O acórdão do julgamento sobre a morte dos recrutas dos Comandos Dylan da Silva e Hugo Abreu, ocorrida em setembro de 2016 e que levou à acusação de 19 militares, foi proferido esta segunda-feira pelo Tribunal Criminal de Lisboa e três militares envolvidos no caso foram condenados a penas suspensas pelo crime de abuso de autoridades com ofensas à integridade física. Lenarte Inácio foi condenado a dois anos, Pedro Fernandes a dois anos e três meses e Ricardo Rodrigues a três.
Já o diretor da Prova Zero, o tenente-coronel Mário Maia, foi absolvido. Também o médico que liderava a equipa de apoio sanitário à prova, o capitão Miguel Onofre Domingues, foi absolvido. No banco dos réus, sentavam-se neste processo 19 arguidos, mas só três foram assim condenados.
O Ministério Público solicitou a declaração de especial complexidade do caso para ter um prazo de 60 dias para apresentar recurso.
O tribunal referiu que já havia acordo extrajudicial para as indeminizações aos pais de Dylan Silva e Hugo Abreu. Nas alegações finais do julgamento, a 7 de maio de 2021, a procuradora Isabel Lima tinha pedido a condenação de cinco dos 19 arguidos a penas de prisão entre dois e 10 anos.







