Millennium BCP avança com programa de rescisões e pré-reformas. Banco abre a porta a despedimentos

O Millennium BCP vai avançar com um programa de redução de pessoal nos próximos tempos que consistirá inicialmente em rescisões unilaterais e programas de pré-reforma, no entanto, o banco não fecha a porta aos despedimentos.

“Para não irmos tão longe na redução, tal implicará uma maior seletividade ao nível das funções abrangidas e da performance demonstrada, o que, antecipamos, poderá não ser passível de alcançar exclusivamente através de um programa de reformas e rescisões por mútuo acordo, tendo presente que vai pressupor que uma parte muito significativa das saídas sejam de funções/trabalhadores pré identificados”, explica a circular enviada pelo Presidente da Comissão Executiva do BCP, Miguel Maya.

“O processo inicia-se com este apontamento que dirijo a todos os trabalhadores, e prosseguirá agora com as reuniões com os Sindicatos, com a Comissão de Trabalhadores e com a DGERT, as quais podem levar a alguns ajustes na forma como planeámos a execução”, afirma o comunicado.

“Perspetivamos que o período de adesão ao programa de reformas e rescisões por mútuo acordo se inicie no próximo dia 16 de junho e decorra até 18 de agosto, seguindo-se, na eventualidade de ser necessário para alcançar a redução em função dos critérios específicos que considerámos, a implementação de medidas unilaterais de redução do número de trabalhadores. O final do período negocial está perspetivado para 20 de setembro”, esclarece a nota intitulada “ajustamento do quadro do pessoal”.

No comunicado enviado aos colaboradores, o Millennium BCP lembra ainda que este processo deveria ter começado muito antes, no entanto, tendo em conta que no  “primeiro trimestre de 2020 fomos surpreendidos pela pandemia, uma crise sanitária que rapidamente se transformou em crise económica, a qual não obstante os efeitos terem sido mitigados pelas moratórias dos Bancos e pelas medidas governamentais de apoio, teve impactos devastadores para muitas famílias e empresas. Foi por essa razão então decidido que não era adequado empreender nesse ano o processo de redução de trabalhadores que estava a ser equacionado”.

Até ao momento ainda não foi divulgado o número de funcionários que serão abrangidos por este programa.

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