Realiza-se esta segunda-feira à noite o mais aguardado de todos os debates televisivos para as eleições legislativas de 2025: Luís Montenegro, atual primeiro-ministro e líder da Aliança Democrática (AD), enfrenta Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista (PS), num confronto que promete clarificar as propostas e reforçar as opções do eleitorado.
O debate terá lugar às 21h00 e será transmitido em simultâneo pelos três principais canais generalistas — RTP1, SIC e TVI — com uma duração prevista de 75 minutos, superior aos restantes debates do calendário, que têm a duração média de 25 minutos.
Este frente-a-frente encerra o ciclo de 28 debates televisivos programados para o mês de abril, numa parceria entre os canais generalistas e os de informação por cabo — CNN Portugal, RTP3 e SIC Notícias. O calendário foi cuidadosamente articulado para evitar sobreposições com feriados, fins de semana prolongados e jogos da Taça de Portugal, como sucedeu durante a Páscoa (18 a 20 de abril) e nas comemorações do 25 de Abril (25 a 27 de abril), períodos em que não se realizaram debates.
Um confronto entre alternativas de governação
O embate entre Montenegro e Pedro Nuno Santos será o único com a presença simultânea dos dois principais candidatos a primeiro-ministro. O atual chefe de Governo e líder do PSD regressa assim ao centro do debate público para defender a continuidade da governação da coligação Aliança Democrática, que integra o PSD, o CDS-PP e o PPM.
Já o líder socialista, que se apresenta pela primeira vez como candidato a primeiro-ministro numas legislativas, tentará convencer os eleitores de que o PS é a melhor alternativa para inverter o rumo do país, após a crise política que levou à dissolução do Parlamento no final de 2024.
Este debate é particularmente relevante não só pelo protagonismo dos dois intervenientes, mas também porque representa um momento determinante para o esclarecimento de propostas sobre economia, saúde, habitação, justiça e políticas públicas. Espera-se que a habitação, o crescimento económico, os salários e a resposta à crise social estejam entre os temas centrais.
Montenegro ausente de outros debates da coligação
Ao longo do mês de abril, a maioria dos debates contou com representantes das várias forças políticas, mas nem todos com os seus líderes máximos. Luís Montenegro, por exemplo, não participou nos debates da AD com o Livre, PAN e Bloco de Esquerda, tendo sido substituído pelo presidente do CDS-PP, Nuno Melo.
A opção gerou críticas por parte das forças à esquerda, que acusaram Montenegro de evitar o confronto com partidos considerados “menos centrais” no sistema partidário. A AD justificou a escolha com “prioridades estratégicas de campanha”.
O debate desta noite surge a poucos dias do encerramento da campanha eleitoral e assume particular importância para os indecisos. Com sondagens a apontarem para uma disputa renhida entre AD e PS, este frente-a-frente pode ter impacto direto na formação de uma maioria ou num eventual impasse parlamentar.













