Mortes por ataques cardíacos subiram 17% em todo o mundo durante a pandemia. Número de cirurgias caiu 34%

A conclusão é de uma análise de quase 200 estudos de investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Simone Silva

As mortes por ataques cardíacos aumentaram em um quinto durante a pandemia de Covid-19, de acordo com uma grande estudo, que alerta para os enormes “danos colaterais globais” da doença e dos bloqueios.

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Segundo o ‘Daily Mail’, uma análise de quase 200 estudos de investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriu que as mortes entre pessoas hospitalizadas devido a problemas cardíacos graves aumentaram 17% em dois anos, principalmente em países de baixos e médios rendimentos.

A par disso, os pacientes também tiveram de esperar mais de uma hora do que o normal por chamadas por doenças e ataques cardíacos entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021. Já o número de cirurgias realizadas globalmente nessa área caiu 34%.

Os investigadores também descobriram que os casos de ataque cardíaco caíram 34% e as hospitalizações pelo mesmo motivo caíram em um terço, o que, segundo a equipa, se deve a mais casos não detetados, em vez de menos problemas cardíacos.

Foram identificados 158 estudos – cobrindo os dois anos até dezembro de 2021 – que analisaram o impacto da Covid-19 nos serviços cardiovasculares, incluindo hospitalizações, consultas de gestão de doenças cardíacas, testes e taxas de mortalidade.

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As descobertas, que os investigadores descrevem como a “primeira avaliação global da forma como os serviços cardiovasculares lidaram com a pandemia”, mostram que menos 22% das pessoas foram hospitalizadas devido a um ataque cardíaco grave.

Também o número de pessoas internadas no hospital com um ataque cardíaco menos grave – quando a artéria está apenas parcialmente bloqueada – caiu em um terço, de acordo com os resultados publicados no European Heart Journal.

Os investigadores alertaram que a desistência “não se deve a menos ataques cardíacos, mas a menos pessoas a deslocar-se ao hospital para tratamento”.

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