“Mobilização parcial”: ofensiva militar de Putin termina esta semana? Prazo estipulado está a chegar ao fim

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas

Pedro Zagacho Gonçalves

Vladimir Putin anunciou em conferência de imprensa, que a mobilização parcial de tropas russas vai terminar esta semana, finda a qual “estará concluída”. Para o presidente russo, em declarações em Astana, capital do Cazaquistão, os ataques massivos à Ucrânia deverão cessar. “Neste momento, não há necessidade de ataques massivos à Ucrânia.”

Em setembro último, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, anunciou que a Rússia iria enviar 300 mil reservistas para a frente de combate na Ucrânia, para reforçar. Putin explicou agora que ordenou a mobilização parcial de reservistas porque “é impossível manter a frente de batalha apenas com homens contratados”, acrescentando que 16 mil militares russos mobilizados já estão a desenvolver tarefas militares.

O presidente russo visitou, na passada 5ª feira, um campo de treino militar para os convocados para a guerra na Ucrânia pela primeira vez desde o anúncio da mobilização parcial. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigu, Putin viajou até Ryazan, onde inspecionou algumas das atividades desempenhadas pelos militares.

Além de frequentes casos de convocação de homens velhos demais ou com algum tipo de deficiência, o Kremlin não esclareceu o número exato de reservistas que seriam convocados, o que fez com que milhares de russos fugissem para o exterior. O ministro da Defesa disse na época que a previsão seria de 300.000 militares, mas esse número nunca esteve presente em nenhuma documentação oficial.

Putin ordenou ainda, durante a visita, que todas as regiões do país fizessem mais para apoiar as necessidades do exército e enfatizou que todos os militares devem ir ao conflito devidamente equipados.

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A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU indicou na sexta-feira que, desde 24 de fevereiro, a guerra já fez 15.956 vítimas civis: 6.322 mortos e 9.634 feridos.

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