Centenas de peixes mortos foram encontrados nas margens da albufeira da barragem de Póvoas e Meadas, na ribeira de Nisa, no concelho de Castelo de Vide. A autarquia de Nisa confirmou a situação em comunicado citado pelo jornal ‘Público’, alertando para a importância desta infraestrutura, que abastece aproximadamente 50 mil habitantes dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte de Sor e Sousel.
A Agência Portuguesa do Ambiente foi notificada pela Câmara de Nisa e esclareceu, numa nota oficial, que está a acompanhar o caso no terreno e através de análises laboratoriais às amostras de água recolhidas. Alguns dos peixes encontrados foram já enviados para um laboratório especializado, com o objetivo de determinar as causas da mortandade na albufeira de Póvoas e Meadas.
A APA não detetou até agora qualquer foco de descarga de águas residuais ou sinais de contaminação nas imediações. A agência indica ainda que os peixes mortos pertenciam essencialmente a uma única espécie exótica e apresentavam dimensões semelhantes, sem identificar qual.
Causas continuam por identificar
A Câmara de Nisa afirma que não existem, por agora, dados concretos que permitam esclarecer a origem do incidente. Foram recolhidas amostras de água para análise pelas entidades competentes, faltando ainda determinar se a causa está associada a fatores naturais, como alterações na qualidade da água, ou a potenciais descargas poluentes.
Até ao momento, não foi prestado qualquer esclarecimento sobre eventuais implicações na água tratada pela Estação de Tratamento de Água de Póvoa e Meadas, operada pela Águas do Vale do Tejo e localizada junto à albufeira.
Barragem é essencial para abastecimento e turismo
Além de ser a principal fonte de abastecimento público de grande parte dos concelhos do Alto Alentejo, a barragem de Póvoa e Meadas tem também relevância turística e social para a região, reforçando a preocupação das autoridades quanto ao impacto desta ocorrência.














