Ricardo Salgado, alguns antigos administradores e quadros de topo do Banco Espírito Santo (BES) vão ser acusados, no início da próxima semana, por crimes cometidos na gestão do banco e que o terão levado à falência, avança a ‘Sábado’.
Os procuradores, há seis anos na condução desta investigação, já assinaram o despacho final que começará a ser notificado aos arguidos e assistentes esta segunda feira, dia 13 de julho.
O último balanço feito pela Procuradoria Geral da República apontava para 41 arguidos e mais de 30 assistentes.
Segundo apurou a ‘Sábado’, a decisão de avançar já com uma acusação prende-se com uma eventual prescrição de crimes de falsificação imputados, sobretudo, a Ricardo Salgado.
Recorde-se que Ricardo Salgado, tratado por muitos como o ‘DDT’ (Dono Disto Tudo), foi ouvido pela primeira vez como arguido há cerca de cinco anos, a 20 de julho de 2015.
Foi então presente ao juiz Carlos Alexandre no Tribunal Central de Instrução Criminal que ditaria a sua passagem para prisão domiciliária, medida que viria a ser levantada em dezembro de 2015, ficando sujeito a uma caução de um milhão de euros.
A 28 de Setembro de 2016, a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que tinham sido abertos sete inquéritos autónomos no âmbito deste caso, sendo que um deles tinha àquela data apensos 220 queixas de clientes do BES que se diziam lesados por actos imputados à gestão de Ricardo Salgado.
Dois anos e meio mais tarde, a 28 de Março de 2019, a PGR informou que a «investigação ao designado Universo Espírito Santo compreende um processo principal, ao qual estão apensos (juntos) 252 outros». Ou seja,, os sete inquéritos abertos até Setembro de 2016 passaram a integrar uma única investigação, sendo que as queixas dos clientes do BES subiram para 252.
Já em maio deste ano, o Tribunal Constitucional (TC) determinou que Ricardo Salgado estaria proibido de exercer novas funções como banqueiro até 2028, ano em que completará 84 anos.













