Montenegro vai manter diálogo político com todos os partidos, incluindo o Chega

 O primeiro-ministro desvalorizou hoje críticas que comentadores de centro-direita fazem sobre a permanência de Luís Neves no Governo, pedindo que Deus o livre de governar com base nas suas opiniões, sejam de esquerda ou direita.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro salientou hoje que, apesar da moção de censura do Chega, o Governo vai continuar a dialogar com todos os partidos no Parlamento, embora identifique forças políticas mais preocupadas com “o jogo mediático”.

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Em declarações aos jornalistas, antes de assistir à posse do reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, Luís Montenegro foi questionado se o Governo manterá o diálogo político com o Chega, partido que apresentou uma moção de censura ao seu executivo.

O primeiro-ministro referiu que a linha estratégica do Governo vai “continuar a contar com a cooperação institucional com a Assembleia da República e, dentro do Parlamento, com todos os partidos”, porque isso representa “o interesse coletivo, o interesse nacional”.

“E nós continuaremos a fazer isso”, completou, embora rejeite que o Governo PSD/CDS se coloque numa posição de equidistância entre o Chega e o PS, as duas maiores forças da oposição.

“Não é uma questão de equidistância, mas sim de proximidade. Estamos próximos das pessoas e também estamos próximos dos órgãos de soberania, em particular da Assembleia da República, porque muita da nossa atividade também depende daquilo que são as decisões do Parlamento”, alegou.

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Luís Montenegro assegurou que manterá o diálogo político com todos os partidos da oposição.

“Aliás, vamos iniciar agora contactos com todos os partidos da oposição com vista à preparação do orçamento do Estado para 2027. E temos feito isto em processos legislativos que são fundamentais”, completou.

O primeiro-ministro assumiu porém que “isso não significa que as oposições adiram em plenitude às propostas do Governo e também não significa que o Governo não tenha respeito pela divergência das oposições”.

“Temos, naturalmente, um respeito democrático e um princípio de convivência democrática muito arraigado em nós. Agora, todos os partidos dirão aquilo que querem para o país”, acrescentou.

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