Morte de criança no Hospital Santa Maria não foi devido à vacina contra a Covid-19

Criança de seis anos faleceu a 16 de janeiro

Francisco Laranjeira

A morte da criança de seis anos, que morreu na semana passada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, no dia 16 de janeiro, não foi devida à vacinação contra a Covid-19.

A família da criança já teve conhecimento do resultado da autópsia e, em comunicado, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) informou que o relatório foi concluído e enviado para o Ministério Público, sem revelar a causa da morte “em respeito pela família e pela reserva da intimidade da vida privada”.

“Com o conhecimento e a anuência da Magistrada do Ministério Público titular do processo, informa-se que a morte da criança não foi devida à vacinação contra a Covid-19. Esta informação foi já transmitida à família da criança”, pôde-se ler num comunicado do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, hoje divulgado.

O Instituto de Medicina Legal concluiu a autópsia à criança a 19 de janeiro último mas foram necessários exames complementares. O exame não foi definitivo, tendo sido exigidas outras provas de anatomia patológica e toxicologia, que fazem com que o resultado não tenha sido disponibilizado na altura, apontando que seria necessário um mês para se conhecer as causas da morte.

Recorde-se que a criança de seis anos morreu no Hospital de Santa Maria em Lisboa, uma semana depois de ter recebido a vacina contra a Covid-19, devido a uma paragem cardiorrespiratória. O Infarmed confirmou que recebeu a notificação de suspeita de reação adversa neste caso “e que a mesma se encontra a ser tratada pelo Infarmed em conjunto com a Unidade Regional de Farmacovigilância de Lisboa, Setúbal e Santarém”, adiantou à Lusa.

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Segundo o regulador nacional, estão a ser recolhidos “dados adicionais por parte do notificador para análise e avaliação da imputação de causalidade, uma vez que, não sendo a aparente relação temporal o único determinante na avaliação da causalidade, é necessário proceder à recolha de toda a informação clínica”

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