Montenegro avisa que país deve preparar-se para concorrer ao fundo europeu de competitividade

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, avisou hoje que “ninguém pode ficar a dormir na forma” e que Governo, empresas e universidades devem preparar-se para concorrer ao futuro Fundo Europeu de Competitividade.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, avisou hoje que “ninguém pode ficar a dormir na forma” e que Governo, empresas e universidades devem preparar-se para concorrer ao futuro Fundo Europeu de Competitividade.


“Ninguém pode dormir na forma. O Governo, a administração pública, as universidades, politécnicos, agentes económicos têm de estar na primeira linha da antecipação de 01 janeiro de 2028, aplicados desde a primeira hora em entrar nesse processo concorrencial”, defendeu o chefe do Governo, durante o debate parlamentar de preparação do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, no qual o próximo orçamento da União Europeia (Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034) estará em debate.


A proposta do executivo comunitário prevê a criação de um fundo dirigido às empresas e universidades, que terão de apresentar projetos em concorrência com outros países.


“Temos de preparar o país para os fundos concorrenciais. Não podemos ter medo da concorrência, temos de vencer a concorrência”, sublinhou Montenegro.


Pelo PS, Eduardo Pinheiro considerou que “esta nova realidade exige uma capacidade muito maior de antecipação, preparação e articulação”.

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“Não está em causa a capacidade, mas saber se estamos estruturalmente preparados para concorrer com os melhores projetos da Europa”, sublinhou.


Sobre o próximo orçamento plurianual comunitário, o primeiro-ministro afirmou que a mais recente proposta da presidência cipriota do Conselho da UE “é um ponto de partida, ainda está longe de ser o ponto de chegada”.


Portugal, prosseguiu, privilegia “as politicas de coesão e um panorama que não prejudique o caminho que fez até aqui”, além de “não esquecer as regiões ultraperiféricas”, Açores e Madeira, e querer “aprofundar as condições de aplicação e acesso a fundos competitivos, em especial o da competitividade”.

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“Queremos uma Europa mais competitiva, menos burocrática e focada no conhecimento e inovação para que não fiquemos mais uma vez para trás no desenvolvimento”, defendeu.


O primeiro-ministro recordou que a Comissão “propôs um acréscimo de recursos que precisa de ter a aceitação dos Estados”, referiu o primeiro-ministro, antecipando uma “negociação muito difícil”.


“Nós temos de robustecer o orçamento (…) mas é preciso que os Estados queiram, é preciso que haja apoio político”, acrescentou.


Montenegro indicou que defende que “um caminho para um bolo um pouco maior é adiar, protelar, reequacionar a forma de devolução do pagamento do PRR”.


“Já que não temos a oportunidade de constituir mais dívida comum, então vamos aproveitar para recalendarizar a que temos e permitir que ela possa ter uma utilização ou os recursos que estavam destinados a pagá-la possam ter uma utilização no próximo quadro financeiro plurianual”, disse.

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Com esta medida, salientou, “ninguém vai ficar mais pobre, não há nenhum problema com aprovação nos parlamentos nacionais, não há nenhuma necessidade de alterar a filosofia”.

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