Ministra da Saúde recebe hoje SIM para negociar regime de dedicação plena dos medicos ao SNS

O encontro, que terá lugar no Ministério da Saúde, contará também com a presença da secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé.

Pedro Zagacho Gonçalves

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, irá receber hoje os dirigentes do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) para a continuidade das negociações relacionadas com a organização do trabalho no âmbito do regime da Dedicação Plena. O encontro, que terá lugar no Ministério da Saúde, contará também com a presença da secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, e está agendado para as 15:00. Após a reunião, os representantes do sindicato prestarão declarações à comunicação social.

As negociações no setor da Saúde têm avançado, com o Secretário-Geral do SIM, Nuno Rodrigues, a destacar, em declarações à SIC, a importância de “limar” o modelo de organização do trabalho nesta fase.

Rodrigues enfatizou que é crucial corrigir as medidas que o sindicato contestou anteriormente e implementar melhorias na Dedicação Plena, nas grelhas salariais e no desbloqueamento da progressão da carreira dos médicos.

O secretário-geral do SIM informou ainda que, após uma reunião com a ministra da Saúde, foi estabelecido um compromisso para iniciar, em dezembro, as negociações sobre as novas grelhas salariais. Esta é uma das quatro promessas assumidas pelo Governo e bem recebidas pelo sindicato, que se mostrou disponível para discutir aumentos salariais faseados.

Nuno Rodrigues sublinhou também a garantia de “aumento e maior previsibilidade dos concursos” para a contratação de médicos no Serviço Nacional de Saúde, assim como a alteração da portaria de 2023 que regula os índices de desempenho dos médicos nas Unidades de Saúde Familiar modelo B. Esta alteração, que está a ser finalizada pela Administração Central do Sistema de Saúde, tem como objetivo “aumentar os indicadores de acessibilidade e diminuir os associados aos custos na prescrição de medicamentos ou exames”. Rodrigues apontou que a situação atual limita, por exemplo, a capacidade dos médicos de família de prescreverem medicamentos inovadores.

Continue a ler após a publicidade

No âmbito das negociações, foi acordado também um aumento faseado do suplemento remuneratório dos médicos de saúde pública, que passará de 200 euros mensais para 300 euros a partir de outubro, e para 400 euros mensais em janeiro do próximo ano.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.