No Conselho de Ministros desta quinta-feira, o Governo aprovou a alteração à lista de concelhos em maior risco que passa agora a ser constituída por 191 localidades. Definido este novo grupo, o Governo entende que “se justificará uma diferenciação das medidas destes 191 concelhos, porque a realidade é muito diversa, porque há concelhos que passam pouco os 242 casos diários por 100 mil habitantes e há outro que tem mais de 3000 (3068) casos diários por 100 mil habitantes”, esclareceu Costa.
Ainda que o Estado de Emergência esteja em vigor até às 23h59, de 23 de novembro, e a reavaliação da sua renovação será feita só no próximo Conselho de Ministros, Costa adiantou que a partir dessa data se justificará uma diferenciação de medidas nos 191 concelhos (com ou sem Estado de Emergência).
Assim, acrescentou, “é necessário adequar e ajustar as medidas à gravidade específica destes diferentes concelhos e por isso foi solicitado à ministra da Saúde que, através da Direção Geral de Saúde, proponha um escalonamento dos diferentes graus de medidas que deve ser adotado no conjunto destes concelhos a partir de 24 de novembro”.
Costa deu ainda nota de que, no próximo Conselho de Ministros, o Governo poderá vir a avaliar o prolongamento do Estado de Emergência, “se essa for a vontade do Presidente da República”, ressalvou .
Importa recordar que o critério para um concelho entrar nesta lista é o registo de mais de 240 novos casos de infeção por 100 mil habitantes nas duas últimas semanas. Esta situação é definida como de descontrolo pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças. A exceção vai para surtos localizados (em lares, por exemplo) em concelhos de baixa densidade.
Assim, passam a existir 191 concelhos abrangidos pelas medidas do estado de emergência, sendo que sete concelhos deixarão de estar abrangidos pelo estado de emergência. “Mas temos a lamentar que 77 sejam incluídos nas medidas”, ressalvou o governante, admitindo que a perceção que o Governo tem neste momento “é que as medidas tomadas até agora ainda não surtiram o efeito desejado”.
O primeiro-ministro lamentou ainda que as pessoas tenham “procurado mais encontrar a exceção do que ajustar-se às regras”, reconhecendo porém que compreende o cansaço dos portugueses. Uma questão que, ainda assim, pede, em seu entender que se pense no cansaço de todos os profissionais que estão a trabalhar nos hospitais, na linha da frente do combate à pandemia.








