Ministério Público abre inquéritos a uso indevido de vacinas

O Ministério Público anunciou esta segunda-feira que abriu inquéritos para apurar alguns dos casos de alegado desvio de vacinas contra a covid-19.

Executive Digest
Fevereiro 1, 2021
18:11

O Ministério Público anunciou esta segunda-feira que abriu inquéritos para apurar alguns dos casos de alegado desvio de vacinas contra a covid-19 em Portugal.

“Das pesquisas efetuadas foi possível apurar, até ao momento, que o Ministério Público já decidiu pela instauração de inquéritos relativamente a alguns dos casos vindos a público, desde logo os respeitantes à Segurança Social de Setúbal, ao INEM de Lisboa, ao INEM do Porto e a factos também noticiados ocorridos em Portimão (Centro de Apoio de Idosos), Vila Nova de Famalicão, Arcos de Valdevez, Bragança, Seixal e Montijo”, lê-se numa nota da Procuradoria-Geral da República.

O trabalho de pesquisa prossegue ainda relativamente a outras situações que também têm vindo a público, indicou também a Procuradoria-Geral da República.

A polémica está relacionada com as pessoas que estão a ser vacinadas contra a covid-19 sem pertencerem a grupos prioritários, o que levou a Ordem dos Enfermeiros a apelar aos profissionais de saúde para recusem inocular as pessoas que ainda não devem ser vacinadas nesta fase.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou esta segunda-feira que haverá “tolerância zero” para vacinações indevidas.

“O grupo de trabalho tem reforçado as suas orientações para que no caso de haver doses sobrantes, existam listas suplementares elaboradas com critérios de priorização do plano de vacinação, para que possam ser usadas as vacinas sobrantes”, disse.

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