No debate instrutório do processo sobre o furto das armas de Tancos, o Ministério Público pediu, esta segunda-feira, a pronúncia do ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes.
O pedido foi feito pela procuradora do processo, Cláudia Porto. As alegações finais da procuradora foram entregues num documento às defesas e ao juiz, que em tribunal apenas se debruçou sobre questões marginais à própria acusação.
O debate, de um processo que conta com 23 arguidos vai prolongar-se, pelo menos, até terça-feira no tribunal de Monsanto, em Lisboa. De entre estes arguidos, constam ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, o ex-diretor nacional da Polícia Judiciária Militar Luís Vieira, o ex-porta-voz daquela polícia Vasco Brazão, três militares da GNR e o ex-fuzileiro João Paulino.
A lista de crimes de que os 23 arguidos são acusados vai desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação, até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.
14 dos arguidos, entre eles o antigo ministro da Defesa e os dois elementos da PJM, são acusados da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.
Os restantes nove são acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais.
A instrução é uma fase facultativa do processo de recolha de prova dirigida por um juiz, tendo sido requerida por 15 dos arguidos para contestar a acusação. O debate instrutório, habitualmente, começa com uma declaração do juiz sobre o processo, seguindo-se as alegações do Ministério Público e dos advogados de defesa.
Recorde-se que este caso de furto do armamento dos paióis de Tancos, divulgado pelo Exército, remonta a 29 de junho de 2017. A alegada recuperação do material de guerra furtado viria a ocorrer na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM e elementos da GNR de Loulé.














