Montenegro afirma que moção de censura do Chega é mero jogo político e não faz sentido

Para o primeiro-ministro, a moção de censura do Chega ao Governo “é um momento que a democracia deve encarar com sentido de responsabilidade” por parte de todos os protagonistas.

Executive Digest com Lusa

O primeiro-ministro considerou hoje que a moção de censura do Chega ao Governo se insere numa lógica de “mero jogo político”, não fazendo sentido, e advertiu que a responsabilidade política da oposição também está sob avaliação.

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Esta posição foi transmitida por Luís Montenegro em declarações aos jornalistas, antes de assistir à cerimónia de posse do reeleito Presidente da República Democrática de São Tomé é Príncipe, Carlos Vila Nova.

Para o primeiro-ministro, a moção de censura do Chega ao Governo “é um momento que a democracia deve encarar com sentido de responsabilidade” por parte de todos os protagonistas.

“Da parte do Governo, aquilo que está sob a nossa alçada é a responsabilidade de governar, de resolver problemas, de encontrar soluções para as matérias que preocupam os portugueses e para os projetos que podem criar mais futuro. Portanto, nós estamos a aguardar a definição do dia e da hora em que temos de nos apresentar à Assembleia da República para responder a esta moção de censura e mostrar que ela não faz sentido, que se enquadra numa lógica de mero jogo político e não está focada na resolução dos problemas das pessoas”, sustentou Luís Montenegro.

A seguir, deixou um aviso indireto ao presidente do Chega, partido que apresentou a moção de censura por causa da manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna.

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“As oposições serão tão mais capazes de se apresentarem como alternativas se mostrarem sentido de responsabilidade, porque ninguém quer a governar um país alguém ou algumas forças partidárias que não têm sentido de responsabilidade, que não têm o sentido de Estado de colocar o interesse de todos à frente de interesses particulares”, afirmou.

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