a cuidar dele”, refere a família na declaração.

Apelo contra violência e distúrbios

A família diz estar consciente das tensões e das conversas sobre eventuais protestos após o ataque, mas sublinha que qualquer reação deve manter-se pacífica.

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“Queremos deixar absolutamente claro que a agitação durante a noite não é bem-vinda, e que o protesto pacífico é o único caminho possível”, lê-se na declaração divulgada por Phillip Brett no Facebook.

O apelo surge num contexto de tensão após o ataque, com a família da vítima a tentar impedir que o caso seja instrumentalizado para justificar violência ou confrontos.

Família destaca papel dos migrantes

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Na mesma declaração, os familiares da vítima fazem questão de sublinhar o contributo dos migrantes para o país, nomeadamente em setores essenciais como a saúde e a hotelaria.

“Temos muitos migrantes que dão um contributo profundamente valioso ao nosso país, incluindo no nosso sistema de saúde e no setor da hotelaria, e dependemos deles para fazer o nosso país funcionar”, afirma a família.

Os familiares acrescentam que não querem que a tragédia seja usada para alimentar divisões. “Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir pessoas ou alimentar hostilidade”, reforçam.

A declaração combina, assim, o agradecimento a quem ajudou a vítima, o reconhecimento do trabalho dos profissionais de emergência e um apelo direto para que a resposta pública ao ataque seja marcada pela calma e pelo respeito.

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