O mistério mantinha-se há 26 anos e foi agora descoberto numa nova exploração submarina no fundo do Oceano Atlântico, com o apoio da OceanGate Expeditions. Junto ao Titanic, que afundou as 12 de abril de 1912, foi detetada uma “estrutura invulgar” que até agora não tinha tido a sua natureza aferida pelos cientistas.
Foi em 1996 que uma equipa liderada por Paul Henry Nargeolet captou, através de sinais de sonar, uma “formação estranha” na mesma área onde o Titanic estava afundado, a cerca de 3 mil metros de profundidade nas águas do Atlântico Norte, perto de Terra Nova, no Canadá.
A estrutura acabou por receber o nome de ‘crista de Nargeolet-Fanning’, em honra do primeiro investigador a fazer a descoberta e de Oisín Fanning, cuja expedição, dois anos mais tarde, veio confirmar a existência da formação detetada com sonares.
No entanto, permanecia o mistério dobre o que se poderia tratar. Os investigadores acreditavam que se tratasse de outro naufrágio no mesmo local, o que seria consistente com o observado no som detetado pelo sonar.
O mistério foi agora revelado, com a participação de Paul Henry Nargeolet. Na realidade, trata-se de uma gigantesca formação de rochas vulcânicas, algas e corais, densamente povoada de muitas espécies marinhas diferentes, que estão a fascinar a comunidade científica.
“Foi incrível explorar esta área e encontrar uma formação vulcânica cheia de vida”, declarou Nargeolet em comunicado.
“Estas formações, aparentemente de basalto, são notáveis e estamos espantados com a diversidade e densidade de esponjas, corais, lagostas e peixes que prosperam a 2900 metros de profundidade no Oceano Atlântico Norte”, aponta Steve W. Ross cientista-chefe da OceanGate Expeditions e professor no Centro de Ciências Marinhas da Universidade da Carolina do Norte.
Esta descoberta poderá mudar a perspetiva e o conhecimento apurado sobre a biodiversidade nas zonas mais profundas do Oceano, a perto de 3 mil metros de profundidade.
“É biologicamente fascinante. Os animais que ali vivem são muito diferentes dos que encontramos no plano abissal do oceano”, explica Murray Roberts, outro dos responsáveis pela investigação, em entrevista à CNN.













