Ministério vai buscar mais cinco mil professores para resolver faltas este ano

Ministério quer dar resposta ainda este ano letivo aos mais de 20 mil alunos que estão sem professores pelo menos a uma disciplina

Francisco Laranjeira

O ministro da Educação, João Costa, e o secretário de Estado da Educação, António Leite, reuniram-se esta quarta-feira com as organizações sindicais representantes dos professores. Em comunicado do Ministério da Educação, foram reveladas diversas medidas que vão implementadas neste terceiro período:

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“Levantamento das penalidades por recusa de horários, permitindo que cerca de 5 mil docentes possam voltar a candidatar-se a horários existentes; Autorização para completamento de horários, com atividades de apoio aos alunos e aulas de compensação, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, nos grupos de recrutamento com maiores dificuldades de substituição.”

A ideia é dar resposta ainda este ano letivo aos mais de 20 mil alunos que estão sem professores pelo menos a uma disciplina. Para garantir que os docentes aceitem os novos lugares, o Ministério da Educação vai autorizar que complementem os horários a concurso com horas de apoio aos alunos, de modo a que consigam ter 22 horas lectivas por semana. Ou seja, um horário completo. Muitas das recusas dão-se quando apenas são garantidas poucas horas por semana, com vencimentos que deste modo podem-se ficar por 500 euros ou menos.

A reunião conjunta teve como objetivos principais a apresentação da equipa ministerial às estruturas sindicais, a exposição das prioridades previstas no Programa do Governo, o estabelecimento de um calendário de negociações conducentes a soluções de curto e médio prazo para fazer face às necessidades de formação e substituição de professores.

Para o próximo ano letivo, foi apresentada pelo Governo a intenção de implementar medidas conducentes aos seguintes aspetos:

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“Alteração, já para o ano letivo de 2022/23, das condições de renovação dos contratos dos professores contratados, de modo a criar maiores condições de estabilidade e assegurar a continuidade do trabalho nas escolas contribuindo assim para uma mais eficaz recuperação das aprendizagens; Regulamentação da Mobilidade por Doença; Revisão das habilitações para a docência.”

Será ainda desenvolvido trabalho com vista a:

“Rever o modelo de recrutamento de professores para potenciar a estabilidade no acesso à carreira e a vinculação mais rápida a quadro de agrupamento e de escola não agrupada; Rever os modelos de formação inicial de professores, possibilitando uma maior imersão da formação no contexto escolar, retomando a remuneração dos estágios profissionais, e a atualização científico-pedagógica de professores que pretendam regressar à carreira; Foi ainda apresentado um calendário de reuniões de negociação sindical, que terá início após a aprovação do Orçamento de Estado.

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