O primeiro-ministro português Luís Montenegro garantiu hoje, em reunião extraordinária do Conselho Europeu, convocada por António Costa, que “Portugal não deixará de estar disponível” para participar no processo de paz na Ucrânia.
À entrada para uma reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro considerou que a expectativa para a cimeira de líderes de hoje é criar condições para um processo de paz “para a Ucrânia e com a Ucrânia”.
O primeiro-ministro acrescentou que Portugal “não deixará de estar disponível para participar nesse processo”.
“E [Portugal] para participar também, acaso de se conseguir um cessar-fogo e um encaminhamento para um processo de paz, com todas as diligências necessárias que a UE poderá tomar por forma a, no terreno, executar a concretização desse objetivo”, sustentou o líder do executivo.
Questionado pelos jornalistas em Bruxelas sobre a situação de crise política em Portugal, Luís Montenegro remeteu “para outros momentos a análise da situação política interna”, referindo-se à moção de censura ontem chumbada no Parlamento e a moção de confiança que será aprovada sexta-feira em Conselho de Ministros, e depois debatida no Parlamento, para a semana, que deverá levar à queda do Governo, mas acabou por levantar o véu a algumas questões.
Montenegro recusou, no entanto, que o Governo esteja de alguma forma limitado nas suas funções tendo em conta o clima de crise. O primeiro-ministro indicou que o Executivo tem “instrumentos” para resolver num “curto prazo”. Sem querer adiantar possibilidades para o desfecho da moção de confiança, assumiu que será recandidato em caso de novas eleições.
“O Governo não está limitado em nada. A situação política é conhecida, a situação do PSD é conhecida e não sofreu alterações”, clarificou e reforçou Montenegro, questionado pelos jornalistas.
Recordando que o “Governo está sempre dependente do Parlamento”, por não ter uma maioria absoluta, o líder do Executivo declarou que “se há dúvidas na AR sobre a legitimidade do Governo, têm de ser clarificadas”. “Do ponto de vista da realidade social e económica do país era e é desejável que não haja nenhuma perturbação política, mas a democracia tem de ter saída para os seus problemas”, resumiu Montenegro.







