Todos os dias algo arde na Rússia. Já foram registadas cerca de uma dúzia de explosões e incêndios em território russo desde o dia 1 de abril, o pode sinalizar que a guerra está a mover-se numa nova direção se movendo em uma nova direção – além-fronteiras e nos países vizinhos. Esta quarta-feira, um misterioso incêndio em Makevka, na região de Donestk, fez crescer as suspeitas de que a Ucrânia está a atacar as infraestruturas russas. Na zona estavam quatro tanques de petróleo, assim como diversos camiões de abastecimento das tropas russas.
Occupied #Makeyevka. The oil depot from which the #Russian troops were supplied with fuel is on fire. #Ukraine️ #Russia pic.twitter.com/aKHhEw3AHJ
— We stand for Truth, Freedom, and Fairness🇺🇦 (@BWhiteSwan) May 4, 2022
Alguns dos incidentes são deliberados enquanto outros podem ser acidentais. Não se sabe se são um esforço coordenado, embora os ataques pareçam estar a ser dirigidos à cadeia de abastecimento militar da Rússia. Unidades de armazenamento de combustível, um depósito de munição e outros locais a menos de 160 quilómetros da fronteira ucraniana já foram atingidos. Outros alvos, já mais dentro das fronteiras da Rússia, sofreram incêndios com 24 horas de intervalo: instituto de pesquisa para sistemas de mísseis; fábrica química que produz propulsores de mísseis; e faculdade de engenharia ligada ao programa espacial russo.
Até agora, foram registados os seguintes ‘incidentes’:
Março: Numa data não especificada, cinco centros de recrutamento em Moscovo foram incendiados nas regiões de Voronezh, Sverdlovsk e Ivanovo;
21 abril: Autoridades russas disseram que 17 pessoas morreram no Instituto de Pesquisa de Defesa Aeroespacial em Tver, a 180 km a noroeste de Moscovo, responsável pelo desenvolvimento do sistema S-400 AD e o míssil Kalibr;
21 abril: Fábrica de produtos químicos Dmitrievsky, na cidade de Kineshma, explodiu, a 950 km da Ucrânia;
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Continue a ler após a publicidade🔥 A large #Dmitrievsky chemical plant caught fire #yesterday following a defense research institute in #Tver.
The facility was at the commissioning stage and was carrying out pre-commissioning work in the acetone bottling shop
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#Russia pic.twitter.com/5rkZyVqo21— Milky Way (@MilkyWa34808762) April 23, 2022
22 abril: Cinco escritórios de alistamento militar russo foram incendiados em Ivanovo;
22 abril: O Korolev Rocket and Space Corporation Energia foi filmado em chamas na Rússia;
23 abril: Complexo hidroelétrico em Kuban desmoronou;
25 abril: Depósito da Bryansk Oil, um local de produção da Rosneft, entrou em chamas;
25 abril: Base da força aérea militar de Ussuriysk em chamas;
28 abril: Um incêndio foi filmado dentro numa zona de construção em Minsk, na Bielorrússia;
28 abril: Carros marcados com o símbolo nacionalista russo ‘Z’ foram incendiados em Moscovo;
29 abril: Vários edifícios queimados na Rússia após um incêndio num centro comercial em Ishim;
30 abril: Central de energia a carvão GRES-2 foi sabotada em Sakhalin;
1 maio: diversos vídeos documentaram tanques de combustível em chamas em Mytishchi, um depósito a apenas 30 minutos do Kremlin;
1 maio: Fotos sugeriraam que uma ponte ferroviária na região de Kursk, na Rússia, foi destruída devido a sabotagem;
2 maio: Incêndio numa fábrica de munições em Perm, perto dos Montes Urais;
3 maio: Incêndio numo edifício de uma gráfica de publicações pró-Kremlin, de quatro andares, que eclodiu no distrito urbano de Bogorodsk, na região de Moscovo;
There is a large fire at the warehouse of the Pro-Kremlin "Prosveshchenie" publishing house near #Moscow. Almost 34 thousand square meters are burning.
Continue a ler após a publicidadeAround midnight a hangar in #Bogorodskoe district, where printed materials were stored, burst into flames. pic.twitter.com/EBlfr7Il26
— NEXTA (@nexta_tv) May 3, 2022
4 maio: Surgiram imagens de um grande incêndio na zona industrial de Dzerzhinsky, na região de Nizhny Novgorod.
A large fire in the industrial zone of Nizhny Novgorod has broken out. #Russia #Ukraine #NizhnyNovgorod pic.twitter.com/jRDgc6XKtP
— (((Tendar))) (@Tendar) May 4, 2022
Até ao momento, a Ucrânia negou sempre qualquer responsabilidade.













