Ministro da Energia da Arábia Saudita promete que o reino irá perfurar até à “última molécula de petróleo”

O Príncipe Abdulaziz bin Salman, que durante vários anos foi procurador real e agora é ministro da Energia do reino da Arábia Saudita, foi um dos grandes protagonista da última reunião da OPEP.
Em junho, durante um evento privado organizado pelo Bank of America, o príncipe chegou mesmo a afirmar que a Arábia Saudita ainda “seria o último país do mundo a perfurar até extrair a última molécula de hidrocarboneto da Terra” (o principal componente do petróleo).
A frase foi citada por uma fonte próxima da família real, em declarações à Bloomberg, que por sua vez confirmou a afirmação com outras duas fontes da mesma natureza.

Esta segunda-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados, liderados pela Rússia, concordaram aumentar a produção conjunta de forma escalonada nos próximos cinco meses, a partir de agosto.

Em comunicado, citado pela EFE, o secretariado da OPEP explicou que o aumento da produção começará no próximo mês de agosto, com um acréscimo de 400 mil barris por dia (mbd), a cada mês, até dezembro.

Adicionalmente, os ministros da aliança, conhecida como OPEP+, concordaram em estender até o final de 2022 o corte de produção, previsto para abril de 2020, em 9,7 milhões de barris diários (mbd), que será reduzido para 3,8 mbd até dezembro, terminando assim a discussão acesa sobre limites de produção entre os ministros da Energia da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

O tempo de Abdulaziz como ministro da Energia, desde a sua nomeação em setembro de 2019,  tem sido talvez o período mais controverso da história da indústria petrolífera saudita, ofuscado apenas pela primeira e segunda crises petrolíferas na década de 1970.


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