O Millennium BCP registou um resultado líquido de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 25,6% face ao período homólogo do ano anterior, quando o lucro se fixou nos 243,5 milhões de euros.
Este desempenho traduziu-se num retorno sobre capitais próprios (ROE) de 15,9%, acima dos 13,9% registados no primeiro trimestre de 2025, refletindo uma evolução positiva na capacidade de geração de valor.
Em Portugal, a atividade do Grupo também apresentou uma evolução favorável, com um resultado líquido de 265,4 milhões de euros entre janeiro e março de 2026, um crescimento de 21,2% em termos homólogos, face aos 218,9 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.
Já nas operações internacionais, o Grupo registou um resultado líquido de 77,7 milhões de euros, um crescimento de 65% face ao mesmo período do ano anterior. Destaque para o Bank Millennium, que contribuiu com 71,2 milhões de euros, mais 67,8% do que no 1T25. Esta evolução foi influenciada, em grande medida, pela redução de 61% dos encargos associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíços, que totalizaram 50,1 milhões de euros no trimestre.
Ao nível da solvabilidade, o Millennium BCP manteve rácios de capital robustos, com um CET1 de 15,1% e um rácio de capital total de 19,3%, já após a dedução do valor máximo de distribuição aos acionistas relativo ao resultado de 2025. Esta distribuição contempla 50% sob a forma de dividendos (509,3 milhões de euros) e 40% através de recompra de ações próprias (407,5 milhões de euros).
Os ativos disponíveis para financiamento junto do Banco Central Europeu totalizam 30 mil milhões de euros.
No que diz respeito à atividade comercial, o crédito a clientes no Grupo cresceu 7,2% em termos homólogos, atingindo 63,4 mil milhões de euros, enquanto os recursos totais de clientes aumentaram 7,9% para 112,8 mil milhões de euros. Em Portugal, o crédito subiu 9,6% e os recursos 6,3%. No Bank Millennium, o crédito a empresas avançou 26,5%. A qualidade do crédito também melhorou, com uma redução expressiva dos ativos não produtivos, que diminuíram 238 milhões de euros face a março de 2025.
O custo do risco situou-se em 35 pontos base no 1T26, uma melhoria face aos 38 pontos base registados no período homólogo. Em Portugal, manteve-se estável nos 33 pontos base.
Por fim, a base de clientes ativos aumentou 5% para 7,4 milhões, enquanto os clientes mobile cresceram 8%, passando a representar 75% do total de clientes em março de 2026.




