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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 18 May 2026 18:23:33 +0000</lastBuildDate>
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		<title>PRR: Portugal vai receber 2.321 ME com validação do 9.º pedido de pagamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal vai receber 2.321 milhões de euros com a validação do nono pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que foi hoje apresentado a Bruxelas, indicou o Ministério da Economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vai receber 2.321 milhões de euros com a validação do nono pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que foi hoje apresentado a Bruxelas, indicou o Ministério da Economia.</p>
<p>&#8220;A validação deste 9.º e penúltimo pedido de pagamento pela Comissão Europeia permitirá a Portugal receber cerca de 2.321 milhões de euros (valor líquido de pré-financiamento), dos quais 1.859 milhões em subvenções e 462 milhões sob a forma de empréstimos&#8221;, detalhou, em comunicado, o Ministério da Economia e da Coesão Territorial.</p>
<p>Com este valor, os pagamentos recebidos vão corresponder a 78% da dotação aprovada.</p>
<p>O ministro da Economia anunciou hoje, em Lisboa, que Bruxelas já aprovou a última revisão submetida ao PRR e que ainda hoje a Comissão Europeia vai receber o nono pedido de pagamento.</p>
<p>&#8220;Hoje de manhã, a Comissão Europeia aprovou a última alteração que apresentámos ao PRR em 31 de março, com cerca de 18 diferenças. Hoje à tarde também já deve ter entrado o nono pedido de pagamento&#8221;, afirmou o ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, na conferência PTRR: Um novo ciclo de investimento, em Lisboa.</p>
<p>O governante sublinhou que o plano &#8220;vai acabar bem e está a correr bem&#8221;, apesar de admitir que começou com um atraso.</p>
<p>Com o nono pedido de pagamento, a execução do plano vai passar de cerca de 61% para 75%.</p>
<p>De acordo com a nota hoje divulgada pelo Ministério da Economia, o nono pedido de pagamento integra 51 marcos e metas em áreas como respostas sociais, inovação empresarial, qualificação, transição digital, sustentabilidade, competitividade e eficiência da Administração Pública.</p>
<p>O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.</p>
<p>Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764491]]></sapo:autor>
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		<title>Fim de viagem para o ‘cruzeiro do hantavírus’: como será a longa quarentena da tripulação em camarotes portáteis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Responsáveis pela operação explicaram que a zona está “isolada do mundo exterior” e situada a cerca de “oito quilómetros da civilização”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="text-base my-auto mx-auto [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)">
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<p data-start="107" data-end="423">O MV Hondius, que ficará associado ao surto de hantavírus a bordo, chegou esta segunda-feira ao porto de Róterdam, nos Países Baixos, naquela que marca a última etapa da viagem do navio de bandeira holandesa. A embarcação será agora submetida a longas e intensas operações de desinfeção pelas autoridades sanitárias.</p>
<p data-start="425" data-end="704">Para parte da tripulação que ainda permanecia no interior do navio, porém, o fim do trajeto não significa o regresso imediato a casa. De acordo com o HuffPost, vários tripulantes terão de cumprir uma quarentena prolongada em instalações especiais preparadas no porto de Róterdam.</p>
<p data-start="763" data-end="1010">Dos 27 elementos que não desembarcaram em Granadilla de Abona, em Tenerife, na passada segunda-feira, 25 pertenciam à tripulação. A bordo seguiam ainda um médico e uma enfermeira do Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente dos Países Baixos.</p>
<p data-start="1012" data-end="1183">O grupo é composto maioritariamente por cidadãos filipinos, num total de 17. Há ainda quatro holandeses, quatro ucranianos, um russo e um polaco, que é o capitão do navio.</p>
<p data-start="1185" data-end="1453">Segundo o HuffPost, os tripulantes holandeses foram autorizados a abandonar o navio e a dirigir-se para as respetivas casas, onde deverão completar a quarentena. Para os restantes 23 elementos, a situação será diferente, em particular para os 17 tripulantes filipinos.</p>
<p data-start="1455" data-end="1514"><strong>Camarotes pré-fabricados ficam “isolados do mundo exterior”</strong></p>
<p data-start="1516" data-end="1725">Para estes tripulantes foram preparados camarotes pré-fabricados no cais 7 do porto de Róterdam, uma infraestrutura designada como porto de quarentena neerlandês para navios que apresentem riscos para a saúde.</p>
<p data-start="1727" data-end="1864">Responsáveis pela operação explicaram que a zona está “isolada do mundo exterior” e situada a cerca de “oito quilómetros da civilização”.</p>
<p data-start="1866" data-end="2182">A quarentena deverá durar pelo menos seis semanas. No caso dos tripulantes filipinos, esse período será cumprido integralmente nas instalações portuárias, uma vez que, segundo a informação disponível, não existem condições adequadas de isolamento no país de origem e um voo especial de regresso seria demasiado caro.</p>
<p data-start="2184" data-end="2250"><strong>Internet, cozinha e cama para seis semanas de isolamento</strong></p>
<p data-start="2252" data-end="2502">Os camarotes portáteis foram protegidos com barreiras negras para impedir a aproximação de órgãos de comunicação social, trabalhadores ou curiosos. As estruturas contam com o necessário para garantir uma permanência digna durante cerca de mês e meio.</p>
<p data-start="2504" data-end="2784">Cada espaço dispõe de pequena cozinha, duche, sofá, cama e lavadora. Os tripulantes terão também acesso à internet através da Starlink, o sistema de ligação por satélite de Elon Musk, para realizarem videochamadas ou comunicarem por mensagens com familiares, amigos e autoridades.</p>
<p data-start="2786" data-end="2892">As autoridades acompanham a chegada e a evolução dos tripulantes durante as primeiras horas de isolamento.</p>
<p data-start="2894" data-end="2946"><strong>Navio será sujeito a limpeza e desinfeção exaustivas</strong></p>
<p data-start="2948" data-end="3120">O meio de comunicação Algemeen Dagblad, com sede em Róterdam, citado no texto original, detalha que outro grupo de tripulantes permanece inicialmente a bordo do MV Hondius.</p>
<p data-start="3122" data-end="3331">Esses elementos deverão ficar no navio enquanto decorrem trabalhos de limpeza e desinfeção exaustivos, realizados por uma empresa especializada, antes de serem encaminhados para os respetivos países de origem.</p>
<p data-start="3333" data-end="3465">Apesar de nenhum dos 27 elementos apresentar sintomas, as autoridades sanitárias realizaram análises ao sangue à chegada a Róterdam.</p>
<p data-start="3467" data-end="3517"><strong>Contactos diários com o Serviço Municipal de Saúde</strong></p>
<p data-start="3519" data-end="3753">Durante a quarentena, os tripulantes manterão contacto diário com o Serviço Municipal de Saúde. Esse acompanhamento deverá continuar, pelo menos numa fase inicial, até que os responsáveis sanitários determinem que já não é necessário.</p>
<p data-start="3755" data-end="3987" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O caso do MV Hondius encerra assim a viagem do chamado ‘cruzeiro do hantavírus’, mas abre uma nova etapa para a tripulação, marcada por isolamento prolongado, vigilância médica e uma operação sanitária rigorosa no porto de Róterdam.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764485]]></sapo:autor>
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		<title>Doenças infecciosas como hantavírus e Ébola estão a tornar-se mais frequentes e perigosas, alertam especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:08:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O organismo, conhecido pela sigla GPMB, considera que o risco de pandemia está a crescer mais depressa do que os investimentos em preparação e resposta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="114" data-end="525">O mundo está a ficar menos preparado para responder a surtos de doenças infecciosas, numa altura em que as autoridades de saúde da República Democrática do Congo e do Uganda tentam conter um novo surto de Ébola. O alerta surge num relatório publicado esta segunda-feira pelo Global Preparedness Monitoring Board, que avisa que os surtos são cada vez mais frequentes e também mais danosos.</p>
<p data-start="527" data-end="757">O organismo, conhecido pela sigla GPMB, considera que o risco de pandemia está a crescer mais depressa do que os investimentos em preparação e resposta. A conclusão é clara: “o mundo ainda não está significativamente mais seguro”.</p>
<p data-start="759" data-end="805">O relatório aponta a crise climática e os conflitos armados como fatores que estão a tornar os surtos de doenças infecciosas mais prováveis. Ao mesmo tempo, a fragmentação geopolítica e os interesses comerciais estarão a enfraquecer a ação coletiva necessária para responder a novas ameaças sanitárias.</p>
<p data-start="1141" data-end="1346">O GPMB é um grupo de especialistas criado em 2018 pelo Banco Mundial e pela Organização Mundial da Saúde, depois do primeiro grande surto de Ébola na África Ocidental e pouco antes da pandemia de Covid-19.</p>
<p data-start="1348" data-end="1646">As novas conclusões surgem num momento de forte atenção internacional sobre o surto de hantavírus num navio de cruzeiro e um dia depois da declaração de emergência internacional de saúde pública devido ao surto de Ébola na República Democrática do Congo, onde foram registadas pelo menos 87 mortes.</p>
<p data-start="1648" data-end="1708"><strong>Ébola no Congo e hantavírus em cruzeiro aumentam preocupação</strong></p>
<p data-start="1710" data-end="1970">Os dois surtos foram descritos pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, como “as mais recentes crises no nosso mundo conturbado”, durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde da agência das Nações Unidas, em Genebra.</p>
<p data-start="1972" data-end="2332">Na República Democrática do Congo, a resposta ao surto de Ébola está a pressionar os recursos disponíveis. Anne Ancia, representante da OMS no país, afirmou à Reuters que a organização esgotou os stocks de equipamento de proteção na capital, Kinshasa, e estava a preparar um avião de carga para transportar material adicional a partir de um depósito no Quénia.</p>
<p data-start="2334" data-end="2463">O International Rescue Committee e os Médicos Sem Fronteiras também indicaram que tinham equipas no terreno a responder ao surto.</p>
<p data-start="2534" data-end="2822">A Organização Mundial da Saúde deverá realizar uma consulta científica urgente na sexta-feira, juntando especialistas internacionais para reunir o que se sabe sobre o vírus e definir onde devem concentrar-se os esforços de investigação e desenvolvimento de vacinas, testes e medicamentos.</p>
<p data-start="2824" data-end="3096">Em Genebra, o professor Matthew Kavanagh, diretor do Georgetown University Center for Global Health Policy &amp; Politics, afirmou que os cortes na ajuda internacional poderão ter contribuído para deixar o mundo novamente em atraso na resposta a um agente patogénico perigoso.</p>
<p data-start="3098" data-end="3344">“Como os primeiros testes procuraram a estirpe errada de Ébola, tivemos falsos negativos e perdemos semanas de resposta”, afirmou. “Quando o alarme foi dado, o vírus já se tinha deslocado por grandes rotas de transporte e atravessado fronteiras.”</p>
<p data-start="3346" data-end="3630">Kavanagh acrescentou que a crise “não aconteceu no vazio” e criticou os cortes no financiamento da OMS e o desmantelamento de programas da USAID na linha da frente. Para o especialista, essas decisões enfraquecem os sistemas de vigilância criados para detetar vírus numa fase inicial.</p>
<p data-start="3632" data-end="3677"><strong>Vacinas avançam, mas acesso continua desigual</strong></p>
<p data-start="3679" data-end="3914">O relatório do GPMB reconhece que novas tecnologias, incluindo plataformas de vacinas como o mRNA, avançaram a uma velocidade sem precedentes. Também foram investidos milhares de milhões de dólares em preparação e resposta a pandemias.</p>
<p data-start="3916" data-end="4241">Ainda assim, o organismo conclui que o mundo está a recuar em áreas essenciais, como o acesso equitativo a vacinas, testes e tratamentos. Nos surtos recentes de mpox, as vacinas demoraram quase dois anos a chegar aos países africanos afetados, mais do que os 17 meses registados na distribuição das vacinas contra a Covid-19.</p>
<p data-start="4243" data-end="4607">O relatório alerta ainda que os surtos recentes prejudicaram a confiança nos governos, nas liberdades civis e nas normas democráticas, num contexto agravado por respostas politizadas e ataques a instituições científicas. Esses efeitos prolongaram-se para lá das crises e deixaram as sociedades menos resilientes perante futuras emergências.</p>
<p data-start="4681" data-end="4907">Kolinda Grabar-Kitarović, copresidente do GPMB e antiga presidente da Croácia, afirmou que o mundo “não carece de soluções”, mas alertou que essas soluções não chegarão às populações que mais precisam sem confiança e equidade.</p>
<p data-start="4909" data-end="5114">“Os líderes políticos, a indústria e a sociedade civil ainda podem mudar a trajetória da preparação global, se transformarem os seus compromissos em progressos mensuráveis antes da próxima crise”, afirmou.</p>
<p data-start="5116" data-end="5499">A discussão ocorre numa altura em que os países falharam o prazo para concluir o tratado internacional sobre pandemias antes da Assembleia Mundial da Saúde desta semana, em Genebra. O impasse resulta de divergências sobre garantias de acesso a testes médicos, vacinas e tratamentos em troca da partilha de informação sobre agentes patogénicos emergentes nos territórios de cada país.</p>
<p data-start="5501" data-end="5548"><strong>GPMB pede mecanismo permanente de monitorização</strong></p>
<p data-start="5550" data-end="5798">O GPMB defende que os líderes políticos criem um mecanismo permanente e independente para monitorizar o risco de pandemia, concluam o acordo internacional sobre pandemias e garantam acesso equitativo a vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos.</p>
<p data-start="5800" data-end="5946">O relatório recomenda ainda a criação de financiamento capaz de assegurar a preparação para emergências sanitárias e respostas imediatas a surtos.</p>
<p data-start="5948" data-end="6170" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Joy Phumaphi, copresidente do GPMB e antiga ministra da Saúde do Botswana, deixou um aviso: “Se a confiança e a cooperação continuarem a fraturar-se, todos os países estarão mais expostos quando chegar a próxima pandemia.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764480]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fronteiras aéreas: PSP registou 6,2 milhões de passageiros, 11.535 interceções e 980 recusas de entrada nos primeiros quatro meses de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[aeroportos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[PSP confirmou também a existência, em determinados momentos, de tempos de espera superiores aos desejados nos aeroportos nacionais, no contexto da implementação do Sistema de Entrada-Saída, conhecido pela sigla SES/EES]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública controlou mais de 6,2 milhões de passageiros nas fronteiras aéreas nacionais durante os primeiros quatro meses de 2026, no âmbito das competências da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.</p>
<p>Entre janeiro e abril, referiu em comunicado, a PSP registou 6.295.550 passageiros em todos os aeroportos nacionais. Os números, ainda provisórios e em consolidação, incluem 3.264.904 entradas em território nacional através das fronteiras aéreas e 3.030.646 saídas.</p>
<p>Além do volume de passageiros controlados, a PSP destaca vários indicadores operacionais relativos a passageiros provenientes de fora do Espaço Schengen. No primeiro quadrimestre de 2026, foram registadas 11.535 interceções, 980 recusas de entrada e 185 detenções.</p>
<p><strong>Sistema de Entrada-Saída provoca tempos de espera</strong></p>
<p>A PSP confirmou também a existência, em determinados momentos, de tempos de espera superiores aos desejados nos aeroportos nacionais, no contexto da implementação do Sistema de Entrada-Saída, conhecido pela sigla SES/EES.</p>
<p>Segundo a força de segurança, estes constrangimentos resultam de razões técnicas e informáticas, mas também da elevada dimensão de passageiros provenientes de fora do Espaço Schengen.</p>
<p>Perante estas situações, a PSP refere que tem adotado medidas de contingência, sempre “no estrito cumprimento das regras de segurança e das normas de controlo fronteiriço”.</p>
<p><strong>Lisboa registou espera de 140 minutos nas chegadas</strong></p>
<p>Esta segunda-feira, com picos entre as 11h00 e as 12h30, o tempo máximo de espera registado nos aeroportos nacionais chegou aos 140 minutos nas chegadas ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Nas partidas, o tempo máximo em Lisboa foi de 40 minutos.</p>
<p>No Aeroporto Gago Coutinho, em Faro, foram registados tempos máximos de espera de 70 minutos nas partidas e 40 minutos nas chegadas.</p>
<p>Já no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, os tempos máximos chegaram aos 25 minutos nas partidas e 75 minutos nas chegadas.</p>
<p>De acordo com a PSP, os parâmetros de referência foram alcançados ao final da manhã.</p>
<p><strong>Segurança aeroportuária e controlo fronteiriço</strong></p>
<p>A PSP, através da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, é responsável pela segurança das infraestruturas de aviação civil e pelo controlo das fronteiras aéreas em Portugal.</p>
<p>A força de segurança sublinha que mantém o compromisso com a segurança do ambiente aeroportuário, garantindo a proteção de passageiros e trabalhadores e assegurando o cumprimento das normas de controlo fronteiriço.</p>
<p>Com mais de 6,2 milhões de passageiros controlados em apenas quatro meses, os dados mostram a pressão operacional sobre as fronteiras aéreas nacionais e o peso crescente da gestão de fluxos internacionais nos aeroportos portugueses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764475]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Moscovo sob pressão: Ucrânia atravessa defesas russas com ataque recorde de drones</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/moscovo-sob-pressao-ucrania-atravessa-defesas-russas-com-ataque-recorde-de-drones/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:54:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Moscovo]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades russas indicaram que três pessoas morreram e 12 ficaram feridas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia lançou mais de 1.300 drones contra a Rússia durante o fim de semana, num dos maiores ataques de longo alcance realizados por Kiev desde o início da guerra. Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os aparelhos conseguiram atravessar as densas defesas aéreas russas e atingir vários alvos na região de Moscovo, incluindo instalações industriais e uma refinaria.</p>
<p>As autoridades russas indicaram que três pessoas morreram e 12 ficaram feridas. O ataque provocou também perturbações significativas no tráfego aéreo, com mais de 50 voos civis desviados e mais de 30 atrasados, de acordo com o Ministério dos Transportes russo.</p>
<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou o alcance simbólico e militar da operação. “Isto é significativo também porque a região de Moscovo é a mais densamente saturada com sistemas de defesa aérea russos”, afirmou, numa declaração divulgada este domingo.</p>
<p>A ofensiva ocorreu pouco depois de Zelensky ter anunciado ataques de retaliação contra a Rússia, na sequência de uma vaga massiva de bombardeamentos russos contra a Ucrânia. Só em Kiev, essa ofensiva russa provocou 24 mortos e 48 feridos.</p>
<p>Kiev reivindicou ataques bem-sucedidos contra a fábrica Angstrem, que produz componentes radioeletrónicos e microchips usados em armas de precisão, contra a refinaria de Moscovo e contra estações de bombeamento de petróleo em Solnechnogorsk e Volodarskoye, nas imediações da capital russa.</p>
<p>Para analistas ucranianos, a escala da operação marca uma mudança relevante. Taras Chmut, especialista militar e representante do Ministério da Defesa ucraniano na agência estatal de aquisições de defesa, descreveu o ataque como “o maior ataque profundo de uma só vez” realizado pela Ucrânia até agora nesta guerra. “A Ucrânia atacou Moscovo várias vezes antes, com efeito limitado. Mas desta vez o impacto psicológico é poderoso”, afirmou.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano indicou que foram utilizados drones de longo alcance, incluindo os modelos RS-1 Bars, FP-1 Firepoint e o novo Bars-SM Gladiator. Cada aparelho pode transportar entre 50 e 113 quilos de explosivos, o que permite atingir infraestruturas industriais, energéticas e militares a grande distância.</p>
<p>O Institute for the Study of War, citado pelo &#8216;POLITICO&#8217;, considerou que a sequência de ataques demonstrou a incapacidade da Rússia para proteger eficazmente a capital. Segundo o centro de análise americano, essa vulnerabilidade gerou frustração no espaço informativo ultranacionalista russo.</p>
<p>Moscovo procurou desvalorizar a ofensiva. O Ministério da Defesa russo e o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmaram que 714 drones foram abatidos, incluindo mais de 120 sobre Moscovo e os subúrbios. Sobyanin garantiu ainda que os ataques não paralisaram a produção na refinaria da capital.</p>
<p>Ainda assim, a operação tem peso político. Moscovo é considerada a zona mais protegida da Rússia, com sistemas antimíssil e antidrones destinados a defender o principal centro político e económico do país. Durante grande parte da guerra lançada por Vladimir Putin há mais de quatro anos, a capital russa permaneceu relativamente afastada dos efeitos diretos do conflito.</p>
<p>A capacidade ucraniana de atingir alvos cada vez mais distantes tem vindo a aumentar graças ao desenvolvimento de drones e mísseis de longo alcance. Kiev procura assim levar a guerra para infraestruturas russas consideradas essenciais, sobretudo no setor energético, industrial e militar.</p>
<p>O impacto psicológico dentro da Rússia também começa a pesar. A Fundação Opinião Pública, ligada ao Kremlin, indicou este mês que há uma preocupação crescente entre os russos com os ataques ucranianos. Os dados mais recentes mostram que 18% dos inquiridos consideram estes ataques a sua principal prioridade, um valor recorde.</p>
<p>Para Zelensky, a mensagem é clara. “Este é um sinal evidente de que não se deve comprar uma luta com a Ucrânia nem travar uma guerra injusta de conquista contra outro povo”, afirmou o Presidente ucraniano.</p>
<p>O ataque mostra que a guerra já não se mede apenas pelas linhas da frente no leste e no sul da Ucrânia. A capacidade de atingir Moscovo, mesmo perante a forte defesa aérea russa, dá a Kiev uma nova ferramenta militar e psicológica: mostrar que a capital russa também pode sentir os efeitos da guerra que o Kremlin levou para território ucraniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764470]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro diz que vai manter &#8220;não é não&#8221; ao Chega mas também ao &#8220;bloco central com PS&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:39:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do PSD e recandidato afirmou hoje que manterá o compromisso de "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do PSD e recandidato afirmou hoje que manterá o compromisso de &#8220;não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS&#8221;, mas considera ser absurdo falar de &#8220;cercas sanitárias&#8221; no Parlamento.</P><br />
<P>&#8220;O sentido do &#8216;não é não&#8217; com o Chega é o mesmo do &#8216;não ao bloco central&#8217; com o PS&#8221;, refere Luís Moção Montenegro na moção de estratégia global &#8220;Trabalhar &#8211; Fazer Portugal Maior&#8221;, que entregou hoje na sede nacional do PSD.</P><br />
<P>A moção foi entregue juntamente com mais de 3.000 assinaturas, o dobro do necessário para subscrever a candidatura às diretas de 30 de maio.</P><br />
<P>O presidente do PSD adverte, contudo, que &#8220;não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política&#8221;, deixando críticas quer ao Chega quer aos socialistas.</P><br />
<P>&#8220;E o PSD, líder da AD, sendo a referência da moderação política e sendo a referência do reformismo político, governa sem deixar o país cair nem na irresponsabilidade do populismo e da imaturidade &#8216;chegana&#8217;, nem na estagnação do imobilismo e da estatização socialista&#8221;, escreve, considerando que o mandato dado pelos portugueses é o de governar sem maioria absoluta.</P><br />
<P>Em especial, no parlamento, o recandidato à liderança do PSD propõe-se &#8220;continuar o diálogo político com as oposições e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas&#8221;, ou seja Chega e PS.</P><br />
<P>&#8220;Nenhum dos dois está excluído desse diálogo, até porque os mesmos dois maiores partidos da oposição também não têm excluído dialogar entre si e coligarem-se pontualmente contra os partidos que suportam o Governo&#8221;, recorda o líder do PSD.</P><br />
<P>Para Montenegro, está é &#8220;a mais óbvia demonstração do absurdo que se reveste falar de &#8216;cercas sanitária&#8217; no parlamento português&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Numa democracia madura, todos devem respeitar a pronúncia do povo soberano. Os portugueses estão manifestamente cansados de eleições intercalares e querem que todos mostrem o que valem. Governo e oposições devem cumprir as suas missões e no fim da legislatura, todos serão julgados pelo seu desempenho&#8221;, apela.</P><br />
<P>Segundo o também primeiro-ministro, &#8220;foi também esse o entendimento transmitido ao país pelo senhor Presidente da República, interpretando a mesma vontade popular&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PSD cumprirá a sua missão guiado pela salvaguarda do interesse nacional e pela proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos. Vamos trabalhar para fazer Portugal maior&#8221;, afirma Montenegro, recuperando um slogan eleitoral de Cavaco Silva na sua campanha presidencial.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764455]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Conheça o plano do &#8220;supergrupo&#8221; E6 para criar uma Wall Street europeia que já preocupa Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[Grupo é conhecido como E6 e junta França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seis maiores economias da União Europeia querem acelerar um projeto que Bruxelas tenta concretizar há mais de uma década: criar um mercado financeiro europeu mais integrado, capaz de rivalizar com Wall Street e de mobilizar a poupança dos cidadãos para financiar empresas, inovação, defesa e crescimento económico. O plano, noticia o &#8216;POLITICO&#8217;, deverá ganhar novo impulso numa reunião em Berlim, a 28 de maio, mas já está a gerar desconforto entre países que receiam ficar à margem das decisões.</p>
<p>O grupo é conhecido como E6 e junta França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha. A designação não corresponde a uma instituição formal da União Europeia, mas a uma coordenação política entre as maiores economias do bloco para tentar ultrapassar impasses antigos na integração dos mercados de capitais. O objetivo é apresentar compromissos políticos sobre a chamada União de Poupança e Investimento, novo nome dado por Bruxelas ao antigo projeto da União dos Mercados de Capitais.</p>
<p>A ideia de fundo é simples: a Europa tem muita poupança, mas pouca dessa poupança é canalizada para investimento produtivo. Segundo os dados citados pelo &#8216;POLITICO&#8217;, os cidadãos europeus mantêm cerca de 11 biliões de euros em depósitos bancários, em vez de os investirem em ações, obrigações ou outros instrumentos financeiros europeus. Para os defensores da reforma, esse dinheiro poderia ajudar a financiar empresas, startups, transição energética, inovação tecnológica e defesa.</p>
<p>O problema é que a Europa continua a ter mercados financeiros fragmentados por país, com regras, supervisores e práticas nacionais que dificultam a criação de um verdadeiro mercado único de capitais. A consequência, temem os responsáveis europeus, é que empresas promissoras procurem financiamento fora da UE, sobretudo nos Estados Unidos, e que o bloco fique para trás face a Washington e Pequim.</p>
<p>O projeto ganhou urgência com a sucessão de crises recentes. A pandemia, a guerra na Ucrânia, a crise energética e a pressão para reforçar a defesa europeia fragilizaram os orçamentos nacionais. Sem margem suficiente nos cofres públicos, Bruxelas quer atrair capital privado para financiar as prioridades estratégicas da UE. O esforço de modernização económica e reforço da defesa europeia é estimado em cerca de 800 mil milhões de euros por ano.</p>
<p>A reunião de Berlim deverá produzir uma declaração política dos seis países. O comunicado ainda está a ser negociado, mas poderá abordar temas sensíveis, como a criação de uma autoridade europeia mais forte para supervisionar os mercados financeiros. Essa ideia é particularmente controversa para países como Irlanda e Luxemburgo, que resistem a transferir mais poder para Bruxelas em áreas onde desenvolveram setores financeiros relevantes.</p>
<p>É aqui que começam as dificuldades. Irlanda e Portugal já alertaram para o risco de o E6 funcionar como um “supergrupo” capaz de avançar com prioridades próprias sem ter devidamente em conta a posição dos restantes 21 Estados-membros. O receio é que a integração financeira europeia passe a ser desenhada por um núcleo restrito de grandes economias, deixando os países mais pequenos com menor capacidade de influência.</p>
<p>Os diplomatas dos países do E6 rejeitam essa leitura e dizem que os restantes ministros das Finanças da UE têm sido informados sobre os trabalhos. Para os seis países, a integração dos mercados de capitais é essencial para que a Europa ganhe escala, competitividade e autonomia estratégica. Mas Bruxelas já avisou o grupo para ter atenção à forma como os restantes Governos irão interpretar as conclusões da reunião.</p>
<p>Uma possibilidade em discussão no debate europeu é avançar através de uma lógica de “cooperação reforçada”, ou seja, permitir que um grupo de países avance mais depressa numa determinada área sem esperar por unanimidade ou consenso pleno entre os 27. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já apoiou a análise de uma Europa a duas velocidades nos mercados de capitais se a União de Poupança e Investimento não avançar até junho.</p>
<p>O pacote legislativo central chama-se Pacote de Integração e Supervisão do Mercado. Entre os temas em discussão estão a gestão de ativos, a supervisão financeira, as criptomoedas, a governação do regulador europeu dos valores mobiliários e o funcionamento dos mercados. O objetivo é reduzir a fragmentação e tornar os mercados europeus mais transparentes, líquidos e competitivos.</p>
<p>Um dos pontos técnicos, mas politicamente relevantes, envolve os chamados internalizadores sistemáticos. São plataformas usadas por bancos de investimento, como JPMorgan ou Goldman Sachs, para comprar e vender produtos financeiros em nome dos clientes sem divulgar os preços ao mercado em geral. França e Espanha querem maior transparência neste tipo de negociação, que tem crescido por ser mais barata e menos burocrática, mas que pode prejudicar as bolsas tradicionais e reduzir a visibilidade real dos preços.</p>
<p>Para os críticos, a questão não é apenas técnica. Menos transparência e mais fragmentação podem enfraquecer a integridade dos mercados e favorecer grandes intermediários financeiros, em detrimento de bolsas reguladas e investidores comuns. Para os defensores da reforma, pelo contrário, regras mais comuns e supervisão mais forte são indispensáveis para que a Europa deixe de depender tanto de centros financeiros externos.</p>
<p>O dilema é antigo: todos dizem querer mercados de capitais europeus mais fortes, mas muitos Governos resistem quando isso implica perder poder nacional, alterar modelos de supervisão ou expor setores financeiros domésticos a mais concorrência. Foi essa resistência que bloqueou durante anos a União dos Mercados de Capitais. O E6 tenta agora quebrar o impasse pela força política das maiores economias.</p>
<p>A questão é saber se esse impulso será suficiente para unir a União Europeia ou se acabará por acentuar divisões entre grandes e pequenos Estados. Para Bruxelas, a promessa é transformar a poupança europeia em investimento europeu. Para países como Portugal e Irlanda, o risco é que a futura “Wall Street europeia” comece a ser desenhada por poucos, antes de todos terem realmente lugar à mesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764462]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Não está à venda”: enviado de Trump chega à Gronelândia sem convite e reacende tensão no Ártico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:26:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Gronelândia]]></category>
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		<category><![CDATA[Jeff Landry]]></category>
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					<description><![CDATA[Ambições de Trump em relação à Gronelândia têm sido uma constante desde o seu regresso à Casa Branca]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Jeff Landry, enviado especial de Donald Trump para a Gronelândia e governador da Louisiana, chegou no domingo à noite a Nuuk para participar num fórum económico para o qual não tinha sido oficialmente convidado. A visita, noticiada pelo &#8216;El País&#8217;, reacendeu as tensões em torno das ambições americanas sobre a ilha ártica, depois de meses de pressão diplomática, propostas de reforço militar e reiteradas garantias locais de que o território “não está à venda”.</p>
<p>“Estou aqui para construir relações, para fazer amigos”, afirmou Landry à emissora pública dinamarquesa depois de aterrar na capital gronelandesa. O enviado de Trump disse ter falado com o presidente americano antes da viagem e que recebeu a missão de fazer “o máximo de amigos possível” durante a estadia.</p>
<p>A resposta política de Nuuk foi imediata. Depois de se reunir com Landry, o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, insistiu que a ilha “não está à venda” e afirmou que “não há indicação de que algo tenha mudado” em relação aos planos dos Estados Unidos para adquirir o território. O encontro contou também com a presença de Mute Egede, ministro dos Negócios Estrangeiros e antigo chefe do Governo gronelandês.</p>
<p>“Acreditamos que houve progressos, e a Gronelândia está focada em encontrar uma solução que seja boa para todos nós e, mais importante, que impeça qualquer ameaça de anexação, tomada de poder ou compra da Gronelândia e do seu povo”, declarou Nielsen. Egede foi ainda mais direto: “Temos algumas linhas vermelhas: não venderemos a Gronelândia; ela pertencer-nos-á sempre.”</p>
<p>A presença de Landry no fórum Future Greenland já tinha causado desconforto. A Confederação de Empresários da Gronelândia informou que o enviado americano estava entre os cerca de 500 participantes da conferência, mas esclareceu que não recebeu convite oficial: comprou simplesmente um bilhete para assistir ao evento como observador. Landry deverá ainda inaugurar esta quinta-feira a nova sede do consulado dos Estados Unidos em Nuuk.</p>
<p>As ambições de Trump em relação à Gronelândia têm sido uma constante desde o seu regresso à Casa Branca. Depois de ter voltado a sugerir o controlo americano da ilha e de ter alimentado a possibilidade de recurso à força, a crise foi remetida para canais diplomáticos. Desde o final de janeiro, representantes americanos, dinamarqueses e gronelandeses reuniram-se várias vezes em Washington para tentar encontrar uma solução negociada.</p>
<p>O interesse americano é estratégico. O Pentágono pretende abrir três novas bases militares no sul da Gronelândia, num plano compatível com o acordo de defesa existente entre Washington e Copenhaga. Mas a administração Trump reivindica soberania sobre o território onde essas bases seriam instaladas, exigência rejeitada por representantes da Dinamarca e da Gronelândia.</p>
<p>O &#8216;The New York Times&#8217; noticiou que a Casa Branca quer alterar o acordo de defesa de 1951 para garantir uma presença militar americana indefinida na ilha, mesmo que a Gronelândia venha um dia a tornar-se independente do Reino da Dinamarca. Washington pretende também obter um poder de veto efetivo sobre futuros investimentos russos e chineses no território, além de cooperação na exploração dos vastos recursos naturais gronelandeses.</p>
<p>A Gronelândia tem apenas cerca de 57 mil habitantes, mas é a maior ilha do mundo e ocupa uma posição decisiva no Ártico, região cada vez mais disputada por razões militares, energéticas e comerciais. Durante a Guerra Fria, chegou a acolher 10 mil soldados americanos distribuídos por 17 bases. Hoje, os Estados Unidos mantêm apenas a estação espacial de Pituffik, no noroeste da ilha.</p>
<p>A visita de Landry mostra que a disputa está longe de encerrada. Para Washington, a Gronelândia é uma peça estratégica no Ártico. Para Nuuk, a questão é existencial: aceitar cooperação militar ou económica sem abrir mão da soberania. Daí a mensagem repetida pelas autoridades locais: a ilha pode negociar, mas não está à venda.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764457]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Guarda Revolucionária ameaça cobrar por uso de cabos submarinos de Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[Guarda Revolucionária do Irão]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje cobrar pela utilização dos cabos submarinos que atravessam o estreito de Ormuz, sublinhando que qualquer perturbação nesses equipamentos custaria à economia global "centenas de milhões de dólares por dia".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje cobrar pela utilização dos cabos submarinos que atravessam o estreito de Ormuz, sublinhando que qualquer perturbação nesses equipamentos custaria à economia global &#8220;centenas de milhões de dólares por dia&#8221;.</P><br />
<P>Numa mensagem publicada na plataforma digital Telegram, o Exército ideológico da República Islâmica afirmou que, em nome da &#8220;soberania absoluta&#8221; do Irão sobre as suas águas territoriais, o país &#8220;poderá declarar que todos os cabos de fibra ótica que atravessam o estreito estão sujeitos a licenças, monitorização e portagens&#8221;.</P><br />
<P>A mensagem da Guarda Revolucionária surgiu horas depois de o Governo iraniano ter formalizado a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados que Teerão controla desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.</P><br />
<P>A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer &#8220;atualizações em tempo real sobre as operações&#8221; no estreito.</P><br />
<P>O anúncio foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência francesa AFP.</P><br />
<P>O Irão bloqueou o estreito de Ormuz logo no primeiro dia de uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a 28 de fevereiro, justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.</P><br />
<P>Teerão retaliou também com ataques aos países da região, numa guerra que causou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano. </P><br />
<P>As competências exatas da nova estrutura não foram divulgadas de imediato, mas, segundo o jornal especializado Lloyd&#8217;s List, cabe à PGSA &#8220;aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no Estreito de Ormuz&#8221;.</P><br />
<P>As embarcações são obrigadas a fornecer informações pormenorizadas sobre o proprietário, o seguro, os membros da tripulação e a rota de trânsito prevista, de acordo com a mesma fonte.</P><br />
<P>No início de maio, a televisão estatal iraniana Press TV apresentou o novo organismo como um &#8220;sistema destinado a exercer a soberania&#8221; do Irão sobre o Estreito de Ormuz.</P><br />
<P>O presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional iraniana, Ebrahim Azizi, afirmou no domingo que o país tinha &#8220;instituído um mecanismo profissional de gestão de tráfego&#8221; no estreito, que estaria operacional em breve.</P><br />
<P>Desde o início do conflito, o Irão tem insistido que o tráfego no estreito &#8220;não voltará à situação anterior à guerra&#8221;.</P><br />
<P>Teerão anunciou em abril que arrecadou as primeiras receitas provenientes das portagens impostas nesta via estratégica.</P><br />
<P>O controlo iraniano da passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de um quinto da produção mundial de petróleo perturba os mercados energéticos globais e confere a Teerão um importante trunfo estratégico.</P><br />
<P>Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, decretado um dia depois de terem falhado as primeiras negociações sobre o fim da guerra, sob mediação do Paquistão.</P><br />
<P>Para a realização das conversações, as duas partes acordaram um cessar-fogo, que está em vigor desde 08 de abril.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764442]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Como a PJ ajudou a Europol a desmontar a propaganda digital da Guarda Revolucionária do Irão na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europol]]></category>
		<category><![CDATA[Guarda Revolucionária do Irão]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Portugal, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ identificou e reportou 33 ligações associadas à atividade online da organização, distribuídas pelas plataformas 'TikTok' e 'Pinterest']]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Judiciária participou numa operação coordenada pela Europol que permitiu identificar 14.200 publicações ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, organização formalmente classificada como terrorista pelo Conselho da União Europeia em 19 de fevereiro de 2026. </p>
<p>Em Portugal, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ identificou e reportou 33 ligações associadas à atividade online da organização, distribuídas pelas plataformas &#8216;TikTok&#8217; e &#8216;Pinterest&#8217;.</p>
<p>A ação decorreu entre 13 de fevereiro e 28 de abril e foi coordenada pela Unidade da Europol de Sinalização de Conteúdos Online. No total, participaram 19 países, num esforço conjunto para identificar e remover conteúdos de propaganda, recrutamento e angariação de fundos produzidos e difundidos pela Guarda Revolucionária do Irão em várias plataformas digitais.</p>
<p>Segundo a informação divulgada, os conteúdos circulavam em redes sociais, serviços de streaming, sites de alojamento de blogues e páginas independentes. A operação culminou na restrição, no espaço europeu, da conta principal da organização na plataforma &#8216;X&#8217;, @Sepah_Media, que tinha mais de 150 mil seguidores.</p>
<p>Em Portugal, a intervenção da PJ incidiu sobre 33 ligações: 24 no &#8216;TikTok&#8217; e nove no &#8216;Pinterest&#8217;. A participação portuguesa foi assegurada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, estrutura especializada da Polícia Judiciária no acompanhamento e combate a ameaças terroristas, incluindo no ambiente digital.</p>
<p>A propaganda identificada estava disponível em várias línguas, incluindo persa, inglês, francês, espanhol, árabe e bahasa indonésia. O material ia de discursos que combinavam narrativas de martírio religioso com mensagens políticas emocionalmente carregadas até vídeos gerados por Inteligência Artificial que glorificavam a organização e apelavam à vingança do seu líder religioso.</p>
<p>A Europol indicou que a monitorização da atividade online permitiu também localizar e remover conteúdos produzidos por grupos afiliados e entidades aliadas da Guarda Revolucionária, incluindo Hezbollah, a milícia Houthi Ansar Allah, Hamas e Jihad Islâmica Palestina.</p>
<p>A operação revelou ainda o uso de transações com criptomoedas para manter e expandir estas atividades online, numa tentativa de contornar os controlos financeiros tradicionais. Para as autoridades europeias, este tipo de estratégia demonstra a capacidade de adaptação das redes terroristas e a importância de respostas coordenadas entre Estados.</p>
<p>A ação contra a propaganda da Guarda Revolucionária decorreu em paralelo com outra operação internacional contra conteúdos jihadistas violentos. Nessa segunda operação, forças de segurança de 13 países, incluindo Espanha, conseguiram remover mais de 1.100 horas de áudio com discursos de líderes terroristas e cânticos usados em processos de radicalização.</p>
<p>A participação da Polícia Judiciária reforça o papel português no combate ao terrorismo digital. Através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, a PJ tem vindo a consolidar uma presença operacional em ações internacionais destinadas a limitar a capacidade de propaganda, recrutamento e financiamento de organizações terroristas no espaço online.</p>
<p>A operação mostra também como a ameaça terrorista se deslocou para ecossistemas digitais cada vez mais fragmentados. Redes sociais, plataformas de vídeo, serviços de streaming, blogues, criptomoedas e conteúdos gerados por Inteligência Artificial são hoje parte da infraestrutura usada por organizações extremistas para comunicar, recrutar e mobilizar apoiantes. Para a Europol e para as autoridades nacionais, reduzir esse alcance tornou-se uma frente central da segurança europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764440]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Militar da GNR acusado de usar bases de dados reservadas para perseguir vizinho e familiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[GNR]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Arguido foi acusado de um crime de abuso de poder e de dois crimes de acesso ilegítimo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público acusou um militar da GNR, colocado no Núcleo de Proteção da Natureza e do Ambiente de Vila Verde, de ter usado bases de dados reservadas da Guarda para consultar informações sobre veículos de um vizinho e de familiares com quem estaria desavindo, avança o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/militar-acusado-de-usar-bases-de-dados-da-gnr-para-perseguir-vizinho-e-familiares/18085664?utm_source=egoi&amp;utm_medium=push&amp;utm_term=18085664" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;.</p>
<p>O arguido foi acusado de um crime de abuso de poder e de dois crimes de acesso ilegítimo. De acordo com o despacho de acusação, datado de 6 de maio, o militar terá recorrido, em janeiro de 2024, às suas credenciais de acesso aos sistemas TMenu, SCOT e PIS da GNR para consultar matrículas de veículos pertencentes ao vizinho e a familiares.</p>
<p>A acusação sustenta que, depois de verificar que um dos veículos não tinha inspeção periódica obrigatória válida, o militar terá elaborado um auto de contraordenação fora do horário de serviço. O Ministério Público considera que o arguido terá feito constar uma data e hora destinadas a simular que a infração tinha sido presenciada durante o exercício das suas funções.</p>
<p>O &#8216;Jornal de Notícias&#8217; adianta ainda que, numa outra ocasião, também fora de serviço, o militar terá levantado um auto de contraordenação ao mesmo vizinho, alegando que este transportava uma criança sem o sistema de retenção adequado, a chamada ‘cadeirinha’.</p>
<p>Para o Ministério Público, há indícios de que o militar utilizou os poderes inerentes às suas funções para prosseguir “interesses de natureza pessoal”. A acusação entende que os acessos às plataformas internas da GNR e a elaboração dos autos não terão tido finalidade de serviço.</p>
<p>Além dos crimes imputados, o Ministério Público quer que seja aplicada ao arguido a pena acessória de proibição do exercício de funções públicas. A decisão caberá agora ao tribunal, caso o processo siga para julgamento.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764437]]></sapo:autor>
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		<title>Atirador mata quatro pessoas e fere oito em ataque no sul da Turquia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mersin]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades turcas acreditam que o suspeito do ataque tem 17 anos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro pessoas morreram e outras oito ficaram feridas hoje após um ataque a tiro em Mersin, no sul da Turquia, perpetrado por um suspeito que continua em fuga, segundo vários órgãos de comunicação social locais.</p>
<p>O alegado atirador abriu fogo inicialmente num restaurante situado junto a uma estrada, cerca de 40 quilómetros a nordeste da cidade de Mersin, matando o proprietário do estabelecimento e um funcionário.</p>
<p>Vários clientes ficaram igualmente feridos durante o ataque, acrescentaram os meios de comunicação turcos.</p>
<p>Segundo as mesmas fontes, o suspeito disparou depois contra mais dois homens enquanto fugia do local, provocando mais duas vítimas mortais.</p>
<p>As autoridades turcas acreditam que o suspeito do ataque tem 17 anos.</p>
<p>Uma das vítimas mortais era um pastor que conduzia o seu rebanho para pastar nas proximidades do restaurante quando foi atingido pelos disparos.</p>
<p>Imagens transmitidas pelos meios de comunicação locais mostraram um helicóptero a sobrevoar a área durante as operações de busca, bem como ambulâncias a transportar os feridos para um hospital da região.</p>
<p>As autoridades turcas não divulgaram até ao momento informações sobre os motivos do ataque.</p>
<p>O incidente ocorre cerca de um mês depois de um jovem de 14 anos ter aberto fogo numa escola de uma grande cidade situada a cerca de 180 quilómetros a leste de Mersin, matando nove alunos, com idades entre os 10 e os 11 anos, e um professor.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764432]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Quem pode substituir Keir Starmer? A sucessão que já agita o Partido Trabalhista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:49:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Keir Starmer]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[Pressão aumentou depois da demissão de Wes Streeting, antigo secretário da Saúde, que afirmou ter perdido a confiança em Starmer e anunciou que disputará “qualquer corrida pela liderança” dentro do Labour]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda não há uma corrida oficial para substituir Keir Starmer, mas Westminster já começou a fazer contas. O colapso do Partido Trabalhista nas eleições locais inglesas e nas eleições escocesas e galesas reacendeu uma dinâmica muito britânica: quando um primeiro-ministro enfraquece, os nomes de potenciais sucessores começam a circular antes de qualquer disputa formal, relata o &#8216;ABC&#8217;.</p>
<p>A pressão aumentou depois da demissão de Wes Streeting, antigo secretário da Saúde, que afirmou ter perdido a confiança em Starmer e anunciou que disputará “qualquer corrida pela liderança” dentro do Labour. Ao mesmo tempo, o deputado Josh Simons anunciou que deixará o seu lugar para facilitar o regresso a Westminster de Andy Burnham, presidente da Câmara da Grande Manchester e um dos nomes mais fortes numa eventual sucessão.</p>
<p>O debate já não é apenas sobre quem poderá liderar o partido. É também sobre que tipo de Partido Trabalhista poderá surgir depois de Starmer: mais moderado e próximo do centro, mais sindical e ligado à base tradicional, mais regional e focado no norte de Inglaterra, mais verde e social-democrata ou até mais atento à segurança e à defesa.</p>
<p><strong>Como funciona uma corrida à liderança no Labour?</strong></p>
<p>As regras do Partido Trabalhista tornam difícil uma candidatura improvisada. Qualquer candidato precisa do apoio de pelo menos 81 deputados, o equivalente a 20% dos 403 parlamentares trabalhistas na Câmara dos Comuns. Além disso, cada deputado só pode apoiar um candidato, o que limita na prática o número de concorrentes viáveis.</p>
<p>As sondagens mostram um cenário complexo. Uma pesquisa da &#8216;Survation&#8217; para o LabourList ainda coloca Starmer claramente à frente de Wes Streeting num confronto direto, por 53% contra 23%. Mas o primeiro-ministro perderia para Andy Burnham, que chegaria aos 61%, e também ficaria atrás de Angela Rayner e Ed Miliband.</p>
<p><strong>Wes Streeting: o herdeiro da ala moderada</strong></p>
<p>Wes Streeting, de 43 anos, é visto como uma das figuras mais ambiciosas e disciplinadas da nova geração trabalhista. Nascido em Londres e criado pela mãe em habitação social, construiu parte da sua narrativa política em torno da mobilidade social e da meritocracia.</p>
<p>Aberto sobre a sua homossexualidade e sobre a sua relação de mais de uma década com o consultor de comunicação Joe Dancey, Streeting ganhou peso na ala moderada do partido, próxima do blairismo. Entrou no Parlamento em 2015 e tornou-se uma das vozes mais mediáticas do Labour.</p>
<p>Como secretário da Saúde, defendeu reformas controversas no NHS, incluindo uma maior colaboração com o setor privado para reduzir a pressão sobre o sistema público. Em 2021, revelou ter sido diagnosticado com cancro renal, experiência que passou a usar para reforçar o argumento de que o serviço nacional de saúde precisa de modernização.</p>
<p>A sua frase mais marcante resume essa linha: “O nosso Serviço Nacional de Saúde precisa de se modernizar ou vai morrer.” Para os apoiantes, Streeting representa competência, disciplina e capacidade de comunicação. Para os críticos, simboliza o trabalhismo tecnocrático que afastou parte do eleitorado tradicional.</p>
<p><strong>Angela Rayner: a força sindical e popular</strong></p>
<p>Angela Rayner, de 46 anos, representa uma corrente muito diferente. Nascida em Stockport, no norte de Inglaterra, deixou a escola grávida aos 16 anos, cresceu em habitação social e entrou na política através do sindicalismo. A sua biografia tornou-se uma parte central da sua identidade política.</p>
<p>Durante anos, foi vista com desconfiança pelos setores moderados do Labour, sobretudo na transição entre a era Jeremy Corbyn e a liderança de Starmer. Mas acabou por se consolidar como uma figura mais pragmática do que muitos esperavam, mantendo forte popularidade entre os militantes de base e os sindicatos.</p>
<p>Rayner combina uma economia mais à esquerda com fortes ligações sindicais e uma capacidade rara de falar com eleitores da classe trabalhadora que se afastaram da linguagem técnica de Westminster. “Detesto quando as pessoas tentam-me rotular”, afirmou, numa frase que resume parte do seu apelo político.</p>
<p>O obstáculo é evidente: muitos deputados moderados receiam que uma guinada demasiado à esquerda volte a afastar eleitores centristas. Rayner também carrega o desgaste da demissão, em setembro de 2025, dos cargos de vice-primeira-ministra, ministra da Habitação e vice-líder do Labour, na sequência de uma controvérsia fiscal relacionada com a compra de um imóvel.</p>
<p><strong>Andy Burnham: o ‘rei do norte’</strong></p>
<p>Andy Burnham é talvez o nome mais popular entre os potenciais sucessores, mas enfrenta um problema prático: não pode concorrer à liderança enquanto estiver fora da Câmara dos Comuns. É por isso que a saída anunciada do deputado Josh Simons ganhou tanta importância.</p>
<p>Presidente da Câmara da Grande Manchester desde 2017, Burnham construiu uma imagem de líder regional combativo, muito ligado às cidades industriais do norte de Inglaterra. Durante a pandemia, ganhou notoriedade pelos confrontos com o Governo conservador de Boris Johnson, exigindo mais apoios económicos para as regiões afetadas pelas restrições sanitárias.</p>
<p>Nascido em Liverpool, antigo jornalista e ex-assessor político, Burnham ocupou cargos importantes nos Governos de Tony Blair e Gordon Brown, mas foi-se afastando da imagem clássica do establishment londrino. A imprensa britânica chegou a descrevê-lo como “o rei do norte”, pela sua influência junto dos antigos bastiões trabalhistas do chamado ‘muro vermelho’.</p>
<p>“Quero voltar ao Parlamento para levar a todo o Reino Unido a mudança que trouxemos para a Grande Manchester”, afirmou. O seu perfil combina experiência governativa, popularidade regional e ligação a eleitores que abandonaram o Labour durante os anos do Brexit.</p>
<p><strong>Ed Miliband: o regresso da social-democracia clássica</strong></p>
<p>Ed Miliband já liderou o Partido Trabalhista e perdeu as eleições de 2015 para David Cameron, derrota que marcou profundamente a história recente do partido. Durante anos, foi visto como símbolo de fracasso eleitoral. Mas a política britânica tem uma capacidade particular de reabilitar figuras que pareciam terminadas.</p>
<p>Hoje responsável pela pasta da Energia e Segurança Climática, Miliband reconstruiu parte da sua reputação graças à centralidade crescente da transição energética. Filho de intelectuais judeus marxistas que fugiram do nazismo, formado em Filosofia, Política e Economia, continua a representar o perfil mais intelectual entre os potenciais candidatos.</p>
<p>A sua linha política aponta para uma social-democracia clássica e progressista, centrada no Estado, na desigualdade económica e no combate às alterações climáticas. A sua frase sobre energia sintetiza essa visão: “A era da segurança baseada em combustíveis fósseis acabou, e chegou a hora da segurança baseada em energia limpa.”</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, Miliband tornou-se também uma das figuras mais ativas do Governo no debate sobre o impacto económico da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, em particular devido ao receio de uma nova crise energética.</p>
<p><strong>Alistair Carns: defesa, patriotismo e segurança</strong></p>
<p>Alistair Carns, ou Al Carns, é o nome menos estabelecido entre os potenciais sucessores, mas talvez o mais revelador de uma nova preocupação dentro do Labour. Veterano de guerra, nascido na Escócia em 1980 e criado num bairro operário de Aberdeen, serviu durante 24 anos nos Royal Marines e foi condecorado após missões no Iraque e no Afeganistão.</p>
<p>Entrou no Parlamento em 2024 e é atualmente subsecretário de Estado para as Forças Armadas. O seu perfil cresceu entre eleitores da classe trabalhadora preocupados com segurança nacional, defesa e identidade cultural — precisamente áreas onde o Labour perdeu terreno durante os anos do Brexit e com a ascensão do Reform UK.</p>
<p>Carns já admitiu ter votado nos conservadores no passado e defende que a esquerda britânica deve reconciliar-se com conceitos como nação, serviço militar e segurança. “Qual é o sentido do Partido Trabalhista se ele não consegue substituir o desespero e a frustração por esperança, estabilidade e propósito?”, questionou.</p>
<p>Ainda lhe falta a rede parlamentar e a influência interna dos outros nomes, mas a sua ascensão mostra que parte do Labour procura uma linguagem mais firme sobre defesa, patriotismo e coesão nacional.</p>
<p><strong>O que está realmente em causa?</strong></p>
<p>A eventual sucessão de Starmer não é apenas uma disputa de nomes. É uma disputa sobre a identidade do Partido Trabalhista.</p>
<p>Streeting representa o caminho moderado, reformista e próximo do centro. Rayner simboliza a ligação sindical e a autenticidade de classe. Burnham oferece uma ponte com o norte industrial e os antigos bastiões perdidos. Miliband encarna uma social-democracia verde e estatal. Carns aponta para uma esquerda mais confortável com defesa, segurança e patriotismo.</p>
<p>Para já, Starmer continua em Downing Street. Mas, em Westminster, as lideranças raramente começam a cair no dia em que há uma votação formal. Começam a cair quando o partido deixa de discutir apenas o presente e passa a imaginar quem poderá ocupar o lugar a seguir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764428]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa fecha a subir mais de 1% com Mota-Engil a liderar ganhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:36:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Mota-Engil]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em terreno positivo, com o PSI a subir 1,21% para 9.142,55 pontos, num dia em que a Mota-Engil, a EDP e a Galp Energia subiram mais de 2%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em terreno positivo, com o PSI a subir 1,21% para 9.142,55 pontos, num dia em que a Mota-Engil, a EDP e a Galp Energia subiram mais de 2%.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, apenas quatro fecharam a sessão em terreno negativo e as restantes 12 no &#8216;verde&#8217;. </P><br />
<P>Nas restantes principais praças europeias, o alemão DAX subiu 1,49% o britânico FTSE 100 somou 1,26%, o espanhol IBEX-35 avançou 0,75% e o francês CAC-40 valorizou 0,44%.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764417]]></sapo:autor>
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		<title>Escândalo nas escolas de Paris: investigação a abusos de crianças alargada a 104 estabelecimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:34:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[abusos sexuais]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[O caso está a provocar forte inquietação entre pais, associações e autoridades locais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A investigação sobre eventuais abusos de crianças em programas extracurriculares em Paris foi alargada a 84 jardins de infância e 20 escolas primárias, anunciou a procuradora Laure Beccuau. A informação, avançada pelo &#8216;El Mundo&#8217;, surge cerca de um mês e meio depois de ter sido divulgado que 78 monitores foram suspensos este ano na capital francesa, 31 deles por suspeitas de violência sexual contra menores.</p>
<p>O caso está a provocar forte inquietação entre pais, associações e autoridades locais. Emmanuel Grégoire, presidente da Câmara de Paris, considerou que a “aceleração das investigações é uma boa notícia”, embora tenha reconhecido que a espera pode tornar-se “insuportável” para as famílias afetadas.</p>
<p>O autarca afirmou que o município alterou os procedimentos de recrutamento de monitores, intensificou as inspeções e lançou uma convenção de cidadãos dedicada aos direitos da criança. “Quero dizer aos pais que precisam de recuperar a confiança nas suas escolas”, declarou Grégoire, que colocou o combate à chamada ‘omertà’, ou código de silêncio, entre as suas prioridades.</p>
<p>A reação das famílias tem sido marcada por preocupação e exigência de medidas mais amplas. Barka Zerouadi, cofundadora da organização #MeTooécole, defendeu que o presidente francês, Emmanuel Macron, deve intervir e assumir responsabilidade política. “Não podemos permitir que as nossas crianças sejam violadas nas escolas da República. É necessária uma estratégia nacional para evitar tragédias e pânico nas escolas”, alertou.</p>
<p>A pressão ultrapassa já a capital francesa. A associação SOS Périscolaire compilou um mapa com 437 casos recentes de alegados abusos contra menores em programas extracurriculares em França. Segundo a organização, mais de metade dos casos ocorreu fora de Paris, incluindo em cidades como Tours, onde um monitor suspeito de violar uma menina de três anos foi despedido a 17 de abril.</p>
<p>Entretanto, o Ministério Público de Paris anunciou a prisão preventiva de mais um suspeito de abusos sexuais de menores na cidade, além de cinco intimações judiciais. A própria procuradoria classificou o caso como uma “emergência nacional”, enquanto Grégoire reconheceu a “natureza sistémica” dos abusos e a existência de mecanismos de silêncio que terão protegido monitores suspeitos.</p>
<p>A investigação surge também num momento em que ganha repercussão o livro “Os Reis do Silêncio”, da jornalista do &#8216;Le Parisien&#8217; Victoire Halfreingue-Molulard. A autora infiltrou-se em programas extracurriculares e recolheu dezenas de testemunhos sobre humilhações e violência sexual contra crianças.</p>
<p>No livro, a jornalista descreve as atividades extracurriculares e, em particular, as creches, como um “ponto cego” da proteção infantil. Segundo a investigação, falhas graves no sistema permitiram recrutamentos apressados de funcionários que poderiam representar risco para menores.</p>
<p>O caso coloca agora França perante uma questão mais ampla: saber se os mecanismos de recrutamento, fiscalização e denúncia nas escolas e atividades extracurriculares são suficientes para proteger crianças. Em Paris, as autoridades prometem reforçar controlos. Para as associações de pais e vítimas, porém, o problema já deixou de ser apenas municipal e exige uma resposta nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764421]]></sapo:autor>
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		<title>Florença já não é Florença? Capelas transformadas em Airbnb e hotéis de luxo revoltam moradores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A pressão é dupla. No topo do mercado, estrangeiros compram casas de luxo como segunda, terceira ou quarta residência. Na base, o turismo de massa transforma habitações em hotéis, alojamentos locais ou apartamentos de curta duração]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Florença, cidade de Dante, Michelangelo e de alguns dos monumentos mais visitados de Itália, está a tornar-se palco de uma batalha entre moradores, associações de defesa do património e grandes fundos de investimento. O centro histórico, pressionado pelo turismo de massa e pela chegada de projetos de luxo, está a perder comércio tradicional, habitantes e parte da sua identidade urbana, relata o &#8216;El Español&#8217;.</p>
<p>“Florença não existe mais. Isto não é Florença, é outra coisa”, desabafa Vittorio, um negociante de antiguidades de quase 70 anos, citado pela publicação espanhola. Sentado no Bar Ricci, na Via San Egidio, a poucos minutos do Duomo e da Galeria Uffizi, lamenta o desaparecimento das lojas tradicionais e dá um exemplo que resume o mal-estar de muitos residentes: uma capela transformada em apartamento turístico na sua rua.</p>
<p>A pressão é dupla. No topo do mercado, estrangeiros compram casas de luxo como segunda, terceira ou quarta residência. Na base, o turismo de massa transforma habitações em hotéis, alojamentos locais ou apartamentos de curta duração. “No meio, nós, florentinos, estamos aqui”, resume Massimo Torelli, da plataforma Salviamo Firenze!, movimento criado para combater os excessos do turismo na cidade.</p>
<p>O impacto sente-se nos preços e na vida quotidiana. Florença recebeu mais de 16 milhões de turistas em 2024, uma média de 44 mil visitantes por dia, valor que terá ultrapassado os 80 mil nos meses de verão. No mesmo período, registaram-se 9,8 milhões de dormidas internacionais. Para uma cidade cujo município tem pouco mais de 362 mil habitantes, a pressão é enorme.</p>
<p>Segundo a Salviamo Firenze!, existem cerca de 15 mil apartamentos turísticos num centro histórico que, pelas projeções citadas, não terá mais de 30 mil residências. As rendas de apartamentos de um ou dois quartos oscilam entre 900 e 1.300 euros, num contexto em que o salário médio ronda os 1600 euros. O resultado é a expulsão gradual de moradores de rendimento médio e baixo.</p>
<p>Os residentes já criaram até uma palavra para descrever ruas onde praticamente só restam bares e restaurantes: ‘mangificio’, uma espécie de cidade transformada em refeitório turístico. “O centro está a expandir-se; o que antes se restringia ao redor do Duomo agora estende-se a outras ruas”, explica uma ativista da Salviamo Firenze!, que vive na Via Cavour e diz querer decidir por si própria se sai de casa, em vez de ser empurrada para fora.</p>
<p>Um dos casos mais contestados é o futuro hotel de luxo do Capella Hotel Group no antigo hospital militar de San Gallo, edifício que na Idade Média serviu de residência a peregrinos a caminho de Roma. O projeto, avaliado em mais de 200 milhões de dólares, cerca de 184 milhões de euros, prevê 33 suítes, 56 quartos e 10 residências exclusivas a partir de 2027. Entre os moradores, circula ainda a expectativa de que o empreendimento possa ter uma piscina com vista para o Duomo.</p>
<p>Para as associações locais, o problema não é apenas a dimensão do projeto, mas a facilidade com que investidores conseguem transformar edifícios históricos. O &#8216;El Español&#8217; recorda que, em 2018, sob a administração municipal de Dario Nardella, foi introduzida uma alteração urbanística que substituiu a noção de ‘restauro conservativo’ por ‘renovação limitada de edifícios’. Na prática, denunciam os ativistas, isso abriu caminho a alterações interiores e mudanças de uso sem necessidade de autorização municipal mais exigente, desde que o nome formal do espaço não fosse alterado.</p>
<p>O resultado é visível nos números. Segundo a organização &#8216;Italia Nostra&#8217;, entre 2011 e 2021 as atividades de hotéis e restaurantes em Florença quase duplicaram, passando de 1.963 para 3.144 estabelecimentos documentados, enquanto a população do centro histórico caiu 10%. Para os críticos, a cidade tornou-se demasiado permissiva com investidores e demasiado lenta a proteger residentes e património.</p>
<p>A plataforma Salviamo Firenze! já conseguiu uma vitória simbólica. Em 2024, uma campanha contra as caixas de chaves usadas em apartamentos turísticos levou a câmara municipal a proibi-las, juntamente com os microfones usados por guias turísticos no centro. A medida acabou por inspirar outras cidades, como Roma, e tornou-se depois uma proibição nacional, justificada pelo Ministério do Interior por razões de segurança.</p>
<p>Agora, os ativistas querem travar um grande projeto em tribunal. Torelli acredita que uma decisão judicial contra o hotel no antigo hospital de San Gallo poderia mudar a perceção dos investidores. “Basta um grande projeto para que deixem de ver Florença como um lugar seguro para o seu dinheiro”, defende.</p>
<p>A luta de Florença resume um dilema cada vez mais comum nas grandes cidades turísticas europeias: como proteger centros históricos vivos quando o turismo, o alojamento local e o investimento internacional tornam a cidade mais rentável para quem a explora do que habitável para quem nela vive.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764418]]></sapo:autor>
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		<title>Montenegro diz que Portugal está na rota do crescimento e da credibilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro defendeu hoje que o país está numa rota de crescimento e de credibilidade, acima da média da União Europeia do ponto de vista da dinâmica da economia e do crescimento dos salários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro defendeu hoje que o país está numa rota de crescimento e de credibilidade, acima da média da União Europeia do ponto de vista da dinâmica da economia e do crescimento dos salários.</P><br />
<P>Luís Montenegro, que falava em Caminha, à margem inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, num investimento de 180 mil euros, garantiu que esse trajeto &#8220;é para continuar&#8221;, apesar de &#8220;alguns aproveitarem a ocasião destes episódios conjunturais para tentar diminuir esse percurso, dizendo que o país está pior&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Questionado pelos jornalistas sobre o primeiro ano de governação, Montenegro afirmou que faz o &#8220;balanço todos os dias&#8221;, sublinhando que 2026 &#8220;tem sido um ano muito intenso de projeção de Portugal do ponto de vista económico e social&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estamos hoje muito marcados, e é normal, por um início de ano que foi muito atípico. Primeiro as tempestades, depois o agravar do conflito no Médio Oriente e o seu impacto na cadeia de abastecimento, primeiro nos combustíveis e depois já nos outros bens essenciais&#8221;, destacou.</P><br />
<P>Apesar dessas situações, o líder do executivo considerou que &#8220;o país está melhor&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Portugal é o país da OCDE onde as pessoas têm recuperado mais o rendimento, têm valorizado mais o seu trabalho, pagam menos impostos hoje do que pagavam há dois anos e há um ano também sobre o rendimento do seu trabalho, as empresas têm mais instrumentos para poderem inovar, para poderem empreender&#8221;, apontou.</P><br />
<P>O primeiro-ministro frisou que o Governo está &#8220;a recuperar os serviços públicos, (&#8230;) que Portugal é um dos países que tem os preços mais acessíveis de energia na Europa, (&#8230;), e que será &#8220;o terceiro mais competitivo nesse domínio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estamos no top 3, portanto, um fator que há alguns anos era, não vou dizer impeditivo, mas pelo menos inibidor de maior investimento, neste momento é atrativo. Nós temos capital humano, nós temos um apego grande às tecnologias, nós temos políticas públicas que favorecem o investimento e o trabalho, menos impostos, maior simplificação de procedimentos, como aliás estamos a ver também aqui agora neste perímetro do investimento público&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Para Luís Montenegro, Portugal &#8220;e um país com razões para ambicionar, para continuar a colocar na vida concreta as pessoas aquilo que consegue fazer coletivamente&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764392]]></sapo:autor>
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		<title>NextEra compra Dominion por 57.000 M€ e cria gigante mundial da eletricidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:05:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[NextEra]]></category>
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					<description><![CDATA[Americana NextEra Energy vai comprar a concorrente Dominion Energy por cerca de 67 mil milhões de dólares, cerca de 57 mil milhões de euros, numa operação que criará uma das maiores empresas de energia do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A norte-americana NextEra Energy vai comprar a concorrente Dominion Energy por cerca de 67 mil milhões de dólares, cerca de 57 mil milhões de euros, numa operação que criará uma das maiores empresas de energia do mundo.</P><br />
<P>Segundo as mesmas, a fusão dará origem à maior empresa mundial de eletricidade regulada por capitalização bolsista, num momento de forte crescimento da procura energética nos Estados Unidos devido à inteligência artificial e à expansão dos centros de dados.</P><br />
<P>A operação, anunciada hoje, será financiada integralmente em ações, com a NextEra a oferecer 0,8138 ações suas por cada ação da Dominion.</P><br />
<P>Os acionistas da Dominion continuarão a receber o atual dividendo trimestral até à conclusão da operação, além de um pagamento único em dinheiro de 360 milhões de dólares no fecho da transação.</P><br />
<P>Após a fusão, os acionistas da NextEra ficarão com 74,5% da empresa combinada, enquanto os acionistas da Dominion deterão 25,5%.</P><br />
<P>A empresa resultante da fusão deverá servir cerca de 10 milhões de contas de clientes nos estados norte-americanos da Florida, Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.</P><br />
<P>A Dominion, sediada em Richmond, na Virgínia, fornece energia a centenas de centros de dados naquele estado e presta serviço regulado de eletricidade a 3,6 milhões de casas e empresas na Virgínia, Carolina do Norte e Carolina do Sul.</P><br />
<P>A empresa presta ainda serviço regulado de gás natural a cerca de 500 mil clientes na Carolina do Sul.</P><br />
<P>A NextEra, sediada em Juno Beach, na Florida, detém a Florida Power &amp; Light Company, que fornece eletricidade a cerca de 12 milhões de pessoas naquele estado.</P><br />
<P>Em dezembro, a NextEra e a Google Cloud anunciaram o alargamento da parceria existente para construir novos &#8216;campus&#8217; de centros de dados nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a juntar a NextEra Energy e a Dominion Energy porque a escala é mais importante do que nunca &#8212; não pela dimensão em si, mas porque a escala se traduz em eficiências de capital e operacionais. Permite-nos comprar, construir, financiar e operar de forma mais eficiente, o que se traduz, a longo prazo, em eletricidade mais acessível para os nossos clientes&#8221;, afirmou, em comunicado, o presidente executivo da NextEra Energy, John Ketchum.</P><br />
<P>A nova empresa terá dupla sede em Juno Beach, na Florida, e Richmond, na Virgínia, mantendo também a atual sede operacional da Dominion Energy South Carolina, em Cayce, na Carolina do Sul e o presidente executivo da NextEra, John Ketchum, será presidente do Conselho de Administração e presidente executivo da empresa resultante da fusão.</P><br />
<P>O grupo usará o nome NextEra e continuará a ser negociado na Bolsa de Nova Iorque e o Conselho de Administração será composto por 10 gestores da NextEra e quatro da Dominion.</P><br />
<P>A operação, já aprovada pelos conselhos de administração das duas empresas, deverá ficar concluída dentro de 12 a 18 meses.</P><br />
<P>A fusão ainda depende da aprovação dos acionistas da NextEra e da Dominion, bem como de várias autorizações regulatórias, incluindo da Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos.</P><br />
<P>O negócio ocorre numa altura em que consumidores e responsáveis políticos contestam o impacto dos centros de dados de inteligência artificial nas faturas de eletricidade.</P><br />
<P>Legisladores de pelo menos seis estados &#8212; incluindo Arizona, Indiana, Maryland, Nova Jérsia, Nova Iorque e Pensilvânia &#8212; estão a reforçar esforços para tentar bloquear aumentos tarifários propostos pelas empresas de serviços públicos. Alguns estão mesmo a pressionar as empresas para alterarem completamente o seu modelo de financiamento de modernização dos sistemas.</P><br />
<P>Na Bolsa de Nova Iorque, as ações da Dominion subiam mais de 9%, enquanto os títulos da NextEra recuavam cerca de 5%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764397]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Corrida ao novo relógio da Swatch com Audemars Piguet acaba em caos: imagens mostram multidões, lojas fechadas e polícia nas ruas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/corrida-ao-novo-relogio-da-swatch-com-audemars-piguet-acaba-em-caos-imagens-mostram-multidoes-lojas-fechadas-e-policia-nas-ruas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Audermas Piguet]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Swatch]]></category>
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					<description><![CDATA[Lançamento da nova coleção Royal Pop, criada pela Swatch em parceria com a relojoeira suíça Audemars Piguet, acabou por obrigar ao encerramento de várias lojas em todo o mundo por razões de segurança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Filas durante dias, multidões comprimidas à porta das lojas, pessoas a correr quando as portas abrem e polícia chamada para controlar o caos. O &#8216;The Independent&#8217; mostra como o lançamento da nova coleção Royal Pop, criada pela Swatch em parceria com a relojoeira suíça Audemars Piguet, acabou por obrigar ao encerramento de várias lojas em todo o mundo por razões de segurança.</p>
<p>A corrida começou ainda antes do dia de lançamento. Em Nova Iorque, havia pessoas na fila desde quarta-feira para garantir lugar à porta da loja da Swatch em Times Square. “Parecia um mosh pit”, descreveu ao &#8216;The Guardian&#8217; John McIntosh, um dos clientes que esperava ser dos primeiros a entrar. Quando as portas abriram no sábado, deu-se uma corrida desordenada e, segundo relatos locais, pelo menos uma pessoa acabou detida pelas autoridades.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Fight broke out in Milan over the Swatch x AP &quot;Royal Pop&quot; Collection 😳 <a href="https://t.co/I0GE6Luens">pic.twitter.com/I0GE6Luens</a></p>
<p>&mdash; JustFreshKicks (@JustFreshKicks) <a href="https://twitter.com/JustFreshKicks/status/2055693760852619365?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 16, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">🚨 AP x Swatch Royal Pop launch, with prices starting at ₹41,000, sparks chaos across India. <a href="https://t.co/rH1Y9uWa5P">pic.twitter.com/rH1Y9uWa5P</a></p>
<p>&mdash; Indian Tech &amp; Infra (@IndianTechGuide) <a href="https://twitter.com/IndianTechGuide/status/2055860955146272852?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 17, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">The new Swatch x Audemars Piguet collab launched at $400 retail.</p>
<p>Within hours, resellers pushed prices above $4,000 as people camped for days and fights broke out at stores worldwide.</p>
<p>Then Swatch confirmed it’s a mass-produced release with millions of units planned.</p>
<p>Now resale… <a href="https://t.co/be3GhSlFsm">pic.twitter.com/be3GhSlFsm</a></p>
<p>&mdash; SheTrades (@SheTrades_08) <a href="https://twitter.com/SheTrades_08/status/2056080582724264184?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 17, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Absolute chaos broke out during the new Swatch x Audemars Piguet collab release as huge crowds packed into parking garages and shopping centers trying to get the watches. Videos showed people shoving each other, cops and security repeatedly using pepper spray, and everyone being… <a href="https://t.co/SPhdofH6PL">pic.twitter.com/SPhdofH6PL</a></p>
<p>&mdash; Clown World ™ 🤡 (@ClownWorld) <a href="https://twitter.com/ClownWorld/status/2056109109095637422?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 17, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O fenómeno não se limitou aos Estados Unidos. No Reino Unido, várias lojas da Swatch foram encerradas, com a empresa suíça a justificar a decisão com “considerações de segurança” para clientes e trabalhadores. Em Sheffield, as imagens mostram uma enorme multidão concentrada em frente à loja do centro comercial Meadowhall.</p>
<p>Em Paris, o cenário foi ainda mais tenso. Cerca de 300 pessoas tentaram entrar à força num dos pontos de venda, danificando grades de segurança, e a polícia francesa recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar a multidão. Também em Lisboa houve forte procura: a coleção estava disponível em exclusivo no Centro Comercial Colombo e não foi colocada à venda online, o que ajudou a concentrar ainda mais compradores nas lojas físicas.</p>
<p>Noutros pontos do mundo, o impacto foi semelhante. Centros comerciais como o Mall of the Emirates, no Dubai, e o Westfield Mall, nos Países Baixos, cancelaram mesmo os eventos de lançamento perante as filas que começaram a formar-se vários dias antes. Outras lojas fecharam portas antes de esgotarem todo o stock, precisamente para evitar novos problemas de segurança.</p>
<p>O entusiasmo explica-se em parte pelo posicionamento da coleção. A Royal Pop é composta por oito relógios de bolso em Bioceramic, inspirados no icónico Swatch POP e no universo visual da Pop Art, com cores vibrantes e detalhes que remetem para o lendário Royal Oak da Audemars Piguet. As duas marcas descrevem a linha como uma coleção que junta “ousadia alegre” e “alta relojoaria”. Seis modelos seguem o estilo Lépine, com coroa às 12 horas, e dois o estilo Savonnette, com coroa às três horas e pequeno submostrador dos segundos.</p>
<p>Os preços originais variam entre 385 e 400 euros, valor muito inferior ao normalmente associado ao universo Audemars Piguet, o que ajuda a explicar a procura. Em muitos casos, o stock esgotou rapidamente e várias unidades começaram quase de imediato a aparecer no mercado de revenda por valores a rondar os dois mil euros.</p>
<p>Perante a afluência, a própria Swatch publicou um aviso a pedir que os consumidores não corressem em massa para as lojas. “Para garantir a segurança dos nossos clientes e dos nossos funcionários nas lojas Swatch, pedimos que não acorram às lojas em grandes números para adquirir este produto”, lia-se na mensagem. Em algumas localizações, a marca chegou mesmo a proibir filas com mais de 50 pessoas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="zxx" dir="ltr"><a href="https://t.co/3JxCRVrCg3">pic.twitter.com/3JxCRVrCg3</a></p>
<p>&mdash; Swatch (@Swatch) <a href="https://twitter.com/Swatch/status/2055712619009380359?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 16, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>No fim, o lançamento ficou marcado menos pelo relógio em si e mais pelas imagens que correu o mundo: ajuntamentos compactos, lojas encerradas, polícia a intervir e compradores dispostos a esperar dias por uma peça que transformou uma colaboração relojoeira num verdadeiro fenómeno de multidões.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_764396]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Identificam-se como animais, mas não podem ser tratados por veterinários: Ordem esclarece limites legais</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/identificam-se-como-animais-mas-nao-podem-ser-tratados-por-veterinarios-ordem-esclarece-limites-legais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ordem dos Médicos Veterinários]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Therians]]></category>
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					<description><![CDATA[Em Portugal, a Ordem garante que ainda não recebeu qualquer relato de médicos veterinários confrontados com pedidos de consulta por parte de pessoas que se identifiquem como animais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ordem dos Médicos Veterinários definiu orientações internas para os profissionais lidarem com pessoas que se identifiquem espiritual ou psicologicamente com animais, conhecidas como ‘therians’. A decisão surge depois de o fenómeno ter ganhado visibilidade nas redes sociais e após uma reportagem da &#8216;CNN Portugal&#8217;, citada pela &#8216;Euronews&#8217;, ter abordado casos de jovens que, no estrangeiro, procuraram ser atendidos em clínicas veterinárias.</p>
<p>Em Portugal, a Ordem garante que ainda não recebeu qualquer relato de médicos veterinários confrontados com pedidos de consulta por parte de pessoas que se identifiquem como animais. Ainda assim, decidiu antecipar-se e esclarecer os limites legais da atuação destes profissionais.</p>
<p>A orientação é clara: médicos veterinários não podem realizar diagnósticos, prescrever tratamentos ou praticar qualquer ato clínico em pessoas, mesmo que estas se identifiquem com um animal. Esses atos estão reservados a médicos inscritos na Ordem dos Médicos.</p>
<p>A OMV recomenda que, perante uma situação deste tipo, os profissionais mantenham uma postura respeitosa e informativa, explicando que a medicina veterinária está legalmente limitada ao tratamento de animais. A pessoa deve ser encaminhada para um médico ou profissional de saúde adequado.</p>
<p>No esclarecimento interno, a Ordem lembra que a lei portuguesa reconhece dimensões da identidade pessoal, como a identidade e expressão de género, mas não prevê qualquer estatuto jurídico de “identidade animal”. “A pessoa que se identifica como animal continua, para o Direito, a ser uma pessoa humana”, sublinha a OMV.</p>
<p>O fenómeno ‘therian’ ganhou notoriedade sobretudo através do &#8216;TikTok&#8217; e de outras redes sociais. Em muitos vídeos, adolescentes e jovens adultos surgem com máscaras, caudas ou outros adereços, imitando comportamentos animais, como andar de quatro, miar ou ladrar. Algumas pessoas identificam-se com cães, gatos, raposas, lobos, ursos ou outros animais.</p>
<p>A &#8216;Euronews&#8217; recorda que chegou a estar marcado, em fevereiro, um encontro de ‘therians’ em Vila Real, mas o evento acabou por não se realizar depois de críticas e hostilidade geradas pela divulgação do grupo.</p>
<p>Especialistas em saúde mental e comportamento social têm acompanhado o crescimento do fenómeno, sobretudo entre adolescentes e jovens adultos. Para já, a preocupação da Ordem dos Médicos Veterinários é sobretudo jurídica e profissional: garantir que os veterinários sabem como responder se forem confrontados com um pedido deste tipo, sem desrespeitar a pessoa, mas também sem ultrapassar os limites legais da sua profissão.</p>
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