Ministra Rita Alarcão Júdice reúne-se hoje com sindicatos e tenta evitar greve dos oficiais de Justiça

Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) anunciou, na passada sexta-feira, uma greve a partir de 28 de junho, nas manhãs das quartas e sextas-feiras, que vai decorrer até que sejam aceites as suas reivindicações salariais e de carreira

Francisco Laranjeira
Junho 19, 2024
7:00

A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, recebe esta quarta-feira vários sindicatos do setor: a partir das 9 horas, vai sentar-se com a direção da FESAP – Frente Sindical da Administração Pública. Uma hora e meia mais tarde, acompanhada da secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo, é tempo de se reunir com o Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

A partir do meio-dia – e até às 14 horas – acompanhada da secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, e da secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo, recebe o Sindicato dos Oficiais de Justiça para a reunião de negociação suplementar, no âmbito do processo negocial sobre o subsídio de recuperação processual.

O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) anunciou, na passada sexta-feira, uma greve a partir de 28 de junho, nas manhãs das quartas e sextas-feiras, que vai decorrer até que sejam aceites as suas reivindicações salariais e de carreira.

“Os oficiais de justiça, assumindo as suas responsabilidades, como o fazem invariavelmente, vão reforçar a luta, entrando em greve a partir do próximo dia 28 de Junho, às quartas e sextas-feiras, entre as 9 e as 12h30, por tempo indeterminado, até que as suas reivindicações estejam asseguradas”, adiantou o sindicato em comunicado.

Segundo o SOJ, as razões do “conflito social” que dura há 18 meses mantêm-se, uma vez que o Governo, nas negociações, “nada apresentou de significativo para que a situação socioprofissional dos oficiais de justiça ou das suas condições de trabalho se alterasse”.

Recorde-se que o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) já chegou, no passado dia 5, a acordo com o Ministério da Justiça sobre a melhoria das remunerações, como o aumento do subsídio de recuperação processual, depois de o Governo ter subido a proposta para aumento do subsídio de recuperação processual (recuperação dos processos pendentes) de 10% do salário pago em 11 meses para 13,5% do salário pago em 12 meses, com efeito a 1 de junho.

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