“Mostrou interesse em meninas muito novas”: Deputados ingleses acusados de usarem visitas oficiais ao estrangeiro para festas e turismo sexual

Vário deputados, legisladores e políticos ingleses estão a ser acusados de estarem a usar as viagens oficiais ao estrangeiro feitas como uma oportunidade para disfarçar o seu recurso a trabalhadores do sexo e a sua ida a festas regadas a álcool nas visitas.

Pedro Zagacho Gonçalves

Vário deputados, legisladores e políticos ingleses estão a ser acusados de estarem a usar as viagens oficiais ao estrangeiro feitas como uma oportunidade para disfarçar o seu recurso a trabalhadores do sexo e a sua ida a festas regadas a álcool nas visitas.

O caso é denunciado por deputados do parlamento inglês, membros da missão diplomática inglesa e outros diplomatas e responsáveis parlamentares, que relatam alguns episódios ocorridos com os envolvidos.

Um deputado do Partido Conservador e antigo ministro normalmente ficava nos países visitados, já depois da delegação inglesa regressar ao Reino Unido, para poder seguir “o seu interesse em mulheres [locais]”, relatam dois antigos colegas, que acrescentam: “Ele mostrou interesse em meninas muito novas. Rotineiramente, ficava mais tempo após as visitas e mantinha contactos com jovens mulheres nos locais em questão”.

O escândalo também envolve membros do Partido Trabalhista. Um deputado é acusado de ter demonstrado “uma preferência por raparigas russas” durante viagens ao estrangeiro, de acordo com um diplomata, que relatou que os responsáveis oficiais se sentiam incapazes de intervir, porque temiam que afetasse a sua influência em Westminster.

A preocupação com estes casos prende-se com as atividades das ‘Comissões Parlamentares de Países’, grupos constituídos por deputados de vários partidos, que se focam num país ou grupo de países em particular. Estes grupos, que estão sujeitos a regras menos rígidas do que outros comités da Câmara dos Comuns e como se focam em países no estrangeiro, é normal fazerem visitas oficiais, pagas pelos governos estrangeiros ou empresas privadas, e normalmente durante o tempo de atividade parlamentar.

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Ainda, os oficiais do governo inglês ouvidos contam que episódios de consumo excessivo de álcool e comportamentos sexuais e obscenos de deputados durante estas visitas oficiais, e dizem que estes usam as viagens como “diversão” e com objetivos recreacionais.

Alguns são acusados de serem eles a pediram aos governos estrangeiros viagens com tudo pago, exigindo até garrafas champanhe ou refeições em restaurantes de luxo.
Há relatos de recurso a prostitutas em visitas à China, também fora do âmbito das viagens das Comissões Parlamentares, e de três deputados que faltaram a uma reunião numa embaixada europeia porque se tinham embriagado na noite anterior.

O caso dá que falar depois de já ter sido revelado que o governo do Qatar ofereceu presentes e viagens a deputados ingleses, desde o ano passado, avaliados em mais de 300 mil euros, numa altura em que o escândalo de corrupção Qatargate, no Parlamento Europeu, causa ondas de choque em todo o mundo.

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