O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é palco, na manhã desta quinta-feira (a partir das 11 horas), de uma concentração de trabalhadores das Misericórdias e União das Misericórdias. A ação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), em protesto contra o atraso da negociação por parte da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e contra a retirada dos direitos conquistados a estes trabalhadores por parte do Governo, nomeadamente a valorização da antiguidade e o pagamento dos feriados a dobrar.
“A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) atrasa sucessivamente a negociação com o sindicato representativo dos seus trabalhadores, o CESP. Enquanto isso, o Governo pretende tirar aos trabalhadores das Santas Casas da Misericórdia os direitos que conquistámos, nomeadamente a valorização da antiguidade e o pagamento dos feriados a dobrar”, refere a estrutura sindical, na página no ‘Facebook’.
“O Governo já assinou os protocolos de cooperação para 2025, o que significa que a União das Misericórdias Portuguesas está a receber apoios para a atualização dos salários dos seus trabalhadores desde janeiro — contudo, ainda não nos enviou qualquer contraproposta para a revisão do Acordo de Empresa”, salientou. “Quanto aos trabalhadores das Santas Casas, estamos em luta contra os dois projetos de Portaria anunciados pelo Governo — na prática, significam a retirada dos direitos que conquistámos e a imposição do Contrato Coletivo de Trabalho rejeitado pelo CESP aos nossos sócios.”
“Estas Portarias anunciadas pelo Governo significam perdas salariais de até 154€ para os trabalhadores mais experientes! Lutámos e conquistámos as diuturnidades (a valorização da nossa antiguidade) e o pagamento do trabalho aos feriados a dobrar, não aceitamos andar para trás”, concluiu o CESP.














