As moedas negociaram-se dentro de intervalos estreitos ao longo da última semana, num contexto de escassez de notícias económicas e políticas relevantes. No entanto, os mercados aguardam com atenção o anúncio de Donald Trump sobre “tarifas recíprocas”, previsto para quarta-feira.
Este novo pacote de medidas surge na sequência de uma taxa fixa de 25% imposta sobre todos os veículos de fabrico estrangeiro importados para os Estados Unidos. Segundo as previsões, “o consenso parece ser por um anúncio significativo que poderá elevar a tarifa média nos EUA para bem acima dos 10%, de apenas 2,5% antes de Trump tomar posse”, explica Joana Vieira, Partner da Ebury Portugal.
O dólar norte-americano tem enfrentado um dilema: por um lado, espera-se um impulso decorrente do aumento das tarifas; por outro, tornam-se cada vez mais evidentes os danos económicos das políticas instáveis da administração Trump. “A inflação está a aumentar à medida que os consumidores recuam, o que representa um dilema particularmente difícil para a Reserva Federal”, sublinha Vieira.
No que toca aos principais indicadores económicos da semana, destaca-se o relatório de inflação rápida de março na zona euro, agendado para terça-feira. Nos Estados Unidos, será divulgada uma série de dados laborais, com início na quarta-feira através do relatório JOLTS e culminando na sexta-feira com o aguardado relatório da folha de pagamentos de março.














