Mistério resolvido 74 anos depois: encontrado o avião da Pan Am cujo desastre mudou a aviação para sempre

Aparelho, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, fazia o voo 526A entre San Juan, em Porto Rico, e o então aeroporto de Idlewild, hoje conhecido como JFK, em Nova Iorque

Francisco Laranjeira

Os destroços de um avião da Pan American Airways (Pan Am) que se despenhou ao largo de Porto Rico em 1952 foram finalmente localizados, 74 anos depois do acidente, no fundo do oceano Atlântico. Segundo o ‘The Independent’, a descoberta foi feita em junho por uma equipa do programa Expedition Unknown, do ‘Discovery Channel’, em colaboração com a Air/Sea Heritage Foundation e outras organizações.

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O aparelho, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, fazia o voo 526A entre San Juan, em Porto Rico, e o então aeroporto de Idlewild, hoje conhecido como JFK, em Nova Iorque.

A bordo seguiam 64 passageiros e cinco tripulantes.

Todos sobreviveram ao impacto… mas 52 acabaram por morrer

Poucos minutos após a descolagem, um dos motores da asa direita avariou. A tripulação decidiu regressar ao aeroporto, mas, durante a manobra, o segundo motor da mesma asa também deixou de funcionar.

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Perante a perda de potência, o comandante declarou emergência e optou por amarar no Atlântico.

O avião atingiu a água apenas nove minutos depois da descolagem, partiu-se em duas secções e afundou-se em menos de três minutos.

Embora todos os ocupantes tenham sobrevivido ao impacto inicial, 52 passageiros acabaram por morrer afogados. Apenas 12 passageiros e os cinco tripulantes conseguiram ser resgatados.

Pânico impediu muitos passageiros de escapar

De acordo com os relatos dos sobreviventes, muitos passageiros recusaram abandonar rapidamente o avião por recearem o mar agitado e a presença de tubarões, perdendo assim a oportunidade de entrar nos botes salva-vidas antes de a aeronave desaparecer sob a água.

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A investigação concluiu mais tarde que o acidente resultou de deficiências na manutenção e da utilização de componentes defeituosos.

Acidente mudou as regras da aviação

A tragédia teve consequências duradouras para a segurança aérea.

Na sequência do desastre, tornaram-se obrigatórias as demonstrações de segurança realizadas pela tripulação antes da descolagem, bem como instruções mais detalhadas sobre os procedimentos de emergência e a utilização dos equipamentos de sobrevivência.

Os destroços foram agora encontrados a cerca de 600 metros de profundidade, graças à utilização de sonar de alta resolução e drones submarinos autónomos.

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Para Russ Matthews, presidente da Air/Sea Heritage Foundation, a descoberta representa “um momento emocionante”, mas também uma oportunidade para recordar as vítimas de uma das tragédias que mais influenciou a evolução da segurança na aviação comercial.

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