MITSUBISHI MOTORS – Estratégia de sucesso

Em 2009, a Mitsubishi Motors iniciou a comercialização do i-MIEV, o primeiro automóvel 100% eléctrico produzido em escala. Até chegar à fase de comercialização e tratando-se de uma tecnologia completamente nova «é possível recuar e imaginar o número de horas dedicado pela Mitsubishi Motors à investigação e desenvolvimento de tecnologias alternativas aos motores de combustão», refere. «Em 2014 surpreendemos o mercado automóvel e os até então poucos clientes de automóveis eléctricos, com a introdução do Outlander PHEV, o primeiro SUV 4WD Plug-in Hybrid Electric Vehicle. Fomos pioneiros nesta tecnologia que passados quatro anos continua a ser a mais sofisticada e agora com provas de fiabilidade absolutamente inquestionáveis. Prova disso é ter alcançado as 100 mil unidades vendidas em Janeiro de 2018, que conferem ao Outlander o título de modelo PHEV mais vendido a nível mundial.»

A Mitsubishi Motors actualmente faz parte da Aliança Renault Nissan Mitsubishi. De acordo com Miguel Santos, «este novo contexto de actuação é de uma importância extraordinária para o desenvolvimento da Mitsubishi Motors, uma vez que passa a ter à sua disposição recursos tecnológicos, financeiros e humanos que apenas são possíveis de serem gerados no quadro de uma aliança que, em 2017, ultrapassou a fasquia de 10 milhões de veículos vendidos a nível global. Neste enquadramento, a Mitsubishi Motors encontra-se neste momento mais forte do que nunca para continuar a desenvolver um percurso muito significativo no que diz respeito à mobilidade para o futuro e que passa não só pela tecnologia PHEV e Ev, como pela condução autónoma e inteligência artificial».

MODELOS NO MERCADO

Actualmente, a Mitsubishi tem na sua gama, além dos modelos atrás descritos, o i-MIEV, um pequeno citadino que apresenta uma autonomia de 150 kms, e ainda o Outlander PHEV, um SUV do segmento D, eléctrico, hibrido e gasolina, que permite uma autonomia total até 897 km e zero de ansiedade de carregamentos.

«No segmento PHEV, o Outlander PHEV é sem qualquer dúvida um produto diferenciador. Em primeiro lugar pela sua tecnologia inovadora que incorpora a conjugação de um motor térmico 2.0l de 121 cv a gasolina com dois motores eléctricos de 82 cv, perfazendo uma potência combinada de 203 cv. Em segundo por se tratar de um SUV familiar do segmento D, que segue a tendência actual do mercado de procura de modelos SUV. Em simultâneo, o Outlander PHEV é um 4WD equipado com um dos sistemas de tracção integral mais sofisticados da indústria, o S-AWC, que provém da experiência da marca na competição automóvel, 12 vitórias no Dakar e 5 no WRC. O Outlander PHEV é comercializado com 5 anos de garantia ou 100.000kms e as baterias têm uma garantia de 8 anos ou 160.000kms.

Por último e não menos importante, o Outlander PHEV é proposto a um preço muito competitivo comparativamente a ofertas de outras marcas no mesmo segmento SUV, sendo possível a aquisição para empresas no âmbito da fiscalidade verde a partir dos 36 mil euros.»

Miguel Santos refere que é fácil de assegurar com alguma certeza que o crescimento dos eléctricos continuará numa tendência muito positiva tanto na Europa como também no mercado português «com crescimentos percentuais elevadíssimos ainda que o volume em unidades vendidas continue a ser relativamente baixo. Veja- -se que, no quadro Europeu, em 2017, o share de VE’s é de apenas 1,75%, com a Noruega a liderar com cerca de 39% de penetração de VE’s. Do ponto de vista de modelos, o Mitsubishi Outlander PHEV foi o segundo modelo mais vendido na Europa com mais de 19 mil unidades e o 3º no mercado português, o que evidencia bem o sucesso da marca neste segmento», afirma o director de Comunicação e Marketing.

Ainda assim, refere, «o crescimento dos veículos EV’s 100% eléctricos estará sempre condicionado ao tema da infra-estrutura de carregamento. A rede de postos de carregamento é um ponto-chave no crescimento das vendas dos EV’s e é um tema que tem de ser debatido e encarado com muita seriedade por parte dos governos. Mesmo com o preço dos veículos a baixar e as autonomias a serem cada vez mais eficientes é preciso assegurar uma infra-estrutura de carregamento, urbana e extra- urbana, que possibilite uma utilização idêntica à dos veículos de combustão. Basta circular em Lisboa para rapidamente ter a percepção que os postos de carregamento de veículos eléctricos que há dois ou três anos estavam, na maior parte das ocasiões acessíveis, têm agora com uma taxa de utilização superior».

PREOCUPAÇÕES ECOLÓGICAS

O tema dos eléctricos está na ordem do dia, «mas sempre num contexto maioritariamente de veículos de passageiros deixando para segundo plano os comerciais ligeiros. Estes veículos têm um impacto brutal na emissão de CO2, em particular nas cidades em que há a necessidade de efectuar distribuição urbana de todos os bens a que queremos ter acesso todos os dias. Com as principais capitais europeias a adoptar medidas restritivas de acesso aos centros urbanos, a solução a curto prazo passa pelos comerciais ligeiros 100% eléctricos. É nesse contexto que, este ano, vamos introduzir no mercado português as primeiras unidades da Fuso eCanter, primeiro camião ligeiro de mercadorias 100% eléctrico, com a particularidade de ser um veículo produzido em Portugal, na fábrica da Fuso no Tramagal e que será exportado para toda a Europa», avança Miguel Santos.

Os consumidores portugueses estão também mais sensíveis ao tema da mobilidade eléctrica e ao impacto das emissões no ambiente. «Apercebemo-nos dessa evolução comportamental todos os anos. Quando introduzimos o Outlander PHEV em 2014, entrámos num campo absolutamente desconhecido não só para nós enquanto marca, como para os próprios concessionários, equipas comerciais e consumidores. Do nosso lado, enquanto marca, foi preciso aprender por um lado e formar pelo outro. Muitas sessões de treino de produto não só no que diz respeito às características e tecnologia do mesmo, como também em relação às técnicas de apresentação e entrega de um veículo tão complexo e outros aspectos tão importantes, como a explicação da fiscalidade verde aplicada a estes veículos e ainda a infra-estrutura de carregamento pública e privada disponível ao cliente», indica. «O cliente tipo de há quatro anos era completamente diferente, um cliente com preocupações ecológicas fortíssimas e com um interesse profundo sobre novas tecnologias. Hoje já começamos a ser contactados por clientes que procuram um Outlander PHEV para primeiro carro do agregado familiar e que cumpre integralmente com a rotina do dia-a-dia, tanto em percursos urbanos com predominância do modo 100% eléctrico, como para distâncias superiores com recurso ao modo híbrido. Quando começámos, fomos os primeiros e estávamos sozinhos. Hoje, com novos modelos a serem introduzidos no mercado todos os meses e com um maior esforço de comunicação das marcas, em simultâneo com uma maior sensibilização dos clientes para as questões ambientais, o segmento vai continuar a crescer suportado num cada vez maior interesse por parte dos clientes», conclui Miguel Santos.

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