O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) decidiu arquivar a averiguação preventiva que incidia sobre Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS). A decisão consta de um despacho assinado pela procuradora responsável pelo processo, emitido esta quarta-feira, e citado pela CNN Portugal.
Em causa estavam suspeitas relacionadas com a aquisição de imóveis por Pedro Nuno Santos em Lisboa e em Montemor-o-Novo, negócios que tinham motivado diligências iniciais para apurar a eventual existência de indícios criminais. Contudo, segundo o despacho do Ministério Público, a investigação preliminar não permitiu recolher qualquer elemento que configurasse “atuação com comportamentos criminais” por parte do antigo dirigente socialista.
De acordo com informações recolhidas pela CNN Portugal e pelo portal NOW, a procuradora encarregue da averiguação concluiu que não existiam fundamentos para a prática de qualquer crime imputável a Pedro Nuno Santos no âmbito dos negócios imobiliários analisados. As diligências efetuadas terão permitido esclarecer os contornos das aquisições das casas em questão, não se verificando qualquer irregularidade com relevância penal.
Esta averiguação preventiva, de carácter exploratório e sem constituição de arguido, pretendia verificar se havia motivo para a abertura de um inquérito formal. Com o despacho agora proferido, o processo é arquivado, não havendo lugar à continuação das investigações.
Pedro Nuno Santos, que liderou o PS entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2025, viu o seu nome associado a alegadas irregularidades na compra dos imóveis, tema que chegou a gerar controvérsia no debate político e mediático. O arquivamento da averiguação surge numa altura em que o ex-secretário-geral do PS se mantém afastado da liderança partidária e da linha da frente da política nacional.














