Morreu José Carlos Saldanha, o doente que, há cinco anos, interrompeu o parlamento para pedir ao então ministro da Saúde, Paulo Macedo, que não o deixasse morrer e garantisse tratamentos para a hepatite C.
“Não me deixe morrer, eu quero viver”, gritou José Carlos Saldanha, doente que aguardava tratamento contra a hepatite C, ao dirigir-se ao ministro da Saúde, durante uma sessão da Comissão Parlamentar da Saúde.
José Carlos Saldanha estava internado com uma septicemia no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o seu estado de saúde agravara-se nos últimos dias, avança a TVI. Tinha 55 anos.
José Carlos Saldanha vai ficar para a história pela luta que travou para alcançar um acordo entre a tutela e o laboratório farmacêutico que fabrica o medicamento inovador para a hepatite C, num processo que se arrastava há cerca de um ano na mais altas instâncias da saúde.
Em fevereiro de 2015, José Carlos Saldanha garantia que a intervenção no Parlamento não foi premeditada mas considera que fez diferença falar na primeira pessoa: duas semanas depois da sua intervenção, o ministro Paulo Macedo anunciou que o Governo chegara a acordo com o laboratório e que todos os doentes iam receber o tratamento.





