Monkeypox: DGS está a estudar administração de vacina a contactos de risco e profissionais de saúde

Isto acontece na sequência do aumento de infeções do Monkeypox. 

Simone Silva

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira que está a considerar a possibilidade de ser administrada uma vacina contra a varíola a contactos de risco e profissionais de saúde, na sequência do aumento de infeções do Monkeypox.

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“Através de especialistas da Comissão Técnica de Vacinação da DGS, está a ser estudada a eventual necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e a profissionais de saúde, no contexto deste surto”, revelou em comunicado.

Segundo a mesma nota, “a DGS informa ainda que Portugal está a encetar diligências no sentido de constituir uma reserva nacional de vacinas, através do mecanismo europeu”.

Este anúncio acontece depois de terem sido confirmados mais nove casos do vírus conhecido por “varíola dos macacos”, subindo esta quinta-feira o total em  Portugal para 58 infeções.

“A maioria das infeções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas
também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve”, sublinha a DGS, revelando que “todas as infeções confirmadas são em homens entre os 23 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

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O equilíbrio global também aumentou. Em todo o mundo já existem 219 casos confirmados de varíola dos macacos, sem contar os países onde a doença é endémica. Na Europa há 191 infetados.

A DGS recomenda que “os indivíduos que apresentem erupção cutânea, lesões ulcerativas, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, procurem aconselhamento clínico. Ao dirigirem-se a uma unidade de saúde, deverão cobrir as lesões cutâneas”.

“Reforçam-se as medidas a implementar perante sintomas suspeitos, devendo os
doentes abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar
vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as
lesões cutâneas, em qualquer estadio, ou outros sintomas”, acrescenta.

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