Moratórias: Garantia pública apenas cobre metade do crédito de setores mais afetados

Em setembro, o Governo apresentou uma medida que visa continuar a apoiar as empresas que atuam nos setores mais afetados pela pandemia, e sorriram mais com o fim das moratórias, criando assim uma linha de 1.000 milhões de euros vai permitir conceder garantias públicas para cobrir 25% dos créditos.

“Significa isto que, potencialmente, poderão ser abrangidos 4 mil milhões de euros de crédito – é apenas metade da carteira total de crédito dos setores a quem esta medida se destina”, avança o Jornal de Negócios.

Na entrevista concedida à publicação económica do grupo Cofina, Pedro Siza Vieira, explicou que a carteira de crédito conjunta das empresas abrangidas totaliza 8 mil milhões de euros.

Isto significa que, seguindo as regras apresentadas pelo ministro em setembro, já que as garantias públicas poderão cobrir até 25% dos créditos que serão reestruturados, os 1.000 milhões de euros poderão abranger, potencialmente, um máximo de 4 mil milhões de euros de crédito, ou seja metade do crédito mas empresas mais afetadas não receberá nenhuma cobertura do Estado.

Segundo o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, isso significa que algumas das empresas acabarão mesmo por falir”, acrescenta a publicação.

“No limite, podemos chegar a 4 mil milhões de euros de crédito pré-moratória. E temos 8 mil milhões de euros de crédito, no sistema bancário, relativamente aos setores mais afetados. Aquilo que nos parece é que este montante, de 4 mil milhões de euros, é suficiente para lidar com as empresas que, sendo viáveis, vão precisar deste tipo de apoio”, começa por explicar o governante.

E acrescenta: “Uma parte das empresas não precisará de apoio. Outras vão precisar deste tipo de reestruturações. E, finalmente, outras empresas vão mesmo entrar em incumprimento. Aí, o que temos de fazer é ajudá-las com um novo quadro para reestruturações, que permitam lidar com essa componente das empresas que já não são viáveis e que não vão conseguir sobreviver”.

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