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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 17:10:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Irão: Preço do Brent sobe 7% para 79,5 dólares após Trump ameaçar Teerão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Petróleo Brent]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do barril de petróleo Brent, uma referência na Europa, estava hoje a subir mais de 7%, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do barril de petróleo Brent, uma referência na Europa, estava hoje a subir mais de 7%, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo.</P><br />
<P>Pelas 16:22 (hora de Lisboa), o Brent estava a aumentar 7,2% para 79,48 dólares (cerca de 69,55 euros) por barril. </P><br />
<P>Ainda assim, o preço do Brent está abaixo do pico de quase 120 dólares (105 euros) por barril que atingiu no início da guerra do Médio Oriente. </P><br />
<P>Por sua vez, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, encareceu 7,01% para 75,38 dólares (quase 66 euros). </P><br />
<P>O Presidente norte-americano ameaçou hoje atacar o Irão pelo segundo dia consecutivo, visando nomeadamente infraestruturas civis, e tomar a ilha de Kharg, um importante polo petrolífero iraniano.</P><br />
<P>&#8220;Vamos atacá-los com força esta noite&#8221;, disse Donald Trump perante a imprensa em Ancara, Turquia, por ocasião da cimeira da NATO, quando questionado sobre o reinício dos ataques norte-americanos contra o Irão.</P><br />
<P>Se for necessário, adiantou o líder republicano, os Estados Unidos destruirão as centrais elétricas e as instalações de dessalinização do Irão, e ameaçou tomar o controlo da ilha de Kharg, atacada na terça-feira, uma vez que &#8220;não há nada que [os iranianos] possam fazer a esse respeito&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Atacámo-los com toda a força ontem [terça-feira] à noite [&#8230;]. Provavelmente voltaremos a atacá-los com toda a força esta noite&#8221;, afirmou Trump quando questionado sobre um possível regresso às hostilidades.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787031]]></sapo:autor>
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		<title>Combustível feito de óleo usado na sua cozinha pode salvar a aviação? A Europa já descobriu o problema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Neste]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
		<category><![CDATA[roterdao]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego aéreo]]></category>
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					<description><![CDATA[União Europeia já começou a apertar as regras. Desde o ano passado, 2% do combustível usado pelas aeronaves nos aeroportos da UE tem de ser sustentável. A meta vai subir gradualmente até atingir 70% em 2050]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O tráfego aéreo continua a crescer, os aeroportos anunciam expansões e a procura global por viagens de avião deverá mais do que duplicar até 2050. Mas a aviação enfrenta um problema difícil de resolver: é um dos setores mais complicados de descarbonizar e tem de chegar à neutralidade climática precisamente nesse horizonte.</p>
<p>A União Europeia já começou a apertar as regras. Desde o ano passado, 2% do combustível usado pelas aeronaves nos aeroportos da UE tem de ser sustentável. A meta vai subir gradualmente até atingir 70% em 2050, ao abrigo da legislação ReFuelEU Aviation. A intenção é reduzir a dependência do querosene fóssil, mas a transição levanta uma pergunta incómoda: haverá matéria-prima suficiente para alimentar a aviação sem criar uma nova dependência?</p>
<p>Segundo o &#8216;El Confidencial&#8217;, o combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, pode ser produzido a partir de resíduos agrícolas e florestais, algas, gorduras animais e óleo alimentar usado. Em teoria, até o óleo usado para fritar alimentos em casa pode acabar transformado em combustível para aviões.</p>
<p>A realidade industrial, porém, está longe da escala necessária. Existem cerca de 300 instalações no mundo em preparação para produzir SAF, mas apenas 22 estão atualmente em funcionamento, segundo dados citados pelo jornal espanhol a partir da Mission Possible Partnership, que acompanha projetos de descarbonização industrial.</p>
<p><strong>A maior biorrefinaria da Europa fica em Roterdão</strong></p>
<p>Uma das instalações mais relevantes fica no porto de Roterdão, nos Países Baixos. Pertence à petrolífera finlandesa Neste e opera há 15 anos entre terminais portuários, navios gigantes e fábricas ligadas à transição energética.</p>
<p>A biorrefinaria tem uma capacidade anual de 1,4 milhões de toneladas de produtos renováveis, das quais 500 mil toneladas são destinadas a combustível sustentável de aviação. O plano de expansão, entretanto adiado por um ano, prevê chegar a 2,7 milhões de toneladas por ano até 2027, com 1,2 milhões de toneladas dedicadas ao SAF. Se for concretizado, fará da instalação a maior biorrefinaria do mundo.</p>
<p>A vantagem da Neste está na escala e na experiência. “Conhecemos a cadeia de abastecimento e os processos melhor do que ninguém. Começámos a trabalhar com combustíveis renováveis no início dos anos 2000 e com SAF em 2011”, explicou ao &#8216;El Confidencial&#8217; Hanna van Luijk, vice-presidente de refinação de energias renováveis da Neste nos Países Baixos e responsável pela biorrefinaria.</p>
<p><strong>Como se imita o petróleo para o substituir</strong></p>
<p>A tecnologia usada pela empresa, chamada NExBTL, parte da mesma base do diesel renovável HVO. O processo remove moléculas de oxigénio e reconstrói os compostos para criar moléculas com propriedades semelhantes às dos hidrocarbonetos fósseis.</p>
<p>Na prática, o SAF imita o querosene que pretende substituir. As moléculas das matérias-primas são quebradas e reconstruídas para se comportarem como combustível de aviação convencional. O processo inclui técnicas que impedem o combustível de solidificar às temperaturas extremas registadas em altitude, que podem chegar aos -47 ºC.</p>
<p>A grande vantagem é que este combustível pode ser usado nos aviões atuais sem alterações nos motores. Por isso é chamado um combustível “drop-in”, ou seja, de substituição direta.</p>
<p>Mas ainda há uma limitação importante. As regras atuais não permitem abastecer um avião apenas com SAF. O combustível sustentável tem de ser misturado com querosene fóssil, normalmente até um limite máximo de 50%. A razão está nos motores mais antigos: os combustíveis fósseis contêm compostos aromáticos que influenciam o comportamento das juntas. O SAF é mais limpo, mas não reproduz esse efeito da mesma forma.</p>
<p><strong>Companhias aéreas já compram, mas a escala continua pequena</strong></p>
<p>A Neste já fornece SAF a companhias como Air France-KLM, United Airlines, Emirates, Lufthansa, Finnair e Singapore Airlines, além de aeroportos como Amesterdão e São Francisco. Também vende combustível sustentável a gigantes da logística, incluindo Amazon, FedEx e DHL.</p>
<p>Em Espanha, Iberia, Iberia Express, Level e Vueling compraram 28 mil toneladas de SAF à Repsol em 2024. A Repsol produz combustível sustentável em várias unidades espanholas, incluindo uma fábrica em Cartagena dedicada a combustíveis renováveis. Moeve e BP também produzem SAF, embora ainda em volumes limitados.</p>
<p>O problema é que estes números continuam muito longe da substituição total. Segundo a estimativa citada pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, Espanha precisaria de cerca de 30 biorrefinarias para descarbonizar completamente o transporte aéreo. À escala mundial, seriam necessárias centenas ou mesmo milhares de instalações deste tipo para satisfazer toda a procura de combustível de aviação.</p>
<p>E mesmo que as fábricas fossem construídas, faltaria outra coisa: matéria-prima.</p>
<p><strong>O novo risco: depender de óleo usado importado</strong></p>
<p>Grande parte do SAF produzido a partir de óleos e gorduras depende de óleo alimentar usado importado. Restaurantes, hotéis, indústrias alimentares, casas e até estádios em regiões como Ásia-Pacífico, Europa e Estados Unidos alimentam uma cadeia logística global que transporta esses resíduos até biorrefinarias europeias.</p>
<p>Essa logística tem custos ambientais. Marcos Raufast, responsável de projetos e políticas públicas da Ecodes e especialista em aviação, alerta que importar matérias-primas também gera emissões. Segundo dados da fundação citados pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, o transporte de óleo alimentar usado importado para produzir combustível HEFA emite mais de 24 mil toneladas de CO2, o equivalente a cerca de 300 mil viagens de ida e volta entre Lisboa e Porto por passageiro.</p>
<p>A Neste defende que, apesar das emissões na cadeia de abastecimento, o balanço global continua a ser melhor do que o dos combustíveis fósseis. A empresa afirma que os seus produtos renováveis permitiram aos clientes reduzir emissões em 14,2 milhões de toneladas.</p>
<p>Organizações ambientais e investigações jornalísticas, contudo, criticam a falta de transparência sobre as emissões dos processos industriais e da cadeia de fornecimento. A discussão central é saber se a redução obtida no uso final compensa a pegada criada pela recolha, transporte e transformação das matérias-primas.</p>
<p><strong>Nem a China teria óleo suficiente</strong></p>
<p>O limite físico é difícil de ignorar. Se a Europa tem de importar óleo alimentar usado, é porque não recolhe o suficiente internamente. Segundo a Ecodes, 85% da matéria-prima usada para biocombustíveis vem de países como Indonésia, Malásia, China, Estados Unidos ou Brasil.</p>
<p>No caso espanhol, apenas 16% do óleo alimentar transformado em querosene sustentável é de origem nacional. Cerca de 79% vem da Ásia. Para Raufast, isto mostra que será impossível satisfazer a procura de combustível de aviação apenas com o óleo usado recolhido em cada país. Nem a China, um dos maiores produtores mundiais deste resíduo, teria quantidade suficiente para produzir todo o SAF de que precisaria.</p>
<p>O risco é conhecido: substituir a dependência do petróleo por dependência de resíduos importados. “Replicar padrões como os das importações de combustíveis fósseis não é a melhor solução. Não nos dará soberania energética”, alerta Raufast.</p>
<p><strong>E-SAF pode ser solução, mas ainda não chegou à escala necessária</strong></p>
<p>A indústria procura alternativas. A Neste está a investigar novas matérias-primas, incluindo óleos e gorduras ácidas provenientes de águas residuais, lignocelulose e resíduos agrícolas e florestais.</p>
<p>Há também outras rotas tecnológicas para produzir SAF, como a conversão de metanol em combustível de aviação ou os e-SAF sintéticos, obtidos a partir de água, eletricidade renovável e CO2 capturado da atmosfera. Para Raufast, esta última é uma tecnologia verdadeiramente escalável, mas ainda enfrenta desafios de custo, produção e disponibilidade de eletricidade renovável.</p>
<p>O paradoxo da aviação está aqui: o setor precisa de crescer menos em emissões precisamente quando cresce mais em procura. O combustível sustentável é uma peça importante da transição, mas não é, por enquanto, uma solução completa.</p>
<p>O óleo de cozinha usado pode ajudar a descarbonizar parte dos voos. Não chega, contudo, para sustentar sozinho o futuro da aviação. E, se a Europa não acautelar a origem das matérias-primas, poderá trocar a velha dependência do petróleo por uma nova dependência global de resíduos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787024]]></sapo:autor>
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		<title>Canhões de água, bibliotecas-refúgio e ar condicionado: a Europa improvisa defesas contra o calor extremo que veio para ficar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Terceira grande vaga de calor deste verão voltou a empurrar temperaturas para perto dos 40 ºC em Portugal, Espanha e França, agravando incêndios, pressionando sistemas de saúde e expondo uma fragilidade crescente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Canhões de água em Berlim para refrescar pessoas na rua, bombeiros a levar mangueiras para as ruas de Praga, parisienses a mergulhar no Canal Saint-Martin e espanhóis a procurar abrigo em bibliotecas. A resposta imediata às ondas de calor extremas na Europa já parece saída de um manual de emergência urbana.</p>
<p>Mas o alívio é temporário. A terceira grande vaga de calor deste verão voltou a empurrar temperaturas para perto dos 40 ºC em Portugal, Espanha e França, agravando incêndios, pressionando sistemas de saúde e expondo uma fragilidade crescente: o continente que mais depressa aquece no mundo continua longe de estar preparado para viver com calor extremo.</p>
<p>Segundo o &#8216;Financial Times&#8217;, a ciência mais recente estima que o aquecimento médio global desde a era industrial esteja já próximo de 1,4 ºC. Na Europa, porém, o ritmo é muito superior. Samantha Burgess, vice-diretora do Copernicus, agência europeia de observação da Terra, lembra que o continente está a aquecer a mais do dobro da média global e que os europeus estão expostos a níveis de stress térmico sem precedentes devido à continuação da queima de combustíveis fósseis.</p>
<p>Os números já são pesados. Dados provisórios da saúde pública francesa apontam para cerca de 2.025 mortes em excesso em junho associadas à última vaga de calor. Uma estimativa para todo o continente elevou o total para 20 mil mortes.</p>
<p>A Organização Mundial da Saúde também deixou um aviso claro. Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, afirmou que a maior lacuna é o facto de nem metade dos Estados-membros da região europeia terem um plano nacional de ação para calor extremo.</p>
<p><strong>Bruxelas prepara plano, mas custo será elevado</strong></p>
<p>Todos os Estados-membros da União Europeia têm políticas nacionais de adaptação, além das metas de redução de emissões. A Comissão Europeia prepara agora um plano de resiliência climática para toda a economia, que deverá incluir renovação e desenho de edifícios, adaptação dos transportes e novas respostas ao calor extremo.</p>
<p>A UE também está a mobilizar a maior resposta transfronteiriça de sempre contra incêndios florestais, depois de mais de 200 mil hectares terem ardido em 2025. Quase 800 bombeiros serão posicionados estrategicamente em vários países para apoiar Estados onde os fogos se propaguem.</p>
<p>Ainda assim, muitas das responsabilidades recaem sobre autoridades nacionais e locais. E é aí que a preparação falha. Cidades como Paris, Bruxelas e Berlim têm edifícios envelhecidos, pouco adaptados ao calor, bairros densamente povoados, pouco acesso a zonas verdes e uma relação difícil com a instalação de ar condicionado.</p>
<p>Na Europa, apenas cerca de um quinto das habitações tem ar condicionado, segundo a Agência Internacional de Energia. A diferença entre países é enorme: cerca de 7% das casas na Alemanha têm ar condicionado, contra quase 80% na Grécia.</p>
<p>O custo da adaptação também será pesado. A Comissão Europeia estima que reforçar a resiliência climática possa custar até 70 mil milhões de euros por ano até 2050. Mas não agir poderá sair ainda mais caro: os danos causados por cheias, secas, incêndios e perda de atividade económica atingiram cerca de 90 mil milhões de euros em 2025.</p>
<p><strong>O calor também é desigual</strong></p>
<p>O calor extremo não atinge todos da mesma forma. Em Bruxelas, as autoridades estimam que as temperaturas noturnas possam ser até 9 ºC mais elevadas em zonas densamente povoadas e desfavorecidas do que nos bairros arborizados do sul da cidade, onde vive parte da elite económica e administrativa da capital belga.</p>
<p>Ans Persoons, responsável pelo ambiente e clima na cidade de Bruxelas, promete subsídios para melhorar a eficiência energética dos edifícios e desbloquear projetos de natação ao ar livre no canal e em piscinas públicas. Mas essas soluções não deverão estar prontas antes de 2032. “Em Bruxelas, temos muitas piscinas ao ar livre, mas estão todas em jardins privados”, disse ao &#8216;Financial Times&#8217;.</p>
<p>A desigualdade repete-se em várias cidades. Quem tem dinheiro instala climatização, vive em zonas arborizadas ou consegue mudar rotinas. Quem trabalha na rua, mora em apartamentos mal isolados ou depende de transportes e equipamentos públicos fica mais exposto.</p>
<p><strong>Madrid cria refúgios climáticos e Barcelona dá pulseiras a trabalhadores</strong></p>
<p>Espanha conhece bem o calor, mas também está a adaptar-se a uma nova intensidade de vagas extremas e incêndios. Depois dos fogos devastadores do ano passado, o Governo antecipou para janeiro a campanha anual de prevenção de incêndios, que antes começava em junho, e reforçou meios com aviões, helicópteros, drones e veículos todo-o-terreno.</p>
<p>O Ministério da Energia e Ambiente atualizou o plano de adaptação às alterações climáticas e propôs criar mais zonas verdes e sombreadas. Também anunciou 200 milhões de euros de um fundo nacional de eficiência energética para melhorar aquecimento e arrefecimento em escolas.</p>
<p>Em Barcelona, a autarquia está a usar receitas da taxa turística para instalar ar condicionado em centenas de escolas. A cidade começou ainda a distribuir pulseiras de alerta térmico a 1.400 trabalhadores ao ar livre, incluindo jardineiros e funcionários da limpeza urbana.</p>
<p>Várias câmaras municipais estão a transformar bibliotecas, centros desportivos e outros espaços públicos em “refúgios climáticos”. Madrid oferece mesmo sessões gratuitas de cinema, concertos e espetáculos de flamenco em espaços interiores refrigerados, para atrair pessoas sem ar condicionado em casa.</p>
<p><strong>Roma minimiza, mas bairros pobres sofrem mais</strong></p>
<p>Em Itália, a resposta política tem sido mais hesitante. Quando o Ministério da Saúde emitiu alerta vermelho para 18 cidades durante uma vaga de calor recente, Ignazio La Russa, presidente do Senado e cofundador dos Irmãos de Itália, partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, minimizou o tema.</p>
<p>“Dizem muitos sobre as alterações climáticas: ‘Meu Deus, vem aí um clima caribenho para a Europa’. Muito bem, mas as Caraíbas vivem com esse clima há muito tempo e sobrevivem. Isso significa que nos vamos habituar ao clima caribenho. Não significa que vamos todos morrer”, afirmou.</p>
<p>Críticos dizem que a retórica se reflete na política. Itália aprovou em 2023 um plano de adaptação às alterações climáticas para ajudar habitantes urbanos a lidar com calor extremo, mas pouco fez para o implementar.</p>
<p>Mariateresa Imparato, da organização ambiental Legambiente, afirma que o plano está “basicamente na gaveta”. Embora muitos centros históricos italianos tenham sido construídos com alguma adaptação ao calor, os bairros mais recentes e pobres estão pior preparados, com falta de árvores, espaços verdes inacessíveis e paragens de transportes sem sombra.</p>
<p><strong>Berlim foge para os lagos</strong></p>
<p>Na Alemanha, Berlim ultrapassou os 41 ºC em junho, um novo recorde para esse mês. Muitos habitantes fugiram para lagos e zonas balneares, mas a capital alemã só aprovou a sua primeira estratégia contra o calor no fim do ano passado, mais de duas décadas depois de Paris ter adotado uma, após a vaga de calor mortal de 2003.</p>
<p>O plano de Berlim inclui plantar árvores, instalar fontes de água potável e criar edifícios mais resistentes ao calor. Mas o mapeamento dos locais frescos continua incompleto.</p>
<p>O problema é também estrutural. O sistema federal alemão, dividido em 16 Estados, dificulta uma estratégia nacional coordenada. Apenas sete Estados têm planos municipais de proteção contra o calor.</p>
<p>O Governo de Friedrich Merz comprometeu-se a investir cerca de 10 mil milhões de euros por ano em resiliência climática durante a próxima década. Mas a implementação prática depende muitas vezes de municípios com falta de pessoal e capacidade técnica. Se a prevenção falhar, alertam especialistas, aumentarão os custos de saúde, a mortalidade, o absentismo laboral e os danos nas infraestruturas.</p>
<p><strong>Paris corre para o ar condicionado</strong></p>
<p>Em França, os 40 ºC registados em junho reacenderam a disputa política sobre a preparação do país. A União Nacional, de extrema-direita, que já teve posições céticas sobre o clima, defende agora um plano nacional massivo para instalar ar condicionado em escolas, hospitais e lares.</p>
<p>O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que o ar condicionado pode fazer parte da solução, mas não deve ser uma “resposta automática” devido ao custo. Ainda assim, ordenou a compra urgente de 100 milhões de euros em unidades de refrigeração e ventiladores para hospitais e pediu aos carteiros que verificassem o estado de pessoas isoladas em casa.</p>
<p>França enfrenta ainda um problema arquitetónico. Muitos edifícios são difíceis de adaptar por causa das regras de preservação histórica, sobretudo em Paris, onde os telhados de zinco e metal do período haussmanniano estão sujeitos a restrições que dificultam até soluções simples como portadas exteriores.</p>
<p>Na vaga de calor recente, a maioria dos idosos morreu em casa e não em lares, ao contrário do que aconteceu em 2003, quando cerca de 15 mil pessoas morreram em França. O Governo usa esse dado para argumentar que houve progressos, mas a nova realidade mostra que o risco se deslocou para pessoas isoladas nas suas habitações.</p>
<p><strong>Zurique usa água fria dos lagos</strong></p>
<p>Na Suíça, onde o aquecimento é ainda mais rápido do que no resto da Europa, as autoridades estão a aproveitar os lagos como resposta ao calor. O derretimento de glaciares e neve expõe mais solo escuro, que absorve calor e acelera o aquecimento.</p>
<p>Genebra está a investir no sistema GeniLac, que retira água do lago a cerca de 45 metros de profundidade, onde a temperatura se mantém perto dos 7 ºC durante todo o ano. A água é usada para arrefecimento direto e aquecimento através de bombas de calor. O sistema poderá custar até 900 milhões de francos suíços, cerca de 960 milhões de euros.</p>
<p>Outras cidades suíças planeiam projetos semelhantes nos lagos de Zurique, Lugano e Lucerna. Zurique já aprovou mais de 300 milhões de francos suíços para o sistema CoolCity no centro da cidade.</p>
<p>Ainda assim, há pressão para aliviar as regras apertadas sobre ar condicionado, tradicionalmente limitado por receios de aumento do consumo elétrico e produção de calor residual. As autoridades de Genebra admitem simplificar procedimentos para instalação residencial, defendendo que o arrefecimento “não deve ser demonizado”.</p>
<p><strong>Atenas reorganiza a vida em torno do calor</strong></p>
<p>Em Atenas, temperaturas acima dos 35 ºC são comuns no verão, mas nos últimos cinco anos os termómetros têm ultrapassado os 40 ºC, com noites cada vez mais quentes devido ao betão que retém calor depois do pôr do sol.</p>
<p>A cidade tem uma responsável dedicada ao calor desde 2020 e classifica as ondas de calor de acordo com o risco para a saúde, usando dados meteorológicos e de mortalidade. Disponibiliza mapas térmicos em tempo real, pontos de arrefecimento, rotas pedonais mais seguras e uma linha telefónica de aconselhamento médico.</p>
<p>Atenas publicou também um guia de sobrevivência que recomenda reorganizar o dia em função do calor: fazer recados nas horas mais frescas, evitar deslocações desnecessárias ao meio-dia, usar chapéu e roupa clara, tomar duches frios e procurar locais frescos.</p>
<p>A cidade conta ainda com quatro satélites lançados em maio para monitorizar incêndios e tem recuperado antigas fontes subterrâneas de água. Mas continua a ser uma capital densa, com pouco espaço verde, tráfego poluente e blocos de apartamentos que funcionam como radiadores urbanos.</p>
<p>A Europa já entrou numa nova fase climática. A discussão deixou de ser apenas sobre reduzir emissões e passou também a ser sobre como viver, trabalhar, dormir, circular e proteger os mais vulneráveis num continente onde o calor extremo deixou de ser exceção.</p>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa e só a Galp fica em terreno positivo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:29:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 1,77% para 9.085,24 pontos, em linha com a restante Europa, e com apenas a Galp em terreno positivo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 1,77% para 9.085,24 pontos, em linha com a restante Europa, e com apenas a Galp em terreno positivo.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, 15 desceram e a Galp avançou 4,20% para 19,75 euros.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Teixeira Duarte, que totalizou menos 5,28% para 0,50 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Madrid retrocedeu 2,73%, Frankfurt 2,23%, Paris 2,18% e Londres 1,66%.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787002]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo no Centro terá lucrado milhões de euros com regularização fraudulenta de migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[imigração ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação policial "Neblina Atlântica" levou à detenção de cinco pessoas, entre as quais um funcionário das Finanças a trabalhar na região Centro, e à constituição de outros 15 arguidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um alegado grupo criminoso, em que participava um chefe de um serviço das Finanças, terá lucrado milhões de euros com a regularização fraudulenta de milhares de migrantes, a maioria a viver noutros países da Europa, afirmou hoje a PJ.</p>
<p>A operação policial &#8220;Neblina Atlântica&#8221; levou à detenção de cinco pessoas, entre as quais um funcionário das Finanças a trabalhar na região Centro, e à constituição de outros 15 arguidos, num processo que procurava desmantelar um grupo que terá regularizado milhares de imigrantes, oriundos, sobretudo, do Brasil, disse o diretor da Diretoria do Centro, Avelino Lima, em conferência de imprensa realizada hoje.</p>
<p>De acordo com o responsável da Polícia Judiciária (PJ) do Centro, o grupo atuava sobretudo na região, nomeadamente entre Cantanhede e Mealhada, estando, entre os detidos, uma contabilista, uma empresária em nome individual e um empresário da área da silvicultura.</p>
<p>Os detidos, todos cidadãos portugueses, terão criado um grupo que se mascarava junto dos migrantes como &#8220;um prestador de serviços&#8221; a operar legalmente, cobrando, à cabeça, 200 euros por cada processo iniciado, aclarou.</p>
<p>Mediante as necessidades de cada processo de regularização, o grupo cobrava outros valores, assegurando questões como a criação do número de identificação fiscal, o registo de contratos de trabalho em empresas, &#8220;umas reais, outras fictícias&#8221; ou ainda a qualificação dos seus clientes como trabalhadores a título individual, passando recibos verdes, disse Avelino Lima.</p>
<p>Segundo o diretor da PJ do Centro, apenas uma das empresas envolvidas &#8212; do empresário detido &#8212; terá sido responsável pela emissão de recibos no valor de 1,5 milhões de euros.</p>
<p>A &#8220;grande maioria&#8221; dos imigrantes que pagou por estes serviços &#8220;não está sequer em Portugal&#8221;, encontrando-se sobretudo a viver na Bélgica, França e Suíça, acrescentou.</p>
<p>Avelino Lima afirmou que poderão estar em causa perto de dez mil imigrantes associados a este grupo, mas admitiu que o número ainda está a ser apurado, recordando que há processos iniciados em 2022.</p>
<p>No entanto, apenas uma das pessoas detidas &#8220;era representante de mais de 3.500 imigrantes&#8221;, salientou.</p>
<p>O responsável realçou que o grupo terá tido proveitos económicos na ordem dos milhões de euros.</p>
<p>Avelino Lima considerou que este tipo de investigação é &#8220;extremamente complexa e exigente&#8221;, referindo que, além do crime de auxílio à imigração ilegal, poderão estar em causa crimes como corrupção ativa, passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal.</p>
<p>O diretor da PJ do Centro alertou para a capacidade que estes grupos têm para se infiltrarem em estruturas do Estado &#8212; face aos proveitos económicos que geram.</p>
<p>No entanto, Avelino Lima realçou que a PJ e a Justiça têm feito &#8220;o seu caminho&#8221;, considerando que todos os institutos públicos &#8220;têm que estar preparados e atuar em conformidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de uma atividade que, tendo em vista aquilo que é obtido ou tentado obter pelas organizações criminosas, vão tentar sempre conseguir infiltrar-se em três organismos: Finanças, Segurança Social e AIMA [Agência para a Integração Migrações e Asilo]&#8221;, vincou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787008]]></sapo:autor>
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		<title>Crise nos exames ameaça férias dos professores e pode obrigar escolas a pagar indemnizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:26:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A situação surge numa altura em que os atrasos, as falhas técnicas e os problemas na plataforma continuam a pressionar o processo dos exames nacionais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A crise na correção dos exames nacionais pode deixar de afetar apenas o calendário dos alunos e passar também para a gestão das férias dos professores. Com a segunda fase adiada e os prazos de classificação apertados, alguns docentes poderão ser chamados a corrigir provas em períodos de descanso já aprovados.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://expresso.pt/educacao/2026-07-08-atrasos-nos-exames-professores-podem-ter-de-remarcar-ferias-e-ser-indemnizados-por-isso-7e098786" target="_blank" rel="noopener">Expresso</a>, há escolas que já estão a tentar perceber se os professores classificadores admitem alterar as férias para garantir a correção das provas. A situação surge numa altura em que os atrasos, as falhas técnicas e os problemas na plataforma continuam a pressionar o processo dos exames nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Férias só devem mudar com decisão formal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O ponto central está na forma como essa alteração pode ser feita. O movimento Missão Escola Pública alerta que os professores podem ser chamados a trabalhar durante as férias quando existam necessidades imperiosas de funcionamento do serviço, mas lembra que essa decisão tem consequências legais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota, porta-voz do movimento, defende que os docentes não devem assumir voluntariamente a mudança dos dias de descanso. A recomendação é que qualquer alteração seja determinada formalmente pelas direções escolares, para que os professores possam ser ressarcidos de eventuais prejuízos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Expresso, a preocupação passa precisamente por evitar que a mudança seja tratada como uma disponibilidade pessoal do docente. Se for o empregador a alterar ou interromper férias já marcadas, os professores podem ter direito a indemnização por despesas entretanto assumidas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fenprof quer instruções claras do Ministério</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Fenprof também já recebeu relatos de contactos feitos por direções escolares a professores sobre a possibilidade de adiarem férias. Para José Feliciano Costa, secretário-geral da federação, as escolas não devem avançar sem uma orientação clara do Ministério da Educação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O dirigente sindical sustenta que, se os docentes forem impedidos de gozar férias no período aprovado, terão de ser compensados por custos já suportados. Em causa podem estar reservas, viagens ou outras despesas associadas ao descanso entretanto marcado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pressão acumula-se sobre os classificadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eventual alteração das férias soma-se a um período já sobrecarregado para os professores. Além da correção dos exames, muitos docentes continuam envolvidos em tarefas de encerramento e preparação do ano letivo, incluindo funções de direção de turma, matrículas, organização de turmas, gestão de kits digitais e inventários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o movimento Missão Escola Pública, esta acumulação pode agravar o desgaste da classe docente e prolongar os efeitos da crise até ao arranque do próximo ano letivo. A preocupação é que a falta de descanso se junte ao esforço adicional provocado pelos constrangimentos dos exames.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Plataforma continua a falhar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As dificuldades técnicas não desapareceram. A plataforma de correção esteve suspensa durante a madrugada desta quarta-feira, mas, durante a manhã, as atualizações ainda não eram visíveis, segundo o relato da porta-voz do MEP.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota afirma que o sistema continua a bloquear, a impedir a gravação de conteúdos e a deixar alguns professores sem condições para classificar provas. As classificações têm de ser entregues até 14 de julho, mas a Fenprof admite dúvidas sobre a capacidade de cumprir esse prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Processo criticado pelos professores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">José Feliciano Costa considera que a situação podia ter sido evitada. O dirigente da Fenprof critica a forma como o sistema foi lançado, apontando falta de testes completos e ausência de um plano de contingência.</p>
<p>O adiamento da segunda fase dos exames nacionais e os constrangimentos na classificação criaram um efeito em cadeia que pode atingir alunos, escolas e professores. Para já, a dúvida é se a correção das provas obrigará a mexer formalmente nas férias dos docentes — e, nesse caso, quem assumirá os custos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787006]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médico condenado a prisão perpétua por matar 15 doentes: Alemanha investiga mais 76 casos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medico-condenado-a-prisao-perpetua-por-matar-15-doentes-alemanha-investiga-mais-76-casos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Tribunal de Berlim considerou o médico de 41 anos, identificado apenas como Johannes M., culpado pela morte de 12 mulheres e três homens entre setembro de 2021 e julho de 2024]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um médico alemão de cuidados paliativos foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio de 15 doentes, num caso que as autoridades admitem poder ser apenas uma parte de uma investigação muito mais ampla.</p>
<p>Segundo a &#8216;BBC&#8217;, o tribunal de Berlim considerou o médico de 41 anos, identificado apenas como Johannes M., de acordo com as regras alemãs de privacidade, culpado pela morte de 12 mulheres e três homens entre setembro de 2021 e julho de 2024.</p>
<p>As vítimas tinham entre 25 e 94 anos. Todas estavam gravemente doentes, mas o tribunal ouviu que a morte não era iminente em nenhum dos casos.</p>
<p>De acordo com a acusação, o médico administrava, durante visitas domiciliárias, combinações letais de medicamentos sem o consentimento dos doentes. Em várias situações, terá ainda ateado fogos para tentar ocultar os crimes.</p>
<p>Num dos episódios mais graves descritos pelos procuradores, em julho de 2024, pouco antes da detenção, o médico matou dois pacientes no mesmo dia: um homem de 75 anos, em casa, no centro de Berlim, e, algumas horas depois, uma mulher de 76 anos noutro bairro da cidade. Segundo a acusação, tentou depois incendiar a casa da mulher, mas sem sucesso.</p>
<p>Durante grande parte do julgamento, que se prolongou por cerca de um ano, o médico manteve-se em silêncio. No mês passado, porém, confessou ter “matado pessoas”, admitindo a morte de 12 dos seus pacientes gravemente doentes.</p>
<p>Em tribunal, afirmou que se tinha convencido de que estava a agir corretamente, ao poupar os doentes ao “sofrimento e à enfermidade”. “Durante todo o processo, pensei que esta era a melhor coisa para todos”, declarou, antes de pedir desculpa pelo sofrimento causado.</p>
<p>A explicação não convenceu familiares das vítimas. A mãe da vítima mais jovem, uma mulher de 25 anos que morreu em 2021, disse em lágrimas que a filha nunca tinha afirmado que não queria continuar a viver. O filho de uma mulher de 72 anos, morta em 2024, contou que a mãe tinha planos para viajar até ao mar Báltico com a irmã. “A minha mãe queria continuar a viver”, afirmou.</p>
<p>O tribunal considerou a culpa do médico particularmente grave, o que na Alemanha limita de forma significativa a possibilidade de libertação antecipada. Além da prisão perpétua, foi ordenada detenção preventiva após o cumprimento da pena e aplicada uma proibição vitalícia de exercer medicina.</p>
<p>As autoridades suspeitam que o médico possa ter matado outros pacientes. Os procuradores estão atualmente a investigar mais 76 casos.</p>
<p>Segundo a imprensa alemã, se essas suspeitas forem confirmadas e resultarem em novas condenações, este poderá tornar-se um dos maiores casos de assassínio em série da história recente da Alemanha.</p>
<p>O médico disse ao tribunal que pretende colaborar “muito mais cedo” nos próximos processos. Para as famílias das vítimas, porém, a sentença deixa uma resposta judicial pesada, mas não encerra a pergunta que atravessa todo o caso: quantos doentes terão morrido às mãos de quem devia aliviar o seu sofrimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786995]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames nacionais: sócia da empresa do sistema digital foi assessora de Carlos Moedas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/exames-nacionais-socia-da-empresa-do-sistema-digital-foi-assessora-de-carlos-moedas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A identificação da empresa surgiu depois de vários dias de indefinição sobre quem estava envolvido no tratamento do sistema que tem estado no centro das críticas de professores, alunos e partidos da oposição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A polémica em torno da correção digital dos exames nacionais ganhou um novo dado político. A empresa associada ao sistema usado no processo, a BLAT &#8211; Creative Powerhouse Lda., tem entre as suas sócias Inês Catarino, antiga assessora de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa e ligada à campanha autárquica do presidente da autarquia em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/socia-da-empresa-por-tras-de-exames-nacionais-e-antiga-assessora-de-carlos-moedas" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>, a identificação da empresa surgiu depois de vários dias de indefinição sobre quem estava envolvido no tratamento do sistema que tem estado no centro das críticas de professores, alunos e partidos da oposição. A correção dos exames do 11.º e 12.º anos passou este ano a ser feita digitalmente, embora as provas tenham sido realizadas em papel.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da comunicação digital aos exames nacionais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A BLAT apresenta-se publicamente como uma agência de marketing digital. Na página da empresa, segundo a Sábado, não surgem referências a experiência específica em tratamento informático de exames, plataformas de avaliação escolar ou sistemas de classificação de provas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O conteúdo disponível no site da agência está sobretudo ligado a redes sociais e estratégia digital, com textos sobre publicações no Instagram e tendências de social media. Ainda assim, a empresa foi contratada em 2023 pelo Instituto de Avaliação Educativa para atualizar o Sistema de Classificação Online do IAVE, num contrato com duração de cinco meses, celebrado quando a empresa usava outra designação.</p>
<p class="isSelectedEnd">No âmbito do PRR, a BLAT surge também como fornecedora com contratos acima dos 30 mil euros. Desse total, 19 mil euros dizem respeito a projetos relacionados com a Transição Digital na Educação, através do ajuste direto feito em 2023 com o IAVE.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sócia recebeu louvor de Moedas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Inês Catarino entrou na sociedade da BLAT em novembro de 2022, juntamente com Inês Fernandes. A antiga assessora surgia associada à empresa como responsável pela área de redes sociais, embora essa ligação já não esteja disponível a partir da página principal da agência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da ligação conhecida à empresa, Inês Catarino tinha trabalhado com Carlos Moedas. Em 2023, assinou um contrato de prestação de serviços com a Câmara de Lisboa para funções de assessoria ao presidente da autarquia. O valor mensal era de cerca de 3.750 euros, acrescido de IVA, o que representava aproximadamente 4.615 euros por mês e mais de 100 mil euros em menos de dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em julho de 2025, Carlos Moedas atribuiu-lhe um louvor pelo trabalho desenvolvido no seu gabinete, destacando qualidades como empenho, competência, rigor e disponibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Serviços a eurodeputada e campanhas políticas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A BLAT também presta serviços à eurodeputada do PSD Lídia Pereira. A social-democrata explicou à Sábado que a contratação ocorreu em 2019, cumprindo as regras exigidas pelo Parlamento Europeu, e que o contrato foi recentemente renovado após um processo com outros concorrentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a mesma explicação, os pagamentos variam em função dos serviços de comunicação realizados e não ultrapassam 2.300 euros mensais mais IVA.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Sábado refere ainda que a empresa participou em várias campanhas eleitorais do PSD e que uma versão anterior da página da BLAT, datada de maio, apresentava PS e PSD como clientes. A versão atual do site já não inclui essa referência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alegada fuga de dados não foi confirmada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa foi também associada, em maio, a rumores sobre uma eventual fuga de informação. As suspeitas, não confirmadas, apontavam para a divulgação de dados de 127 dirigentes do PSD e de académicos de universidades portuguesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Circularam imagens que sugeriam que essa informação teria sido colocada à venda na dark web. A BLAT foi contactada pela Sábado, mas não respondeu às perguntas até à publicação da notícia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Falhas na correção digital mantêm exames sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso surge numa altura em que os exames nacionais continuam envoltos em contestação. As provas foram feitas em papel, mas o processo de correção passou a depender da digitalização das respostas e da distribuição eletrónica aos professores classificadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os docentes têm denunciado atrasos na disponibilização das provas, falhas técnicas na plataforma e erros na digitalização das folhas de resposta. O Governo anunciou entretanto o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fernando Alexandre afirmou que os problemas técnicos estavam resolvidos, mas confirmou depois que a plataforma usada na correção ficaria indisponível durante duas horas, entre as 00h00 e as 02h00 desta quarta-feira. A segunda fase dos exames foi remarcada para os dias 21 a 24 de julho, com o ministro da Educação a dizer que acredita que decorrerá de forma exemplar.</p>
<p>Mais de 5.700 pessoas já subscreveram uma petição a pedir a anulação dos exames nacionais deste ano, sem prejuízo para os alunos, por considerarem que as falhas técnicas comprometem a validade do processo. A oposição também tem exigido explicações ao Governo.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786991]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Incêndios: Bruxelas salienta apoio a Portugal e alerta para arranque precoce da época de fogos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendios-bruxelas-salienta-apoio-a-portugal-e-alerta-para-arranque-precoce-da-epoca-de-fogos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Hadja Lahbib apontou que "a época de incêndios começou de forma invulgarmente precoce, com duas ativações do Mecanismo já no final de abril e início de maio"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia salientou hoje o apoio prestado a Portugal devido aos fogos que deflagram no país na semana passada, alertando para ondas de calor cada vez mais extremas, que causam o arranque precoce da época de incêndios.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dias, Portugal e França solicitaram assistência devido a incêndios florestais graves. Em resposta, foram destacados nove aviões da rescEU [reserva estratégica da União Europeia], três para Portugal e seis para França&#8221;, disse a comissária europeia para a Preparação, Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, na sessão plenária do Parlamento Europeu.</p>
<p>Falando num debate sobre a resposta da União Europeia às ondas de calor e aos incêndios florestais, na cidade francesa de Estrasburgo, Hadja Lahbib apontou que &#8220;a época de incêndios começou de forma invulgarmente precoce, com duas ativações do Mecanismo já no final de abril e início de maio&#8221;.</p>
<p>Embora o Mecanismo de Proteção Civil da União ainda não tenha sido ativado em resposta a emergências relacionadas com ondas de calor, a comissária europeia apontou que as altas temperaturas &#8220;aumentam o risco de incêndios florestais&#8221;.</p>
<p>&#8220;No ano passado, mais de um milhão de hectares arderam em toda a UE, o valor mais elevado alguma vez registado, o que levou a 19 pedidos de assistência ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União. Este é o maior número de sempre&#8221;, observou.</p>
<p>De acordo com Hadja Lahbib, &#8220;esta situação exige uma ação rápida&#8221; e, por isso, &#8220;a Comissão Europeia já tomou um conjunto de medidas nas áreas da prevenção, preparação, resposta e recuperação&#8221;.</p>
<p>Foi aliás devido ao &#8220;reforço da preparação operacional&#8221; para esta época que foi possível apoiar Portugal no combate aos incêndios rurais com a chegada de 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha, bem como de dois aviões anfíbios enviados por Itália, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.</p>
<p>Mais de 15.000 hectares arderam em Portugal nos primeiros dias de julho, tendo a área ardida duplicado entre 01 e 05, revelam dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).</p>
<p>Segundo o SGIFR, gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, os 4.592 incêndios florestais registados este ano provocaram 30.155 hectares de área queimada.</p>
<p>Em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou, registando-se este ano a maior desde 2017.</p>
<p>Na sua intervenção, Hadja Lahbib assinalou ainda que &#8220;o Fundo de Solidariedade da União Europeia continua a desempenhar um papel importante, prestando apoio financeiro aos Estados-membros&#8221; situações de desastres naturais e emergências, e que &#8220;a política de coesão e os respetivos financiamentos desempenham um papel fundamental no reforço da resiliência&#8221;.</p>
<p>A comissária europeia anunciou, ainda, um novo Quadro Europeu Integrado para a Resiliência Climática, cuja adoção está prevista para o final deste ano.</p>
<p>Para esta época de incêndios, Bruxelas tem 777 bombeiros de 14 países destacados em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre para permitir uma resposta mais rápida às emergências.</p>
<p>A capacidade europeia para este verão inclui 22 aviões de combate a incêndios, cinco helicópteros e 22 equipas terrestres certificadas distribuídas por 10 Estados-membros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786975]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia transforma mar de Azov em armadilha para navios russos: 21 embarcações atingidas em 72 horas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mar de Azov]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Ucrânia intensificou os ataques contra navios mercantes russos no mar de Azov, com o objetivo de perturbar o abastecimento de combustível à Crimeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia afirma ter atingido mais nove petroleiros russos da chamada “frota-sombra” no mar de Azov durante a madrugada desta quarta-feira, prolongando uma operação marítima destinada a travar o abastecimento de combustível à Crimeia ocupada.</p>
<p>Segundo o &#8216;Euromaidan Press&#8217;, Robert Brovdi, conhecido como “Madyar” e comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, afirmou que as equipas de drones atacaram nove navios durante a noite. O balanço anunciado por Kiev sobe assim para 21 embarcações atingidas em 72 horas: 19 petroleiros sob sanções, um cargueiro e um ferry em Kerch.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">9 more Russian shadow fleet tankers hit in Azov Sea last night</p>
<p>Drone forces commander Robert Brovdi says that brings the toll to 21 vessels in 72 hours: 19 tankers hauling fuel toward occupied Crimea, one cargo ship, and one ferry in the occupied port city of Kerch. </p>
<p>📹 Robert… <a href="https://t.co/l8ISyOpjES">pic.twitter.com/l8ISyOpjES</a></p>
<p>&mdash; Euromaidan Press (@EuromaidanPress) <a href="https://x.com/EuromaidanPress/status/2074769910014603274?ref_src=twsrc%5Etfw">July 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A operação começou na passada segunda-feira e, nos dois primeiros dias, os drones ucranianos atingiram 12 petroleiros que transportavam gasolina pelo mar de Azov em direção à península ocupada. Os ataques foram atribuídos a unidades como a “Kairos”, da 414.ª Brigada “Madyar’s Birds”, ao 413.º Regimento “Raid” e ao 1.º Centro das Forças de Sistemas Não Tripulados.</p>
<p>O &#8216;Financial Times&#8217; também noticiou que a Ucrânia intensificou os ataques contra navios mercantes russos no mar de Azov, com o objetivo de perturbar o abastecimento de combustível à Crimeia. Segundo o jornal, Kiev afirma ter atingido 21 embarcações em três dias, incluindo petroleiros, um cargueiro e um ferry perto de Kerch.</p>
<p>A confirmação parcial veio de Moscovo. O governador da região russa de Rostov, Yuri Slyusar, afirmou que dois petroleiros foram danificados num ataque de drones na baía de Taganrog, quando seguiam em direção a Rostov-on-Don. Segundo Slyusar, dois tripulantes ficaram feridos, as embarcações estariam vazias e não houve derrame de produtos petrolíferos.</p>
<p>Os ataques fazem parte de uma campanha ucraniana mais ampla contra as rotas logísticas russas no sul ocupado. A Crimeia, anexada ilegalmente pela Rússia em 2014, tem enfrentado dificuldades crescentes de abastecimento, incluindo racionamento de combustível e apagões rotativos, segundo a imprensa ucraniana.</p>
<p>Na mesma noite, Brovdi afirmou que os drones ucranianos atingiram 53 alvos militares em profundidade operacional na Crimeia ocupada e no sul ocupado. Entre os alvos estarão seis subestações elétricas, elevando para 50 o número de nós energéticos atingidos entre 1 e 8 de julho, no que Kiev descreve como uma campanha para desligar a infraestrutura que sustenta a ocupação.</p>
<p>O Serviço de Segurança da Ucrânia, SBU, também anunciou novos ataques contra alvos russos na Crimeia e em territórios ocupados. Segundo a agência, a unidade especial Alpha atingiu a base aérea militar de Dzhankoi, incluindo estações de retransmissão associadas a drones russos Orion e depósitos de armas e equipamento.</p>
<p>A ofensiva ucraniana terá visado ainda infraestruturas portuárias em Kerch e depósitos de munições e combustível em Novohryhorivka e Chervone. No Donetsk ocupado, o SBU disse ter destruído um centro logístico perto de Pokrovsk com drones, sistemas robóticos terrestres e munições.</p>
<p>Também foram relatados ataques contra bases de operadores de drones russos em Komysh-Zoria e Kamianka, na região ocupada de Zaporizhzhia, e contra depósitos em Hranitne e Styla, na região de Donetsk. O SBU afirmou que os ataques mataram pilotos de drones e comandantes de unidades russas, informação que não pôde ser confirmada de forma independente.</p>
<p>A operação surge depois de outros ataques ucranianos contra os aeródromos de Saky e Hvardiiske, na Crimeia, a 1 e 3 de julho. Segundo Kiev, esses ataques danificaram ou destruíram cerca de sete aeronaves em Saky e atingiram hangares em Hvardiiske onde estariam armazenados drones Shahed e equipamento de aviação.</p>
<p>Ao atacar petroleiros, portos, subestações, bases aéreas e depósitos, a Ucrânia procura atingir o mesmo objetivo por várias vias: tornar mais difícil, caro e arriscado abastecer a Crimeia ocupada e as forças russas no sul. O mar de Azov, que Moscovo tratava como corredor logístico seguro, tornou-se agora uma frente vulnerável à guerra de drones.</p>
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		<title>Ormuz volta a incendiar o Médio Oriente: Irão ataca bases dos EUA e petróleo sobe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Kuwait]]></category>
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					<description><![CDATA[Teerão declarou ter lançado uma operação conjunta com mísseis e drones contra instalações militares dos EUA em Bandar Salman, no Bahrain, e na base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado alvos militares dos EUA no Bahrain e no Kuwait, numa nova escalada que ameaça destruir o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerão e volta a colocar o Estreito de Ormuz no centro da crise energética mundial.</p>
<p>Segundo o ‘The Times’, Teerão declarou ter lançado uma operação conjunta com mísseis e drones contra instalações militares dos EUA em Bandar Salman, no Bahrain, e na base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait. A Guarda Revolucionária disse ainda ter abatido um drone MQ-9 americano que estaria a tentar interferir na operação.</p>
<p>As autoridades do Bahrain e do Kuwait acionaram sirenes de alerta aéreo e o exército kuwaitiano afirmou que as defesas aéreas estavam a responder a ataques “hostis” com mísseis e drones. Não houve, numa primeira fase, comentário público dos militares dos EUA sobre os ataques iranianos.</p>
<p>A resposta de Teerão surgiu depois de os EUA terem lançado novos bombardeamentos contra alvos iranianos na zona de Ormuz, em retaliação por ataques a petroleiros que atravessavam o estreito. O Comando Central dos EUA afirmou que a operação atingiu mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária, além de sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, mísseis e locais de lançamento de drones.</p>
<p>Em comunicado, o Centcom acusou as forças iranianas de uma “violação clara e perigosa” do cessar-fogo e de colocarem em causa a liberdade de navegação. Segundo um responsável dos EUA citado pela &#8216;Reuters&#8217;, os ataques visaram sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, mísseis terra-ar, mísseis de cruzeiro antinavio e locais de lançamento de drones.</p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu a resposta de Washington antes da cimeira de líderes da Aliança em Ancara. “Quando há um cessar-fogo e o Irão está basicamente a violá-lo, acho absolutamente crucial que os EUA reajam com firmeza”, afirmou.</p>
<p>Do lado iraniano, o comando militar conjunto Khatam al-Anbiya classificou os ataques dos EUA como um “ato flagrante de agressão” e prometeu uma “resposta esmagadora”. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de violar o acordo de cessar-fogo, apontando não só os bombardeamentos, mas também a renovação das sanções ao petróleo e a interferência no controlo iraniano do estreito de Ormuz.</p>
<p>“A era da intimidação e da extorsão acabou. Não recuaremos”, escreveu Qalibaf na rede social X, numa mensagem que reforça a posição de Teerão de que o estreito de Ormuz é uma peça central da sua soberania e da sua capacidade de pressão negocial.</p>
<p>A imprensa iraniana noticiou explosões em vários pontos estratégicos do sul do país, incluindo a ilha de Kharg, Qeshm, Sirik e Bandar Abbas. A &#8216;Press TV&#8217; afirmou que várias explosões foram ouvidas na ilha de Kharg, principal centro de exportação petrolífera do Irão, embora o Centcom não tenha referido esse local no balanço da operação.</p>
<p>Não foram comunicadas mortes civis no Irão, mas a televisão estatal iraniana relatou feridos por estilhaços depois de um “projétil inimigo” atingir um cais comercial em Sirik. Também terão sido atingidos cais de pesca em Sirik e Bandar Abbas.</p>
<p>A nova escalada representa mais um golpe no acordo provisório entre os EUA e o Irão, assinado em junho para abrir um período de 60 dias de negociações sobre uma solução permanente. O memorando pretendia reduzir a tensão, garantir a reabertura e segurança da navegação em Ormuz e criar margem para negociações sobre o programa nuclear iraniano e sanções.</p>
<p>Washington agravou a pressão ao revogar a licença que permitia ao Irão vender crude e produtos petrolíferos nos mercados internacionais durante o período da trégua. A autorização tinha sido emitida a 22 de junho e devia vigorar até 21 de agosto, mas os EUA deram agora prazo até 17 de julho para encerrar transações em curso.</p>
<p>A decisão teve impacto imediato nos mercados. Os preços do petróleo subiram depois dos ataques e das declarações de Donald Trump, com o Brent a aproximar-se dos 78 dólares por barril e sinais de regresso da volatilidade que marcou as fases mais intensas da guerra.</p>
<p>O Qatar responsabilizou o Irão pelos ataques a embarcações comerciais, incluindo o navio de gás natural liquefeito Al Rekayyat, que terá sido atingido por um drone e registado um incêndio na casa das máquinas. A tripulação foi dada como segura e estava a ser evacuada. Teerão rejeitou as acusações e afirmou estar a cumprir os seus compromissos, embora tenha alertado que navios comerciais correm riscos se usarem rotas não coordenadas com o Irão.</p>
<p>Um petroleiro com bandeira saudita, identificado por fontes de segurança marítima como o superpetroleiro Wedyan, também terá sofrido danos ao largo de Omã, embora a causa ainda não esteja esclarecida.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que, nos termos do memorando provisório, as negociações sobre um acordo final “não começarão se as ameaças continuarem”. Donald Trump, por sua vez, tem ameaçado retomar os bombardeamentos se Teerão não aceitar “fazer um acordo”.</p>
<p>A crise volta assim ao ponto mais perigoso: Ormuz continua a ser a alavanca estratégica do Irão, os EUA tentam restaurar a dissuasão pela força e os mercados receiam que cada novo ataque a navios transforme uma trégua frágil numa guerra aberta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786980]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preços das casas sobem 5,7% desde o início do ano, mas mercado abranda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:48:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços de venda das casas em Portugal Continental aumentaram 5,7% até maio, face ao final de 2025, segundo o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os preços de venda das casas em Portugal Continental aumentaram 5,7% até maio, face ao final de 2025, segundo o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário. Apesar da subida, o ritmo de valorização está abaixo do registado no mesmo período do ano passado, quando o aumento acumulado chegava aos 8,4%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução de 2026 surge depois de um ano particularmente forte para o mercado residencial. Em 2025, os preços das casas encerraram o ano com uma valorização histórica de 23,4%, atingindo um preço médio recorde de 3.031 euros por metro quadrado no quarto trimestre.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Valorização continua, mas a ritmo mais moderado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos primeiros cinco meses deste ano, os preços continuaram a subir, embora de forma menos intensa do que na segunda metade de 2025. Nesse período, a variação média mensal rondava os 2%, enquanto entre janeiro e maio de 2026 a subida média mensal ficou nos 1,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este abrandamento contribuiu para uma descida gradual da taxa de variação homóloga, que se fixou em 20,4% em maio. Ainda assim, os preços voltaram a acelerar nesse mês, com uma subida mensal de 1,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre março e maio, o preço médio das casas em Portugal Continental atingiu 3.123 euros por metro quadrado, mantendo-se em níveis elevados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos transações no primeiro trimestre</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da continuação da subida dos preços, o mercado residencial mostra sinais de menor dinamismo nas vendas. No primeiro trimestre de 2026 foram realizadas cerca de 37.800 transações, menos 9,4% do que a média trimestral de aproximadamente 41.000 vendas registada em 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados mais recentes do SIR — Sistema de Informação Residencial, relativos ao período entre março e maio, indicam uma estabilização da atividade, com cerca de 38.500 transações concretizadas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Confidencial Imobiliário afasta cenário de correção</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, a descida da taxa de valorização homóloga de 23,4% para 20,4% nos primeiros cinco meses do ano confirma uma moderação do mercado, mas não representa uma correção dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">O responsável recorda que abril registou uma ligeira quebra de 0,7%, mas considera que esse movimento foi pontual, uma vez que maio voltou a apresentar uma subida mensal de 1,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Oferta insuficiente continua a pressionar preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Confidencial Imobiliário considera que a manutenção de valorizações elevadas, mesmo num contexto de menor atividade transacional, inflação mais persistente e taxas de juro elevadas, reflete o desequilíbrio estrutural entre a oferta e a procura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ricardo Guimarães sublinha que a produção de nova habitação continua insuficiente para responder às necessidades do mercado. A pressão é agravada pelo crescimento demográfico e pelos fluxos migratórios, sobretudo nas principais áreas urbanas.</p>
<p>Enquanto essa falta de oferta persistir, será difícil assistir a uma inversão clara da tendência de subida dos preços da habitação.</p>
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		<title>Chamavam-lhes “carros”, drogavam-nas e partilhavam os abusos no Telegram: rede já levou a quatro condenações na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:29:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigação na Alemanha expôs uma alegada rede de predadores online, composta sobretudo por homens chineses e dirigida principalmente contra mulheres chinesas residentes no país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chamavam-lhe “escola de condução alemã para especialistas”, mas, segundo os procuradores, o verdadeiro objetivo dos grupos no Telegram era outro: homens partilhavam conselhos sobre como drogar mulheres, relatavam crimes sexuais e exibiam imagens das vítimas inconscientes.</p>
<p>A investigação na Alemanha expôs uma alegada rede de predadores online, composta sobretudo por homens chineses e dirigida principalmente contra mulheres chinesas residentes no país. As autoridades analisaram vários anos de mensagens em cerca de duas dezenas de grupos na aplicação Telegram, onde os participantes usavam códigos para falar das vítimas, dos sedativos e dos crimes.</p>
<p>De acordo com documentos judiciais citados pela &#8216;Associated Press&#8217;, os membros dos grupos referiam-se às mulheres como “carros”, aos sedativos como “combustível” e aos abusos sexuais como “condução”. As vítimas eram desumanizadas com expressões insultuosas, num padrão que os procuradores descrevem como particularmente cruel e organizado.</p>
<p>A investigação já levou à condenação de três alegados membros do núcleo mais próximo da rede por violação e outros crimes. Um quarto homem foi condenado esta quarta-feira em Berlim.</p>
<p>“Os autores caracterizavam-se por uma crueldade particular, pela objetificação das vítimas e pelo planeamento pérfido dos seus crimes”, afirmou à AP Dominik Mies, procurador-chefe de Frankfurt.</p>
<p><strong>Comunidade chinesa acompanha julgamentos</strong></p>
<p>Muitos detalhes continuam desconhecidos, incluindo o número total de ataques, de suspeitos e de vítimas associados aos grupos no Telegram. As restrições impostas pela lei alemã em matéria de privacidade também limitam a informação que os procuradores podem divulgar fora do tribunal.</p>
<p>Ainda assim, elementos da comunidade chinesa na Alemanha, sobretudo mulheres, têm acompanhado as audiências para apoiar as vítimas, mesmo sem as conhecerem pessoalmente. Uma das mulheres que viajou até Berlim para assistir ao julgamento disse à &#8216;AP&#8217; que o caso mostra grupos que “odeiam as mulheres” e não as veem como pessoas.</p>
<p>Na China, os casos têm sido acompanhados pelos meios de comunicação estatais, mas a discussão nas redes sociais em língua chinesa tem enfrentado censura parcial. Publicações com determinadas etiquetas terão sido apagadas ou bloqueadas, enquanto outras, com linguagem menos direta, conseguiram permanecer online.</p>
<p><strong>Comparações com o caso Gisèle Pelicot</strong></p>
<p>Os processos na Alemanha têm sido comparados ao caso de Gisèle Pelicot, a mulher francesa que foi drogada e violada durante anos pelo então marido e por homens que este convidava para a casa do casal. O julgamento em França tornou-se um marco no debate sobre violência sexual e cultura de violação, em grande parte devido à decisão de Pelicot de abdicar do anonimato.</p>
<p>Num dos julgamentos ligados à investigação alemã, um juiz afirmou que o caso Pelicot “não é um caso isolado” e que este tipo de crime não é um fenómeno francês ou chinês, mas algo que também existe na Alemanha e, em última análise, em todo o mundo.</p>
<p>Casos semelhantes têm surgido noutros países. Em Los Angeles, investigadores alemães alertaram a polícia sobre um possível suspeito de agressões sexuais facilitadas por drogas. O arguido, um estudante chinês, é acusado de ter drogado e agredido sexualmente três mulheres, alegadamente depois de obter substâncias através de um cidadão chinês na Alemanha.</p>
<p>Nos Países Baixos, a polícia deteve recentemente quatro homens suspeitos de drogar e abusar sexualmente de mulheres, depois de informações recebidas das autoridades alemãs e britânicas. A polícia neerlandesa indicou que os suspeitos usavam grupos nas redes sociais para partilhar vídeos dos abusos e discutir métodos para drogar vítimas.</p>
<p><strong>Europol lança operação internacional</strong></p>
<p>A dimensão transnacional destes casos levou a Europol a anunciar a operação “Project Medusa”, destinada a desmantelar redes online que promovem agressões sexuais facilitadas por drogas. A operação é liderada por autoridades da Alemanha e do Reino Unido e já resultou em 57 detenções.</p>
<p>A investigação alemã levanta também novas perguntas sobre o papel do Telegram. Segundo documentos judiciais, alguns dos grupos remontam pelo menos a 2020 e terão funcionado durante anos, apesar de as mensagens, fotografias e vídeos violarem claramente os termos de serviço da plataforma.</p>
<p>A Telegram afirmou, em comunicado, que a violência sexual é expressamente proibida pelas suas regras e que esse tipo de conteúdo é removido regularmente. A empresa disse ainda cumprir as obrigações legais aplicáveis, incluindo as previstas no Regulamento dos Serviços Digitais da União Europeia.</p>
<p>A plataforma não respondeu, contudo, a perguntas específicas sobre os casos alemães, incluindo se tinha conhecimento da atividade nos grupos, como foi possível que o conteúdo permanecesse durante anos e se alertou as autoridades.</p>
<p><strong>Condenação em Berlim</strong></p>
<p>A mais recente condenação ocorreu esta quarta-feira, em Berlim. Um homem de 32 anos, identificado como Zhiting S., foi condenado a cinco anos de prisão por cumplicidade em violação e outros crimes. A defesa pretende recorrer.</p>
<p>O tribunal considerou que o arguido apontou, nos grupos de conversa, um sedativo específico antes de uma agressão cometida por outro homem condenado em Frankfurt. Também foi condenado por três crimes de coação sexual relacionados com abusos da sua companheira na China, descobertos através de gravações de vídeo analisadas pelos investigadores.</p>
<p>O homem apontado pela imprensa alemã e chinesa como alegado líder da rede, identificado nos tribunais alemães como Dapeng Z., foi condenado em fevereiro a 14 anos de prisão por violação agravada, tentativa de homicídio e outros crimes. Também recorreu da sentença.</p>
<p>As autoridades alemãs afirmam que a investigação continua em curso. Isso significa que poderão surgir novas detenções e novas vítimas. Em pelo menos um caso, uma mulher só soube que tinha sido abusada sexualmente depois de os investigadores encontrarem imagens do crime.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786974]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>NATO/Cimeira: Rutte diz que aliados europeus cumpriram compromissos com EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:26:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Rutte]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
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					<description><![CDATA[Aviões militares norte-americanos usaram até 500 vezes bases na Europa nos ataques ao Irão, revelou hoje o secretário-geral da NATO, que destacou que os aliados cumpriram os compromissos, apesar das críticas do Presidente Donald Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Aviões militares norte-americanos usaram até 500 vezes bases na Europa nos ataques ao Irão, revelou hoje o secretário-geral da NATO, que destacou que os aliados cumpriram os compromissos, apesar das críticas do Presidente Donald Trump.</P><br />
<P>Questionado durante uma conferência de imprensa no final da cimeira da NATO em Ancara, Turquia, sobre as insistentes críticas do Presidente norte-americano aos aliados europeus, que acusou de não apoiarem os Estados Unidos (EUA) durante os ataques contra o Irão, Mark Rutte ressalvou que o assunto não tem a ver com a Aliança Atlântica, mas com acordos bilaterais com Washington.</P><br />
<P>&#8220;Sei que Trump está desiludido&#8221;, comentou, mas garantiu que &#8220;de uma forma geral, os países europeus fizeram muito&#8221;.</P><br />
<P>Entre finais de fevereiro e meados de abril, no âmbito da operação &#8220;Fúria Épica&#8221;, houve &#8220;até 500 saídas de bases europeias&#8221;, uma &#8220;prova de que os aliados europeus cumpriram a sua parte&#8221;, com exceção de &#8220;casos isolados&#8221;, destacou o secretário-geral da NATO.</P><br />
<P>Espanha e Itália impediram os EUA de usar as bases norte-americanas no contexto dos ataques israelo-americanos contra Teerão, que começaram em 28 de fevereiro, desencadeando fortes críticas de Donald Trump, que condenou também que os aliados europeus e o Canadá tenham recusado participar em iniciativas para procurar reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação pela ofensiva. </P><br />
<P>O Governo português permitiu que os EUA continuassem a usar a base das Lajes, na ilha Terceira, Açores, após o início dos ataques, mediante três condições &#8211; em resposta a um ataque sofrido, que fosse uma ação necessária e proporcional e que não visasse alvos civis.</P><br />
<P>Entre 16 de fevereiro e 17 de junho, as forças norte-americanas fizeram 81 escalas e 24 sobrevoos da base das Lajes, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, numa audição parlamentar.</P><br />
<P>Sobre o Irão, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que &#8220;nunca deve alcançar uma capacidade nuclear&#8221;. </P><br />
<P>Quanto ao atual conflito, o secretário-geral afirmou que a NATO &#8220;não está envolvida&#8221;, mas não descartou uma mudança de posição. </P><br />
<P>&#8220;Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa envolver-se. Se ajudar, a NATO está sempre pronta para assumir qualquer papel&#8221;, disse Rutte.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786942]]></sapo:autor>
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		<title>Penguin Random House adquire Grupo Saída de Emergência e reforça presença em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:25:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Penguin Random House]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo editorial Penguin Random House adquiriu o grupo Saída de Emergência, reforçando a sua presença em Portugal e alargando o catálogo nas áreas da fantasia, ficção científica, terror, 'thriller', romance e romance histórico, anunciou hoje a editora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O grupo editorial Penguin Random House adquiriu o grupo Saída de Emergência, reforçando a sua presença em Portugal e alargando o catálogo nas áreas da fantasia, ficção científica, terror, &#8216;thriller&#8217;, romance e romance histórico, anunciou hoje a editora.</p>
<p>Em comunicado, a Penguin Random House afirma que a integração do Grupo Saída de Emergência permitirá ampliar o catálogo do grupo em Portugal para mais de 8.000 títulos, mantendo, contudo, a identidade editorial das suas chancelas &#8211; Saída de Emergência, Chá das Cinco e Desassossego -, bem como do universo BANG!, um projeto multiplataforma dedicado à literatura de género.</p>
<p>Este projeto dedicado à literatura de género integra uma coleção editorial, uma revista e um festival literário, sendo considerado um dos elementos distintivos do grupo Saída de Emergência.</p>
<p>Considerado um dos grupos editoriais portugueses de referência na literatura de género e na cultura popular, o grupo Saída de Emergência foi fundado em 2003 por Luís Corte Real, tendo-se afirmado no mercado livreiro pela publicação de autores internacionais de grande projeção, como George R. R. Martin, Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Nora Roberts, Clive Cussler e Andrzej Sapkowski.</p>
<p>O grupo passa agora para a alçada da Penguin Random House, que já era um dos maiores a nível nacional, representando &#8220;um novo passo na estratégia de crescimento sustentável do grupo em Portugal&#8221;, reforçando &#8220;a sua posição no mercado editorial português&#8221; e ampliando a sua &#8220;capacidade de chegar a novos leitores através de um catálogo diversificado de literatura de género&#8221;, destaca o comunicado.</p>
<p>&#8220;A dimensão internacional da Penguin Random House permite-nos olhar para os nossos projetos com uma nova ambição&#8221;, afirma o fundador da Saída de Emergência, citado no comunicado, destacando o potencial de crescimento da revista e do festival BANG!.</p>
<p>Luís Corte Real considera que a entrada na &#8220;família Penguin Random House&#8221; representa &#8220;uma oportunidade única&#8221; para desenvolver os projetos editoriais e valorizar os autores publicados pela editora.</p>
<p>Por sua vez, a direção da Penguin Random House em Portugal, representada por Clara Capitão e Pedro Veiga, salienta que a aquisição permite integrar &#8220;um catálogo de elevada qualidade&#8221; e uma comunidade de leitores &#8220;fiel e muito participativa&#8221;, assegurando a continuidade das marcas editoriais agora incorporadas, acompanhando os seus autores e as suas chancelas &#8220;para que cheguem a um número cada vez maior de leitores&#8221;.</p>
<p>Também a diretora executiva da Penguin Random House Grupo Editorial, Núria Cabutí, considera que a operação reforça a aposta do grupo na construção de &#8220;um grupo editorial em língua portuguesa plural, inovador e diversificado&#8221;.</p>
<p>Esta aquisição dá continuidade ao percurso de consolidação da Penguin Random House Grupo Editorial em Portugal, após a integração da 20/20 Editora, em 2021.</p>
<p>Questionada pela Lusa, fonte oficial do grupo não quis revelar o valor da aquisição.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786954]]></sapo:autor>
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		<title>PCP admite debate de urgência sobre exames nacionais se ministro adiar audição na AR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PCP]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do PCP desafiou hoje o ministro da Educação a comparecer no Parlamento para uma audição sobre a avaliação dos exames nacionais até ao fim da próxima semana, admitindo, caso contrário, agendar um debate de urgência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PCP desafiou hoje o ministro da Educação a comparecer no Parlamento para uma audição sobre a avaliação dos exames nacionais até ao fim da próxima semana, admitindo, caso contrário, agendar um debate de urgência.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Paulo Raimundo afirmou que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, não deu ainda uma data para comparecer na audição parlamentar potestativa (de caráter obrigatório) requerida pelos comunistas sobre os problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais.</p>
<p>O líder comunista, embora reconhecendo que o ministro não está obrigado a comparecer numa data concreta, afirmou que o PCP não permitirá que Fernando Alexandre adie para &#8220;a semana de 20, 24, 25, início de agosto, setembro&#8221; explicações &#8220;que têm que ser dadas agora&#8221;: &#8220;Utilizaremos todos os meios que temos ao nosso dispor (&#8230;) se não for pela porta, é pela janela&#8221;, frisou.</p>
<p>Raimundo adiantou que, caso o ministro da Educação &#8220;não encontre data para vir à Assembleia da República dar explicações e garantias&#8221; e esclarecer &#8220;em concreto o que está a fazer para que nenhum aluno seja prejudicado&#8221;, o partido poderá avançar com o agendamento de um debate de urgência na próxima semana.</p>
<p>&#8220;Se o ministro entender manter este empurrar com a barriga para a frente, se o agendamento potestativo não responder à urgência que está colocada, nós temos sempre a possibilidade de avançar com um debate de urgência na Assembleia sobre esta matéria&#8221;, referiu.</p>
<p>Questionado sobre a recusa, pelo Presidente da Assembleia da República, de um pedido de debate de urgência requerido pelo Chega sobre os exames nacionais, para o próximo dia 15, Raimundo apontou que essa decisão se deveu ao dia escolhido e detalhou que o PCP pediria o agendamento deste debate para 16 ou 17 de julho, dias em que estão agendadas as últimas sessões plenárias antes das férias parlamentares.</p>
<p>Uma vez que no dia 16 está já marcado o debate do Estado da Nação, Raimundo considerou que este debate de urgência pode ser agendado para dia 17, cuja sessão plenária tem apenas prevista a realização de votações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786960]]></sapo:autor>
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		<title>MG prepara nova geração híbrida plug-in, estacionamento inteligente e robotáxis de nível 4</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:20:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mg]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a MG, o objetivo é democratizar o acesso a tecnologias avançadas, desde grupos motopropulsores híbridos mais eficientes até sistemas de apoio ao estacionamento, condução assistida em autoestrada e testes de robotáxis de nível 4]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A MG apresentou o seu novo plano tecnológico, com foco na eletrificação, em sistemas avançados de assistência à condução e no desenvolvimento de soluções de mobilidade autónoma. A marca quer tornar estas tecnologias mais acessíveis e adaptadas às condições reais de utilização dos condutores europeus.</p>
<p>O plano foi anunciado durante o MG Tech Day, realizado na sede da marca no Reino Unido, em Londres, e inclui a próxima geração da tecnologia Plug-in Hybrid+, a introdução da bateria MG SolidCore nos futuros modelos híbridos plug-in e a evolução dos sistemas ADAS, desenvolvidos com dados recolhidos em estradas europeias.</p>
<p>Segundo a MG, o objetivo é democratizar o acesso a tecnologias avançadas, desde grupos motopropulsores híbridos mais eficientes até sistemas de apoio ao estacionamento, condução assistida em autoestrada e testes de robotáxis de nível 4.</p>
<p><strong>Nova tecnologia híbrida plug-in chega em 2027</strong></p>
<p>A nova tecnologia Plug-in Hybrid+ da MG combina motores híbridos a gasolina, eletrificação inteligente e uma transmissão híbrida de nova geração, com o objetivo de melhorar eficiência, desempenho e conforto de utilização.</p>
<p>O sistema será estreado em 2027 no novo MG ZS Plug-in Hybrid+ e inclui motores híbridos a gasolina 1.1 turbo e 1.5 turbo, desenvolvidos especificamente para aplicações eletrificadas. Segundo a marca, estes motores atingem uma eficiência térmica máxima superior a 42% e 43%, respetivamente.</p>
<p>A nova transmissão híbrida integra duas soluções centrais: Power Split e Motor Decoupling. A primeira distribui de forma inteligente a potência entre o motor de combustão e os motores elétricos, otimizando o fluxo de energia em função das condições de condução. A segunda permite desacoplar completamente o gerador quando o veículo circula em modo elétrico, reduzindo perdas mecânicas e aumentando a eficiência.</p>
<p><strong>Menos ruído e mais desempenho</strong></p>
<p>A MG afirma que o novo Plug-in Hybrid+ seleciona automaticamente o modo de funcionamento mais adequado em cada situação: condução elétrica a baixa velocidade, modo Power Split em velocidades intermédias e tração direta do motor de combustão em velocidades mais elevadas.</p>
<p>A marca aponta para aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de seis segundos e recuperação dos 80 aos 120 km/h em 3,5 segundos. A capacidade de arranque em subida melhora até 72%, reforçando a resposta do veículo em inclinações e condições de condução mais exigentes.</p>
<p>O refinamento também foi trabalhado. Ao eliminar o funcionamento em vazio do gerador durante a condução elétrica, a tecnologia Motor Decoupling reduz os níveis de ruído, vibração e aspereza em até 5 dB, comparativamente com sistemas híbridos plug-in convencionais. O objetivo é aproximar a experiência de condução da oferecida por um veículo 100% elétrico.</p>
<p><strong>Bateria SolidCore para híbridos plug-in</strong></p>
<p>A MG confirmou ainda que a tecnologia MG SolidCore Battery será aplicada à futura gama Plug-in Hybrid+. A marca apresenta esta solução como a próxima etapa da sua estratégia de eletrificação, com maior estabilidade de autonomia, fornecimento de potência mais consistente e melhor desempenho em diferentes condições climáticas.</p>
<p>A bateria utiliza uma arquitetura de estado semissólido com estrutura tridimensional do tipo spinel, desenhada para melhorar a conversão de energia e acelerar a resposta de potência comparativamente com baterias convencionais de eletrólito líquido.</p>
<p>Na prática, a MG afirma que esta tecnologia permitirá reduzir o impacto das baixas temperaturas e dos níveis reduzidos de carga no desempenho do veículo, uma limitação frequente nos híbridos plug-in.</p>
<p>Os primeiros modelos MG Plug-in Hybrid+ equipados com bateria SolidCore serão três novos SUV dos segmentos B, C e D, reforçando a aposta da marca em veículos eletrificados para diferentes perfis de utilização.</p>
<p><strong>Sistemas ADAS pensados para estradas europeias</strong></p>
<p>A MG quer também acelerar o desenvolvimento dos seus sistemas avançados de assistência à condução. A marca afirma estar a trabalhar com dados recolhidos em condições reais de circulação na Europa, em vez de basear a evolução tecnológica apenas em ambientes de teste idealizados.</p>
<p>No total, foram recolhidos mais de 1,2 milhões de quilómetros de dados de condução em 24 países europeus. Estes dados permitem atualizar algoritmos e adaptar os sistemas a situações frequentes nas estradas europeias, como rotundas, cruzamentos com cedência de passagem, zonas partilhadas com elétricos e ambientes urbanos complexos.</p>
<p>Esta abordagem faz parte da estratégia “Na Europa, para a Europa”, com a qual a MG pretende desenvolver tecnologias mais alinhadas com os hábitos de condução e os desafios de mobilidade dos clientes europeus.</p>
<p><strong>Estacionamento automático para cenários reais</strong></p>
<p>Um dos pilares desta estratégia é o sistema MG One Touch iAD, já introduzido nos modelos premium IM da marca. A tecnologia foi desenvolvida para responder a situações reais de estacionamento e é capaz de lidar com mais de 30 cenários complexos e mais de 300 tipos de lugares, incluindo espaços sem marcações no pavimento.</p>
<p>O sistema inclui assistência ao estacionamento com um só comando, estacionamento junto ao passeio, saída automática de lugares apertados e marcha-atrás assistida. Esta última funcionalidade memoriza o percurso efetuado pelo veículo até 100 metros e permite repetir automaticamente esse trajeto em marcha-atrás, com deteção de obstáculos.</p>
<p>A tecnologia foi pensada para desafios comuns nas cidades europeias, como lugares estreitos, ruas sem saída, acessos reduzidos, estacionamento paralelo e interação com peões e ciclistas.</p>
<p>A MG está já a desenvolver a próxima geração destas funcionalidades, que deverá incluir estacionamento de frente, controlo remoto em linha reta, assistência remota ao estacionamento e memorização das preferências do condutor, com recurso a controlo por smartphone.</p>
<p><strong>Condução assistida em autoestrada</strong></p>
<p>O próximo grande avanço será o Navigate On Autopilot, conhecido como NOA, com lançamento previsto para o final de 2027 num novo SUV da MG.</p>
<p>O sistema está a ser desenvolvido para apoiar a condução em autoestrada, onde as vias são mais estruturadas e os acessos, saídas, marcações rodoviárias e fluxos de trânsito são mais previsíveis. Sob supervisão do condutor, o NOA poderá ajudar na entrada e saída de autoestradas, na escolha e mudança de faixa e em manobras de ultrapassagem.</p>
<p>A MG sublinha que o condutor continuará a manter o controlo do veículo e a responsabilidade pela condução. A marca começará pelo Highway NOA, destinado a autoestradas, deixando o Urban NOA para uma fase posterior, não antes de 2028, devido à complexidade acrescida dos ambientes urbanos.</p>
<p><strong>Robotáxis de nível 4 em testes</strong></p>
<p>A MG está também a realizar testes de robotáxis de nível 4 na Alemanha, no Médio Oriente e na China. Este nível de autonomia refere-se a veículos capazes de circular sem intervenção do condutor dentro de áreas previamente definidas.</p>
<p>A marca considera, no entanto, prematuro avançar com uma data para a chegada desta tecnologia a modelos de produção. Para já, o objetivo é continuar a testar, validar e desenvolver soluções que possam vir a integrar a mobilidade autónoma do futuro.</p>
<p>Com este plano, a MG procura reforçar a sua posição na transição tecnológica do setor automóvel, juntando eletrificação, assistência à condução e mobilidade autónoma numa estratégia assente em soluções mais eficientes, acessíveis e adaptadas ao mercado europeu.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786961]]></sapo:autor>
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		<title>Marine Le Pen lança campanha presidencial entre aplausos, vaias e uma condenação ainda por fechar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Marine le Pen]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Tribunal da Relação manteve a condenação por utilização indevida de fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido, mas reduziu a proibição de candidatura a cargos públicos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Marine Le Pen lançou oficialmente a sua campanha presidencial em La Flèche, no oeste de França, apenas um dia depois de o Tribunal da Relação de Paris ter confirmado a sua condenação por desvio de fundos europeus, mas encurtado a pena de inelegibilidade, abrindo caminho a uma nova candidatura ao Eliseu.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, a líder da União Nacional foi recebida num mercado de rua com uma mistura de aplausos e protestos. Apoiantes gritaram “Marine, presidente!”, enquanto opositores responderam com palavras de ordem como “devolve o dinheiro” e “vai para a prisão”, num arranque de campanha que expôs a forte divisão em torno da sua candidatura.</p>
<p>Le Pen, de 57 anos, já concorreu três vezes à presidência francesa e lidera sondagens para as eleições do próximo ano. Desta vez, entra na corrida com uma vantagem política relevante, mas também com um problema judicial que continuará a acompanhá-la durante a campanha.</p>
<p>O Tribunal da Relação manteve a condenação por utilização indevida de fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido, mas reduziu a proibição de candidatura a cargos públicos. A decisão reabriu a possibilidade de Le Pen disputar as presidenciais de 2027, embora o processo ainda possa chegar ao Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial francesa.</p>
<p>A justiça francesa ordenou ainda que Le Pen use pulseira eletrónica durante um ano. No entanto, o recurso anunciado para o Tribunal de Cassação suspende, para já, a aplicação dessa medida, permitindo-lhe iniciar a campanha sem essa limitação imediata.</p>
<p>Em La Flèche, Le Pen procurou recentrar a mensagem no tema da “renovação” de França. A sua equipa lançou um site de campanha com o slogan “Por França, Renascimento”, enquanto a candidata prometeu recuperar soberania, justiça, segurança e educação.</p>
<p>A escolha da cidade teve leitura política. La Flèche era tradicionalmente um bastião de esquerda, mas elegeu em março um presidente de câmara de 25 anos ligado à União Nacional, sinal que Le Pen apresentou como prova da expansão territorial do partido.</p>
<p>Questionada repetidamente sobre a decisão judicial, a líder da extrema-direita francesa mostrou irritação e disse que não pretende passar a campanha a analisar assuntos legais. A aposta parece ser clara: transformar o caso num episódio de resistência política e confiar que a base eleitoral se mantenha fiel, apesar da condenação.</p>
<p>A estratégia tem um paralelo evidente com Donald Trump, que conseguiu mobilizar eleitores apesar dos seus problemas judiciais. Em França, porém, a incógnita é saber se Le Pen conseguirá ir além do eleitorado fiel e conquistar novos votantes, sobretudo entre os que dizem valorizar honestidade e probidade na presidência.</p>
<p>A União Nacional chegou a preparar o cenário de substituição por Jordan Bardella, de 30 anos, caso Le Pen ficasse impedida de concorrer. Com a decisão judicial a permitir-lhe avançar, as ambições presidenciais imediatas de Bardella ficam adiadas. Le Pen já disse que, se chegar ao Eliseu, o jovem líder será o seu primeiro-ministro.</p>
<p>Sondagens citadas pela imprensa francesa continuam a apontar Le Pen como provável candidata à segunda volta das presidenciais de 2027. Ainda assim, o processo judicial mantém uma sombra sobre a campanha: se o Tribunal de Cassação confirmar a decisão antes das eleições, a candidata poderá enfrentar as últimas semanas da corrida sob restrições judiciais.</p>
<p>O arranque em La Flèche deixou claro o tom da campanha. Le Pen apresenta-se como vítima de um sistema que tentou afastá-la; os adversários insistem que uma condenação por desvio de fundos não pode ser tratada como detalhe. Entre o entusiasmo dos apoiantes e as vaias dos opositores, a extrema-direita francesa entra na corrida presidencial com força eleitoral, mas também com uma vulnerabilidade política difícil de ignorar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786957]]></sapo:autor>
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		<title>Airbus diz que tráfego aéreo cresce 3,9% ano até 2045 duplicando passageiros atuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Airbus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Airbus afirmou hoje que o tráfego aéreo mundial irá crescer em média 3,9% por ano até 2045, chegando aos 10.000 milhões de passageiros, duplicando o número atual, para o que serão necessários 42.060 aviões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Airbus afirmou hoje que o tráfego aéreo mundial irá crescer em média 3,9% por ano até 2045, chegando aos 10.000 milhões de passageiros, duplicando o número atual, para o que serão necessários 42.060 aviões.</P><br />
<P>&#8220;Vamos ter um setor com um crescimento de quase 4% ao ano durante os próximos 20 anos&#8221;, resumiu o diretor de Análise e Previsões de Mercado da Airbus, Antonio da Costa, durante a apresentação da Previsão do Mercado Global (GMF) 2026-2045.</P><br />
<P>Para este ano, a empresa prevê encerrar com um crescimento de 2,1%, valor que, segundo o responsável pelo &#8216;marketing&#8217; de produto da Airbus, Ignacio Serna, está em linha com os relatórios da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).</P><br />
<P>Para dar resposta a essa procura, o fabricante europeu estima que serão necessárias 42.060 aeronaves novas até 2045, das quais 19.820 se destinarão à substituição de aeronaves mais antigas e 22.240 para responder ao crescimento do mercado. </P><br />
<P>Do total, 81% corresponderão a modelos de corredor único e os restantes 19% a aviões de fuselagem larga, uma distribuição que a Airbus atribui à crescente procura de aeronaves com custos operacionais mais baixos e maior eficiência no consumo de combustível e nas emissões de dióxido de carbono (CO2).</P><br />
<P>Com as 3.490 aeronaves atuais que permanecerão em serviço, a frota mundial atingirá as 45.550 aeronaves em 2045.</P><br />
<P>O relatório sublinha ainda que as perturbações a curto prazo, como os conflitos regionais ou os preços elevados do combustível, não estão a travar a procura a longo prazo.</P><br />
<P>A Airbus associa este crescimento à urbanização e ao surgimento de novas ligações entre cidades médias e pequenas, cujo número crescerá &#8220;a um ritmo significativamente superior&#8221; ao das grandes &#8220;megacidades&#8221;.</P><br />
<P>A previsão da Airbus aponta ainda para uma deslocação gradual do centro de gravidade do mercado para a Ásia-Pacífico, onde economias como a Índia, o Vietname, a Indonésia e a Malásia impulsionarão grande parte do crescimento, favorecidas pelo aumento do produto interno bruto (PIB), pela urbanização e por um maior volume de viagens por motivos familiares.</P><br />
<P>Em termos demográficos, a empresa calcula que a classe média mundial &#8212; o grupo demográfico com maior probabilidade de viajar de avião, segundo o relatório &#8212; aumentará em 1.400 milhões de pessoas até 2045, um aumento de 34%, enquanto as áreas urbanas somarão mais 1.300 milhões de habitantes.</P><br />
<P>O envelhecimento das frotas, acelerado após a pandemia, está também a impulsionar um ciclo de renovação, e a proporção de aviões de última geração em serviço passará dos atuais 39% para quase 100% em 2045. </P><br />
<P>A Airbus mantém uma carteira de encomendas de cerca de 9.000 aviões e mais de 70% das encomendas da família A320 correspondem aos modelos A321neo e A321XLR, destinados a rotas de médio e longo curso com custos mais baixos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_786945]]></sapo:autor>
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		<title>Apple investe mais de 26.000 M€ em &#8216;chips&#8217; produzidos nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Apple anunciou hoje uma parceria plurianual de mais de 30.000 milhões de dólares (cerca de 26.000 milhões de euros) com a Broadcom para conceber e produzir nos Estados Unidos mais de 15.000 milhões de 'chips'.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Apple anunciou hoje uma parceria plurianual de mais de 30.000 milhões de dólares (cerca de 26.000 milhões de euros) com a Broadcom para conceber e produzir nos Estados Unidos mais de 15.000 milhões de &#8216;chips&#8217;.</P><br />
<P>Em comunicado, a Apple informou que prevê a produção, para os seus dispositivos, de mais de 15.000 milhões de processadores concebidos em conjunto pela empresa norte-americana de semicondutores Broadcom e pela Apple.</P><br />
<P>As duas empresas colaboram desde a primeira geração do iPhone, em 2007.</P><br />
<P>Para além dos &#8216;chips&#8217;, a Broadcom é especialista em produtos de conectividade, também utilizados pela Apple.</P><br />
<P>Na segunda-feira, o grupo Broadcom tinha indicado, num documento apresentado à autoridade reguladora dos mercados norte-americanos (SEC), a assinatura de um novo compromisso com a Apple, válido até 2031, sem dar mais pormenores.</P><br />
<P>A tecnologia fornecida à Apple pela Broadcom é complementar aos &#8216;chips&#8217; desenvolvidos internamente pela criadora do iPhone desde 2007.</P><br />
<P>Além disso, no âmbito do acordo anunciado hoje, a Broadcom vai modernizar e ampliar as instalações de produção em Fort Collins (no estado norte-americano do Colorado), com um investimento de 1.500 milhões de dólares (cerca de 1.311 milhões de euros)</P><br />
<P>Pouco depois da abertura de Wall Street, as ações da Broadcom registavam uma subida de 2,78%.</P></p>
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