Ministro do Ambiente diz que situação da seca melhorou, mas não se pode “baixar a guarda”

Duarte Cordeiro esteve presente na sessão de inauguração do Parque dos Marmelos, um dos principais pulmões de Oliveira do Hospital

Executive Digest com Lusa

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, admitiu esta sexta-feira que as chuvas de setembro “ajudaram a estancar a perda de água em muitas barragens”, no entanto, avisou que não se pode “baixar a guarda”.

“Pode dizer-se que a situação é hoje melhor do que há duas semanas, mas não podemos baixar a guarda”, apontou.

Durante a sessão de inauguração do Parque dos Marmelos, um dos principais pulmões verdes da cidade de Oliveira do Hospital, Duarte Cordeiro destacou que as previsões de precipitação para o resto do mês e de outubro dão “alguma esperança”.

“Mas temos de ter bem a noção que o contexto é de uma alteração estrutural”, alertou.

Ao longo da sua intervenção, o representante do Governo indicou que as alterações climáticas são claramente um dos maiores desafios do país, bem como de toda a humanidade.

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“Este ano tivemos provas muito claras da urgência de nos adaptarmos a esta situação”, sustentou.

Duarte Cordeiro evidenciou ainda que este ano hidrológico, que termina dentro de uma semana e meia, foi “excecionalmente seco” na Europa e com grande impacto na Península Ibérica.

“Fomos afetados com quatro ondas de calor e vivemos a situação de seca hidrológica mais grave deste século, devido à conjugação invulgar de temperaturas e fraca precipitação. Este é o quinto ano seguido com precipitação abaixo da média”, referiu.

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Para mitigar os efeitos da seca, desde fevereiro que vêm sendo adotadas medidas, um pouco por todo o país, entre as quais “a restrição do uso de água para produção de eletricidade”, tendo sido também deixado um conjunto de recomendações para restrição de água de uso não essencial.

“O objetivo era muito simples: tentar moderar e poupar água para o que é essencial. Temos um território muito desigual e temos de trabalhar, desde logo, nesta dimensão essencial que é ter água para o nosso futuro”, concluiu.

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