Misteriosos incêndios têm destruído indústria estratégica russa: Ucrânia nega responsabilidades

Registadas mais de uma dúzia de explosões e incêndios desde o dia 1 de abril

Francisco Laranjeira

Todos os dias algo arde na Rússia. Já foram registadas cerca de uma dúzia de explosões e incêndios em território russo desde o dia 1 de abril, o pode sinalizar que a guerra está a mover-se numa nova direção se movendo em uma nova direção – além-fronteiras e nos países vizinhos. Esta quarta-feira, um misterioso incêndio em Makevka, na região de Donestk, fez crescer as suspeitas de que a Ucrânia está a atacar as infraestruturas russas. Na zona estavam quatro tanques de petróleo, assim como diversos camiões de abastecimento das tropas russas.

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Alguns dos incidentes são deliberados enquanto outros podem ser acidentais. Não se sabe se são um esforço coordenado, embora os ataques pareçam estar a ser dirigidos à cadeia de abastecimento militar da Rússia. Unidades de armazenamento de combustível, um depósito de munição e outros locais a menos de 160 quilómetros da fronteira ucraniana já foram atingidos. Outros alvos, já mais dentro das fronteiras da Rússia, sofreram incêndios com 24 horas de intervalo: instituto de pesquisa para sistemas de mísseis; fábrica química que produz propulsores de mísseis; e faculdade de engenharia ligada ao programa espacial russo.

Até agora, foram registados os seguintes ‘incidentes’:

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Março: Numa data não especificada, cinco centros de recrutamento em Moscovo foram incendiados nas regiões de Voronezh, Sverdlovsk e Ivanovo;

21 abril: Autoridades russas disseram que 17 pessoas morreram no Instituto de Pesquisa de Defesa Aeroespacial em Tver, a 180 km a noroeste de Moscovo, responsável pelo desenvolvimento do sistema S-400 AD e o míssil Kalibr;

21 abril: Fábrica de produtos químicos Dmitrievsky, na cidade de Kineshma, explodiu, a 950 km da Ucrânia;

22 abril: Cinco escritórios de alistamento militar russo foram incendiados em Ivanovo;

22 abril: O Korolev Rocket and Space Corporation Energia foi filmado em chamas na Rússia;

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23 abril: Complexo hidroelétrico em Kuban desmoronou;

25 abril: Depósito da Bryansk Oil, um local de produção da Rosneft, entrou em chamas;

25 abril: Base da força aérea militar de Ussuriysk em chamas;

28 abril: Um incêndio foi filmado dentro numa zona de construção em Minsk, na Bielorrússia;

28 abril: Carros marcados com o símbolo nacionalista russo ‘Z’ foram incendiados em Moscovo;

29 abril: Vários edifícios queimados na Rússia após um incêndio num centro comercial em Ishim;

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30 abril: Central de energia a carvão GRES-2 foi sabotada em Sakhalin;

1 maio: diversos vídeos documentaram tanques de combustível em chamas em Mytishchi, um depósito a apenas 30 minutos do Kremlin;

1 maio: Fotos sugeriraam que uma ponte ferroviária na região de Kursk, na Rússia, foi destruída devido a sabotagem;

2 maio: Incêndio numa fábrica de munições em Perm, perto dos Montes Urais;

3 maio: Incêndio numo edifício de uma gráfica de publicações pró-Kremlin, de quatro andares, que eclodiu no distrito urbano de Bogorodsk, na região de Moscovo;

4 maio: Surgiram imagens de um grande incêndio na zona industrial de Dzerzhinsky, na região de Nizhny Novgorod.

Até ao momento, a Ucrânia negou sempre qualquer responsabilidade.

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