Ministra critica ajuntamentos: «Uma caminhada de alguns minutos não é ir passear para o sol»

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa criticou os ajuntamentos de pessoas.

Ana Rita Rebelo

Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, disse em entrevista no programa “As Três da Manhã” da “Renascença”, que a lei do Estado de Emergência prevê que «as pessoas possam dar uma volta ao quarteirão». «Faz parte das recomendações médicas uma caminhada de alguns minutos», reafirmou, sublinhando que «isso não é ir passear para o sol».

A governante  critica os ajuntamentos de pessoas que se verificaram este fim-de-semana em várias zonas do país. «É preciso usar estas primeiras horas para explicar às pessoas. Foi isso que as forças de segurança fizeram, de forma pedagógica», reafirmou.  Neste domingo, houve sete detenções por crime de desobediência, «casos que correspondem a pessoas que tinham de estar em casa e não estavam, explicou Mariana Vieira da Silva.

A ministra anunciou ainda o reforço da linha de Apoio à Vítima. «Temos trabalhado no sentido de alargar a rede de apoio à vítima. Sabemos que momentos como este, em que as pessoas estão confinadas ao espaço familiar, são momentos de risco. Estamos a funcionar, com mais capacidade de resposta na linha telefónica. O estado de emergência não significa que não continue o apoio às vítimas de violência doméstica», explicou.

Vieira da Silva sublinhou que está a tentar-se encontrar um «equilíbrio entre controlar o vírus» e, ao mesmo tempo, garantir que «a vida deve continuar para existirem coisas nos supermercados e lares a funcionar», reforçando a ideia do Governo que a economia deve continuar, apesar dos esforços para conter a propagação do vírus. «É preciso pessoas a trabalhar. Hoje é o primeiro dia útil depois da declaração do estado de emergência. Há um conjunto de cafés e comércio que já estão fechados. É um passo significativo, julgamos que não era preciso outras medidas, para já, porque uma economia a funcionar é importante para a saúde do país», frisou a governante.

«Queremos criar condições para que as empresas consigam manter o emprego, principalmente nas que mandamos encerrar. Essa é a mensagem que pedimos às empresas, que percebam que é um contexto em que todos temos de colaborar. Criamos medidas para estabilizar as empresas», rematou.

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