O ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra admitiu, esta terça-feira, que não revelou empatia suficiente no Conselho Europeu e afirma agora que “apelar à solidariedade faz sentido”. Diz ainda que “uma União Europeia forte também é do interesse da Holanda”.
Estas foram, finalmente as declarações de Wopke Hoekstra às declarações do primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião do Conselho Europeu, onde foi discutida a resposta da UE à atual crise do coronavírus, e nas quais Costa sublinhava que o discurso do ministro holandês tinha sido “repugnante”.
Wopke Hoekstra, admitiu ainda à imprensa holandesa que esteve mal ao criticar os países do sul da UE na reunião do Conselho Europeu. “Deveríamos ter reagido melhor, inclusive eu”, afirmou, referindo-se à forma como contestou o recurso a ‘coronabonds’ para sair da crise económica na UE.
El ministro de Finanzas holandés, Wopke Hoekstra, admitió este martes no haber "mostrado la suficiente empatía" con los países del sur de Europa en la crisis por el coronavirus. pic.twitter.com/NWBb6HHquT
— EuroEFE (@euroefe) March 31, 2020
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Na referida reunião do Conselho Europeu extraordinário, realizada na passada quinta-feira, Hoekstra e o primeiro-ministro alemão Mark Rutte rejeitaram com veemência a emissão de dívida conjunta. O ministro das Finanças holandês teve uma declaração em que pediu que Espanha fosse investigada por não ter capacidade orçamental para fazer face à pandemia que originou crítica e palavras fortes de António Costa.
E foi perante esta posição de Hoekstra que António Costa afirmou, na conferência de imprensa final que este discurso foi “repugnante no quadro de uma União Europeia. E a expressão é mesmo essa. Repugnante. É uma absoluta inconsciência e uma mesquinhez recorrente que mina completamente aquilo que é o espírito da UE e que é uma ameaça ao futuro da UE”, reforçou o primeiro-ministro português.














